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Trovas,Trovas,Pequenas Notáveis-E Salve o Dia do Escritor!

Hojé é o nosso dia!No Egito antigo,os escribas tinham um status merecido...Séculos depois,lutamos bravamente pela profissão de escritor...Por espaço!Felizmente existem agora sites como aqui,O Recanto das Letras,e outros maravilhosos,que não citarei todos por temer esquecer algum,mas neste momento homenageando os que sempre me acolheram(em qualquer ordem) e apenas o nome de sues sites:
Jacira Ribeiro:Jamulher
Magriça:Notívaga.fora-do-ar,que pena!
Ana pelluso:Oficina de Idéias
Patrick:Recanto das letras
Leila Miccolis e Urahcy Faustino:Blocos On Line
Agostina Akemi sasaoka:Garganta da Serpente
Soares Feitosa:Jornal de Poesia
Vânia Moreira Diniz:Vida Nascente e VMD
Luiz Alberto Machado:Vida nascente,Tataritatá...
Karin e Henri:Sokarinhos
Elisabete Misciasci e Luciane Maccario:Informativo Aqui Tem Arte
Carlos Leite Ribeiro e Lourivaldo Perez Baçan:CEN(Cá Estamos Nós)
Paola Caumo e Jorge Humberto:Delírios Plurais...
Olga Kapatti:Stationaria
José Geraldo Neres Palavreiros
André Ribeiro Leite:Direito & Poesia

Amanhã complementarei essa lista de pessoas ,webmasters maravilhosos,a quam aplaudo,pois em vez de locarem apenas seus textos,hospedam centenas de Poetas...
Clap*clap*clap
E agora,trancrevo de meu blog,a série de relembranças e comentários a respeito de trovas:

Trovas:Pequenas Notáveis(I)

