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Direitos das Mulheres

     Em 21-04-2004, o jornal Metro da cidade de Milão, Itália, deu a seguinte informação:
     "Frequentemente a gente fala, fala, conversa, conversa a respeito de assuntos sem importância e também frívolos ou sem provocações, sem considerar que nesse meio tempo, em outra parte do mundo, há pessoas, adultos e crianças que morrem (e muito grave ainda, jovens) por causa de outras pessoas. Isso é justo?  Exemplo disto: Curdistão.
     O Curdistão é um local assim chamado pelas pessoas que vivem nesse lugar. O Curdistão estende-se entre a Turquia, Iraque e Síria. A maior parte dos "curdos" encontra-se no sudeste e noroeste do Iraque. São aproximadamente, 20 milhões de pessoas, sem seu país, sem lingua oficial, sua tradição linguística e proibida nos estados onde eles se encontram. Na realidade, oficialmente, os curdos "não existem". Eles não possuem direitos e reconhecimento. Aí, nesse lugar, as mulheres são lutadoras, de difícil batalha para defender seus direitos humanos.
Hoje, (dia 22-04-2004) apareceu em jornais italianos, um artigo que expõe os problemas das mulheres curdas, que lutam pela paz. Fala-se específicamente sobre o Curdistão turco, onde os movimentos femininos se esforçam duramente em favor dos direitos humanos e da democracia: "Mães pela Paz e Advogadas"
    Muitos curdos esperam do atual dirigente por uma pequena possibilidade de entrar na Europa e levar adiante o reconhecimento dos direitos humanos. Leyla Zana, parlamentar turca, presa durante os últimos dez anos. Sua cidade natal foi destruida pela armada turca durante a guerra civil. Ela é considerada a "Voz" dessas mães e esposas dos presos políticos e, junto com outros deputados, ela mesmo foi condenada por 15 anos.
    Para ela, que é o símbolo da liberdade e coragem feminina e que recebeu o prêmio "Sacharov" e também  a cidadã de honra da cidade de Roma, justamente,hoje, está sendo feita uma revisão de procedimento jurídico, graças a "Mulheres em defesa de Leyla Zana!
    Mas a esperança sobre sua eventual inocência não são muitas, por causa da conduta do debate jurídico.
    Nos meados dos anos 1970, o partido trabalhista do curdistão turco (FDD) lutou pelo reconhecimento de seus direitos e a armada turca respondeu com sangue: incêndios, bombardeios que causou 30.000 mortes, três milhões de refugiados e dezenas de milhares de simpatizantes que foram barrados, encarcerados e torturados.

 
Victoria Magna
Enviado por Victoria Magna em 03/08/2005
Reeditado em 03/08/2005
Código do texto: T39931
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Sobre a autora
Victoria Magna
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Victoria Magna