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VIDA CURTA...

Analisando o papel dos vereadores nas Câmaras Legislativas, tanto nas capitais quanto nas cidades de interior, constatamos que existe algo em comum, em todas ou quase todas as situações: os vereadores que apóiam o prefeito, salvo raríssimas exceções, são meros figurantes de uma peça teatral, cujo enredo é bastante conhecido da população.

Antigamente, a Câmara Federal, o Senado da República, as Assembléias Legislativas e as Câmaras de Vereadores, eram compostas de homens e mulheres que representavam os segmentos sociais dos Estados e dos Municípios, com a dignidade que os cargos lhes impunham. Senadores, deputados e vereadores de vários mandatos, que lutavam a favor dos pleitos comunitários e que enobreciam a função legislativa.

Hoje a situação é bem diferente. A classe política jamais esteve tão em baixa aos olhos do povo. Em filas de bancos, nos bares e nos bate-papos, a conversa é a mesma: "a culpa é dos políticos". Se cada político prestasse contas da sua atuação, certamente a situação seria bem melhor.

Depois da posse, uma contagem regressiva faz a vida desses mandatários descer a escada ao encontro do povo. É mais ou menos como a juventude e a velhice, em relação à morte. Só que os mandatos são curtos; valem por quatro anos. O povo reavalia seu voto e reelege ou não senadores, deputados e vereadores, indefinidamente, enquanto governadores e prefeitos têm direito a uma reeleição, fato que achamos contrário à democracia, facilitando a fraude e o tráfico de influência; outro erro do sistema é o direito de deputados estaduais, federais e senadores, poderem se reeleger indefinidamente, gastando muito dinheiro, comprando votos em locais diferentes daqueles que os elegeram, alguns com atuações medíocres que vão para as casas legislativas defender grupos econômicos. Já os vereadores, principalmente das pequenas comunidades, têm sua atuação observada de perto pelo eleitor. Vereador que mal sabe assinar o nome, que não cria projetos para beneficiar a população; que vota contra o interesse público, que bajula o prefeito em busca de interesses pessoais para favorecer a família com empregos; que faz oposição sistemática e vota contra qualquer projeto oriundo do Executivo...

Tanto é ruim o bajulador, que sangra o erário, quanto o enganador, que brada contra o prefeito, seja qual for a mensagem ou o projeto. O povo deve olhar a ambos com desconfiança. O PT é o maior exemplo do que afirmamos.

Na oposição, seus senadores, deputados e vereadores, eram os mais honestos e barulhentos. Quando ganham as eleições, acontece o que vemos no atual governo federal, nos estados e nos municípios: mudança radical de comportamento...

Elementos incompetentes ocupam cargos públicos, enquanto a maioria nada consegue... O eleitor inteligente não deve se deixar enganar duas, quatro vezes... Melhor seria renovar... mudar a cara dos Legislativos... Afinal, a democracia envolve alternância no poder...

Como diz o sábio "a vida é curta, mas não é pequena"...
Ricardo De Benedictis
Enviado por Ricardo De Benedictis em 23/07/2005
Reeditado em 13/09/2005
Código do texto: T36954

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Sobre o autor
Ricardo De Benedictis
Vitória da Conquista - Bahia - Brasil, 77 anos
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Ricardo De Benedictis