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A Formação da Terra, Origem da Vida e o Processo de Hominização


                                                      FERNANDES, Osmar Soares
RESUMO
Este trabalho visa compreender e analisar os estudos bíblicos e científicos sobre a Formação da Terra, a Origem da Vida e o Processo de Hominização. A metodologia aplicada foi a de pesquisa quantitativa sob a égide da pesquisa bibliográfica (vários autores), livros, site e blogs. No estudo ora trabalhado verificou-se que, a Terra tem aproximadamente 4,5 bilhões de existência e a sua formação foi a partir da matéria liberada durante a formação do sol. A vida surgiu na água. Durante milhões de anos esses mares tornaram-se verdadeiros “caldos orgânicos”, também chamados de “sopas nutrientes”. Há cerca de 3,5 bilhões de anos, surgiram as primeiras formas de vida na terra, as bactérias e as algas. Por volta de 200 milhões de anos atrás, a Terra foi povoada por grandes répteis chamados dinossauros. O processo da hominização ocorreu no continente africano, por isso a África é chamada de “berço da humanidade”. Há 2 500 000 anos – aparecimento do gênero Homo (Homo habilis) – uso de utensílios de pedra lascada. Há 12 000 anos – houve o aparecimento da agricultura e domesticação de animais; formação das primeiras aldeias e o início da produção de cerâmica. Há 5 500 anos – invenção da escrita. O principal objetivo deste estudo foi buscar informações respaldadas em análises de bibliografias de autores renomados de ontem e de hoje para entender melhor sobre o tema em epígrafe.

Palavras-chave: Origem, Terra, Vida, Água e hominização.

ABSTRACT

This work aims to understand and analyze the biblical and scientific studies of the Earth's formation, the origin of life and the Hominization process. The methodology used was the quantitative research under the aegis of literature (various authors), books, website and blogs. In the study herein worked it was found that the Earth is about 4.5 billion existence and their formation was released from the substance during formation of the sun. Life originated in water. Over millions of years these seas have become true "organic broth", also called
Keywords: Source, Earth, Life, Water and humanization "nutrient soup." There are about 3.5 billion years ago, there were the first forms of life on earth, bacteria and algae. Around 200 million years ago, Earth was

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Graduado em História – Licenciatura Plena, Faculdades Integradas de Cuiabá, Mato Grosso (UNIC-MT). Estudante de Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional pelo Instituto RHEMA, 1ª Turma de Nova Londrina, Estada do Paraná. Atua como professor de História na Rede Pública Estadual de ensino nas cidades de Nova Londrina e Itaúna do Sul, Ensino Fundamental II. Contato: osmarescritore@hotmail.com.

populated by large reptiles called dinosaurs. The process of human evolution took place in Africa, so Africa is called the "cradle of humanity". There are 2.5 million years - appearance of the genus Homo (Homo habilis) - use of chipped stone tools. There are 12,000 years - there was the appearance of agriculture and animal husbandry; formation of the first villages and the beginning of ceramic production. There are 5500 years - the invention of writing. The aim of this study was to seek information backed by renowned authors of bibliography analysis of yesterday and today to understand more about the subject in question.

Keywords: Source, Earth, Life, Water and humanization.

1.   INTRODUÇÃO
          Terra é o planeta que habitamos; solo sobre o qual se anda; parte sólida da superfície do globo; poeira; pátria; local; região; território; argila própria para escultura. Admiramos o céu tentando contar as estrelas, do que são formadas e a distância que se encontram da Terra. Estrelas são sóis, às vezes muito maiores que o sol que aquece a Terra. Existiu um tempo em que não houve nenhum ser vivo sobre a Terra. A Terra tem aproximadamente 4,5 bilhões de existência. Sua formação foi a partir da matéria liberada durante a formação do sol. No início, sua temperatura era extremamente quente, não permitindo a existência de vida. Aos poucos, o planeta foi esfriando, e uma camada rochosa foi se formando em sua superfície. Durante seu resfriamento, a terra liberou uma grande quantidade de gases e vapor de água que formaram a atmosfera (camada de ar que envolve o planeta Terra) e oceanos.
A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar. É também o maior dos quatro planetas telúricos. É por vezes designada como Mundo ou Planeta Azul. Raio: 6.371 km; Distância do Sol: 149.500.000; km Idade: 4,54 bilhões de anos; Massa: 5,972E24 kg; Gravidade: 9,807 m/s²; População: 7,125 bilhões (2013) Banco Mundial. (Fonte: https://www.google.com.br/#q=a+terra).