Algumas pessoas menosprezam o trovador,por serem,as trovas,de fácil memorização:rimas cruzadas,versos septissílabas.Porque os repentistas (em geral nordestinos),vão fazendo emboladas ao som de violas e sanfonas,associam trova a popular.Isso,de per si,um elogio:somente assim,o povo menos letrado,conhece Poesia.E que poesia há nos simples!Já lerem Patativa do Assaré?
Pois saibam os não trovadores,que nós amamos a trova.Acho mesmo que trovador,nas ce trovador.O que não significa impossibilidade de se aprender a trovar.O trovador Nilson Pereira,ao criar o grupo "Trovadores Cibernautas" e a "Escola Tropo",propôs que os mais experientesensinassem os menos.Destes,muitos Poetas maiores,demonstraram certa dificuldade em entender,por exempo, a métrica.O mestre Nilson mandava regrinhas,criava exercícios em rodadas,de quadras,trovas,sextilhas.E como era gostoso!
Imagine o poeta dizer TUDO que precisa em apenas quatro versos.Claro,hoje existe o Poetrix,de apenas trinta sílabas e o Duplix,mas sem necessidade de rima.Um desafio dizer tudo em tão pouco.Como os haicaistas,fazem maravilhas com 5,7 e 5 sílabas em três versos.Nos jardins dos imperadores japoneses,havia festivais lindos de haicais,onde um poeta respondia ao haicai de outro...
Em meu livro "Orvalho",que fiz primeiro no PPP(Projeto Poesia no pano) e depois o Baçan,do CEN,fez como livro eletrônico,colocou-o na Biblioteca Virtual do Cá Estamos Nós,Portal Brasil-Portugal,conto a história do haicai,falando de Basho e de Lady Nijo,dama da corte japonesa que fazia tercetos incríveis.O prefácio é da Poeta mineura Yeda Prates Bernes,muito premiada,autora de vários livros(mandou-se seu "Cantata",o último,do qual falarei em breve),entre os quais "Grão de Arroz",grácil e leve,fez o prefácio.
Assino-o como Haruko(Primavera em japonês-"Haru"),nome que me foi dado aos doze anos,por Mikio Kawai.
Voltando às trovas:aprendi-as com meu avô,Luiz Máximo de Araújo,velho jornalista paraibano,repentistasonetista,trovador.Ensinou-me a métrica, a rima.Para mim,aos sete anos,uma atividade lúdica.Um jogo de encaixes.De trovas,escrevi Pana-Paná,Chuva de Trovas,também no PPP e como livro eletrônico,na biblioteca cita,no site do CEN.
Há pouco,postei a revista virtual "Trovamar",da Gislaine Canales. Logo no alto,há uma brasão com uma rosa.É o símbolo do trovador,sugestão do Luís Otávio,chamado "Príncipe dos Trovadores Brasileiro".O que,os anos 60,gerava certa polêmica,pois diziam que,como tal,ele se auto-intitulara .De minha parte,achava-o com modos de Príncipe.Eu,mocinha,recebi-o sensibilizada,em casa de meus pais.Rosado,grisalho,foi me pedir que assumisse a presidência da Ubt(União Brasileira de Trovadores)de Juiz de Fora.Com a ousadia da juventude,aceitei.Há pouco tempo,perguntei a meu amigo Hegel Pontes,trovador muito premiado,porque me escolheram,no meio de magníficos trovadores da cidade.Ele revelou-me que,à época,existiam uitos grupos querelantes-e que eu dava-me bem com todos.Realmente,na minha página literária de domingo,eu editava tudo e todos...
O movimento trovadoresco,no Brasil,realizava os Jogos Florais,com carreata,Musa...Em Juiz de Fora,a Musa era a linda Lívia Maria,que escreveu "No Meio do bando Tonto",livro de versos livres e que ,com José Carlos de Lery Guimarães,leu "O Cântico dos Cânticos",do Rei Salomão,a lindíssima poesia erótica em salmos,do AT...,a massa dos belos cabelos alourados caindo nas costas...Fizemos muita coisa bonita,como o certame com tema "cego".A trovadora portuguesa que ganhou foi Maria Helena,que com JG de Araújo Jorge,escreveu(ela em Portugal,ele aqui),"Concerto a Quatro Mãos" .O trovador brasileiro foi Ludgero Nogueira...cego e talentoso!À época,eu não podia concorrer,por ser membro do júri mas andava tão ligada à problemática da falta de visão e assuntos afins,,que escrevi inúmeras trovas a respeito.Uma delas:

Qual livro em braile aos meus dedos,
teu lindo corpo,querida
ensina-me,sem segredos,
todo segredo da Vida...

Daqui a pouco,postarei outras considerações e reminiscências.
Publicado por clevane pessoa de araújo em 25/07/2005 às 18h52
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25/07/2005 19h40
Pequenas Notáveis (II)
As trovas,quanto mais belas,mais populares se tornam.Talvez mesmo quanto mais simples,às vezes.Lembro-me que,durante muito tempo,repetiam,como trova popular:

"Eu vi minha mãe rezando,
aos pés da Virgem Maria,
era uma santa escutandoo
que a outra santa dizia"

Um dia,descobriu-se,em documentos antigos,que era de Barreto Coutinho.Por um tempo, pensou-se que era da autoria do Belmiro Braga poeta mineiro,que dá nome a uma cidade do Estado.
Um trovador(ah,não recordo o nome,mas depois postarei)analisou assim esse fenômeno:

"A trova é uma criança
que de colo em colo vai.
Quanto mais glórias alcança
menos lembramos do pai"...