          A vida é um estado de atividade funcional, peculiar aos animais e vegetais; existência; tempo decorrido entre o nascimento e a morte; modo de viver; animação; vitalidade; subsistência. A vida surgiu na água. As moléculas orgânicas formadas na Terra primitiva eram arrastadas pelas águas e acumulavam-se nos mares “em formação”. Durante milhões de anos esses mares tornaram-se verdadeiros “caldos orgânicos”, também chamados de “sopas nutrientes”. O calor e a intensa radiação que atingiam esses “caldos” faziam com que essas moléculas reagissem entre si, dando origem a novas substâncias que se agrupavam formando aglomerados que, os cientistas chamam de coacervantes, os quais ainda não se pareciam com os seres mais simples que conhecemos.
          Há cerca de 3,5 bilhões de anos, surgiram as primeiras formas de vida na terra, as bactérias e as algas. Esses microrganismos (organismo muito pequeno que só pode ser visualizado por meio de microscópio) evoluíram e deram origem a outros seres vivos, como medusas, trilobitas e estrelas-do-mar, aproximadamente, 550 milhões de anos atrás. Algumas plantas marítimas adaptaram-se à vida fora da água e se tornaram, há 400 milhões de anos, as primeiras plantas terrestres. Por volta de 350 milhões de anos atrás, surgiram animais anfíbios (que sobrevive tanto na água quanto na terra). Por volta de 200 milhões de anos atrás, a Terra foi povoada por grandes répteis chamados dinossauros. Há cerca de 70 milhões de anos, surgiram os primeiros mamíferos. Eles se adaptaram aos mais diversos ambientes e deram origem a muitas espécies de animais, entre eles os primatas. Os australopitecos surgiram na África entre 5 milhões e 1 milhão de anos atrás. Estudiosos acreditam que, os primeiros Homo Sapiens modernos (também chamados de Homo Sapiens Sapiens) surgiram há aproximadamente 200 mil anos. A partir de 100 mil anos atrás, começaram a migrar para outros continentes. A Terra é muito mais que um simples ponto azul-claro, perdido no espaço (Figura 1). A Terra é a nossa casa no Universo, tornada singular pela presença de vida, tornada singular pela nossa presença. Na verdade, o único ponto do Universo onde há a certeza de vida é a Terra. As condições para a existência de vida decorrem grandemente de condições astronómicas e físicas, a mais importante das quais é a Terra ter toda a sua órbita a uma distância do Sol (149 600 000 km = 1 Unidade Astronómica, 1 UA) que lhe permite ter água nos três estados. E, é claro, é a presença de água nos oceanos e na atmosfera que confere ao nosso planeta a cor azulada com que pode ser visto do espaço. A Terra é o mais exterior, o maior (diâmetro equatorial: 12756 km) e o mais denso (5.52) dos planetas interiores. É também o mais “vivo” dos planetas, não só do ponto de vista biológico como também dos pontos de vista atmosférico, geológico e geofísico. Os principais constituintes da atmosfera terrestre são o azoto, o oxigénio, o dióxido de carbono, o vapor de água e o árgon. A temperatura média à superfície é de 14º C, variando entre cerca de -60º C e +45º C (Figura 2), mas a variação vertical é maior. A atmosfera terrestre é estratificada, podendo-se definir três grandes zonas, de baixo para cima: a troposfera, a mesosfera e a estratosfera.
A Vida na Terra terá surgido a cerca de 3400 M.a., como o parecem demonstrar os fósseis de procariontes encontrados na África do Sul. As células eucarióticas terão surgido há cerca de 2000 a 1400 M.a., seguidas dos organismos multicelulares há cerca de 700 M.a. Neste espaço de tempo os fósseis são abundantes, indicando um processo evolutivo rápido. (Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/origem_da_vida.php).