A rosa,conforme escrevi antes,é o símbolo do trovador.Nos anos sessenta,estavam em voga as rosas de prata,como ornamento do lar.Displicentemente deixada sobre uma pequena mesa,era encontada nas casas.Íamos receber trovadores do Brasil e a presidente,a mocinha que eu era,queria oferecer rosas,mas como muitos viriamde outras cidades e estados,queria uma artificial,para levarem como presente(quando estive em Cuiabá,cheguei ao Hotel e os organizadores de um congresso deixaram,na mesinha de cabeceira,o peixe símbolo da região,em barro,que embalei para trazer de avião a MG).Meu salário de repórter e professora não sria suficiente para tantas rosas,então fui a uma exímia florista,que as fez usando aquela película que veda as latas de leite em pó.Ficaram perfeitas.Somente sabia-se não serem de prata por serem bem leves,a flor, a folha,o caule.
Claro,fiz trovas encadeadas:

Sem oferecer em prata
a rosa do trovador
ofereço-lhes em lata,
de artesanato,um primor.

Encomendei à florista,
que colocasse paixão
pois cada trova é de artista
que trova com precisão.

Levem,de Minas Gerais,
essa lembrança tão mera,
voltem nos Jogos Florais,
no eclodir da Primavera...

Aguardem mais relembranças sobre a trovadora que sou,eu que adoro Poesia Concreta,Soneto,qualquer forma poética para expressar-me,não renego a Pequna Notável,que como a luso-brasileira Carmen Miranda,vale por dez....
Publicado por clevane pessoa de araújo em 25/07/2005 às 19h40

 

 
25/07/2005 20h13
Trovas,Pequenas Notáveis(III)
Do encontro de trovadores a que me referi ,especialmente lembro de duas situ/ações :Manoel Martins de Oliveira Costa,Cônsul Honorário de Portugal e afinadíssimo trovador,fazia o cerimonial.Eu,que borboleteava entre os trovadores,recepcionando-os e entrevistando-os para a gazeta Comercial,enquanto almoçavam,estava faminta.Num dado momento,minha saudosa mãe,que sempre acompanhava a filhota-por exigência de papai e absoluto prazer dela e meu-exigiu que eu colocasse algo na boca.Cortou e deu-me um pedaço de carne.Mal comecei a mastigá-lo,aparece o vice-cônsul,eivado de simpatia e diz ao microfone,com aquele saboroso sotaque:

_"Agora,com a palavra,a Presidente da UBT de Juiz de Fora,senhorita Clevane Pessoa de Araújo...

Tenho a foto desse momento:eu vestida de couro azul-marinho-saia,colete,correntinhas prateadas e camisa com padrão de oncinha(é,a Moda vai e volta!)-empurrando o microfone,sorrindo embora,enquanto procurva afastar o microfone que o sorridente cônsul me oferecia...
Manuel Martins de Oliveira Costa,que é agora Cônsul Honorário do Consulado de Portugal,em Juiz de Fora,escreveu uma belíssima trova ,uma das maisbelas que conheço,e com ela mereceu um primeiro lugar,uma das mais belas trovas que conheço:

"Nos beirais,nas tarde calmas,
asas ao sol, às centenas,
as pombas brancas são almas
a quem a vida deu penas..."

Foi no vice-consulado de portugal,aprendendo Literatura Portuguesa com Cleonice Rainho ,que vi algo que deu um prazer imenso:a Fundação Calouste Goubenkian ,de Portugal,enviara centenas de livros de autores lusos.Esses estavam sendo espalhados pelo chão,montanha de livros,para triagem.E nós,gulosamente,tocando um a um -e saudando as Letras Portuguesas...Quanta emoção!
Nessa época,eu namorava Antonio Messias da Rocha Filho(Messias da Rocha),meu colega de redação na Gazeta Comercial e editor de "A Tarde"(*),com quem casei-me mais tarde e que é pai de meu primogênito,Cleanton Alessandro Pessoa Rocha(Allez Pessoa,bassman,produtor musical e desenhista),nosso belo poema concreto.Messias também é habilidoso trovador,com várias trovas premiadas.Ciumentíssimo,ele estava incomodado com meu vai-e-vem de anfitriã e ,num dado momento em que passei um caderno(sim,não havia PC, Internet!) para que os trovadores ali colocassem dados,endereço e trovinhas,sentou-se perto de minha mãe,recebeu o caderninho e como estávamos arrufados dias antes,tascou:

"O nosso amor eu contemplo
dessa forma simbolista:
foi um fiel no meu templo
e no templo,um turista!"

Divorciados,somos bons amigos,é sobre ele que falo em "O Poeta e o Militar",história postada nos Textos do Recanto das Letras.

Voltarei às trovas depois...
Publicado por clevane pessoa de araújo em 25/07/2005
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25/07/2005 20h52
Trovas,"Pequenas Notáveis" (IV)
Sempre afirmo que poeta vive antenado!Estou aqui escrevendo esta série,quando as costas doem,saio um pouquinho do micro,vou à cx de Correio e lá encontro um envelopão cor-de-urso,para meu filho Alessandro.No remetente,Messias da Rocha,o pai poeta.Ligo a Allez,pelo celular,que,curioso,pede que eu abra e veja o que é.Trata-se de uma revista comemorativa aos 155 anos de Juiz de Fora,cidade que me abrigou quando cheguei do Nordeste,em 1954 onde descobri o prazer do jornalismo,casei-me e tive um filho,onde cursei,no CES,Psicologia até ao oitavo período,quando casei-me com o engenheiro civil Eduardo Lopes da Silva e vim para BH,capital de G,depois para S.Luiz,MA,a seguir para S.Paulo e então para Belém,PA retornando a Belo Horizonte em 1990,
Uma alegria maravilhosa ver,na revista,amigos queridos,trovadores,poetas.entre eles, o Messias da Rocha e o Manoel de Oliveira Costa,
que acabei de citar no número III.
Daqui a pouco,lerei com calma.Do primeiro,há uma página de poemas,não trovas.Do segundo,seu lado humorístico,sempre perfeito:

Deu-lhe o sogro uma gravata...
-E sua emoção foi tanta
que casou antes da data,
sentindo um nó na garganta...

E esta,de sutil ironia:

Passa por mim,não e vê...
-Talvez não me olhe jamais
não me conhece porque
eu a conheço demais!

(Manuel de Oliveira Costa,um luso-brasileiro_

PARABÉNS ,JUIZ DE FORA,cujo letra do Hino tem estes versos,dos quais recordo-me cantando,nos colégios onde estudei(*):


"Viva a princesa de Minas,
viva a bela Juiz de Fora,
que caminha na vanguarda,
do progresso ,estrada a fora...
Das cidades brasileiras,
sendo a mais industrial
da cultura e do progresso,
não existe outra igual..."


Juiz de Fora era considerada "A Manchester Mineira",onde as fábricas de tecido e malharias ,com seus operários,possuía o Quartel General do Exército,(que depois foi trazido paraBelo Hoprizonte),palco depois do "Golpe Militar",era uma cidade que abrigava o imperador,além de Petrópolis.
D.Pedro II era um poeta,descreve lindamente o luar no Museu Mariano Procópio,onde hoje há roupas de casamento e fardas,louças,quadros,móveis,dessa época meio feérica de nossa História...

(*)Colégio Mariano Procópio
Colégio Dos Santos Anjos"("Que as meninas dos Santos Anjos,sejam os anjos das outras meninas")
Colégio Santa Catarina
Colégio Estadual
CES(Centro de Ensino Superior)

A Juiz de Fora,minha homenagem em trova:

Mais de cem anos de idade,
tem essa velha menina...
Juiz de Fora é uma cidade
onde o sonho não termina...

Cento e cinquenta e cinco anos,
com flores e cicatrizes,
comemoram os ufanos
A COMEMORAR AS RAÍZES...
Publicado por clevane pessoa de araújo em 25/07/2005 às 20h52
clevane pessoa de araújo lopes
Enviado por clevane pessoa de araújo lopes em 25/07/2005
Reeditado em 22/09/2007
Código do texto: T37707

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Sobre a autora
clevane pessoa de araújo lopes
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 69 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 12:45)
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