          Pela Teoria Evolucionista, os seres humanos também são primatas, porém eles evoluíram de forma especial, desenvolvendo certas características que os diferem de outros primatas. Essa Teoria foi criada pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809 – 1882), em meados do século XIX, e aperfeiçoada por outros cientistas.
          Pela Teoria Criacionista, Deus criou o Universo e todos os seres vivos em apenas seis dias, descansando no sétimo. Relato da Criação sob o ponto de vista da Igreja, a Bíblia nos revela no livro de Gênesis, no Velho Testamento, Capítulo 1 – a Criação dos seres viventes – por um poder Divino – Deus.
Em séculos anteriores, quem contrariasse a visão da Igreja, era perseguido e, em muitos casos era tratado como herege e condenado à morte. Foi o caso de Giordano Bruno (1548 – 1600), que foi condenado à fogueira por um Tribunal da Inquisição. A sua teoria de que Deus era um princípio inteligente, que deu origem ao universo, cujo centro não estava em parte alguma, contrariava preceitos da Igreja.
          Miguel de Servet (1511 – 1553) por estudar o corpo humano através do dissecamento de cadáveres também foi condenado à morte por um Tribunal da Inquisição.
          Até o momento, a explicação mais aceita sobre a origem do universo entre a comunidade cientifica é baseada na teoria da Grande Explosão, em inglês, Big Bang. Ela apoia-se, em parte, na teoria da relatividade do físico Albert Einstein (1879-1955) e nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble (1889-1953) e Milton Humason (1891-1972), os quais demonstraram que o universo não é estático e se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto.
          A teoria do Big Bang foi anunciada em 1948, pelo cientista russo naturalizado estadunidense, George Gamow (1904-1968) e o padre e astrônomo belga Georges Lemaître (1894-1966). Segundo eles, o universo teria surgido após uma grande explosão cósmica, entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. O termo explosão refere-se a uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo.
          Até então, havia uma mistura de partículas subatômicas (qharks, elétrons, neutrinos e suas partículas) que se moviam em todos os sentidos com velocidades próximas à da luz. As primeiras partículas pesadas, prótons e nêutrons, associaram-se para formarem os núcleos de átomos leves, como hidrogênio, hélio e lítio, que estão entre os principais elementos químicos do universo.
          Ao expandir-se, o universo também se resfriou, passando da cor violeta à amarela, depois laranja e vermelha. Cerca de 1 milhão de anos após o instante inicial, a matéria e a radiação luminosa se separaram e o Universo tornou-se transparente: com a união dos elétrons aos núcleos atômicos, a luz pode caminhar livremente. Cerca de 1 bilhão de anos depois do Big Bang, os elementos químicos começaram a se unir dando origem às galáxias.
 Essa é a explicação sistemática da origem do universo, conforme a teoria do Big Bang. Aceita pela maioria dos cientistas, entretanto, muito contestada por alguns pesquisadores. Portanto, a origem do universo é um tema que gera muitas opiniões divergentes, sendo necessária uma análise crítica de cada vertente que possa explicar esse acontecimento.
          A hominização – desenvolvimento de características típicas do ser humano, que, proporcionou aos nossos ancestrais uma grande capacidade de adaptação aos mais diferentes ambientes. Segundo o estudo da história, os seres humanos passaram por grandes transformações físicas e culturais durante os períodos: Paleolítico (2,5 milhões a 12 mil anos atrás), e o Neolítico (12 mil anos a 5,5 mil anos atrás). O processo da hominização ocorreu no continente africano, por isso a África é chamada de “berço da humanidade”. Há 2 500 000 anos – aparecimento do gênero Homo (Homo habilis) – uso de utensílios de pedra lascada. Há 1 800 000 anos – surgimento do Homo erectus. 1 750 000 anos – primeiras emigrações de Homo erectus para outros continentes – uso de ferramentas mais elaboradas. Há 250 000 anos - seres humanos aprendem a produzir o fogo. Há 200 000 anos – os primeiros Homo Sapiens se desenvolvem na África. Há 100 000 anos – humanos anatomicamente modernos deixam o continente africano. Há 50 000 anos – a grande parte do planeta já está povoada pelo ser humano. Há 12 000 anos – houve o aparecimento da agricultura e domesticação de animais; formação das primeiras aldeias e o início da produção de cerâmica. Há 5 500 anos – invenção da escrita.
O corpo, entendido como expressão factual do Ser, acolhe um estado e um processo (MORIN, o método lll p. 32.). O "estado", como expressão de um código genético, de algumas características químicas, físicas, nervosas e energéticas. O "processo", chamado por Morin de Hominização (MORIN, idem); dele (do processo de hominização) surgem a condutas sociais, afetivas, cognitivas e motoras que possibilitam a aprendizagem, a educação, portanto, definem o Ser Humano frente a outros seres. O processo de hominização constitui em diversos fatores tais como, neotenia, bipedalização, capacidade de fabricar ferramentas, linguagem, imitação, escolha dentre vários outros.
          [...] É possível encontrar vestígios do processo de evolução do homem até há pelo menos 14 milhões de anos num pequeno hominídeo a que se chamou Ramapithecus descoberto primeiro na Índia e posteriormente na China, na Europa Oriental e na África Oriental. Pertencem ao grupo dos Antropomorfos dos quais persistem hoje os Pongídeos (chimpanzé, gorila e orangotango) e o homem. Das diversas variações morfológicas existentes nos maxilares fazem pensar que se trata de um elo provável entre os Símios e os Hominídeos. Os achados ocupam cronologias que vão desde os 14 milhões aos 8 milhões de anos, pois para além desta data não há conhecimento de quaisquer marcas da sua presença. Por volta de meados do Mioceno (o período vai de 25 milhões a 12 milhões de anos) o Ramapithecus ter-se-ia separado do ramo driopitecídeo também do Mioceno (os vestígios de mandíbulas apresentam semelhanças com os antropoides atuais) e dado origem à espécie australopitecídea, apresentando um maxilar próximo da curvatura em "V" caracterizador desta espécie e a retração dos caninos. (Fonte http://www.infopedia.pt/$hominizacao).

          Mas no ser humano a neotenia tem características surpreendentes e diferentes de todos outros seres, de modo que podemos afirmar que é uma característica principal da espécie (WILLS p.67).
Neotenia na espécie humana está relacionada à notável adaptabilidade, tornando os seres humanos capazes, até mesmo na fase adulta, de se adaptarem a um amplo espectro de situações de vida, ao invés de nos especializar a um único nicho (FOLEY. 2003 p.19). Por causa desta característica (CAVALLISFORZA, L; CAVALLI-SFORZA, F. 2002 p.95), há esta plasticidade comportamental, e consequentemente adaptação a qualquer ambiente da Terra, do Equador até próximo aos polos, do nível do mar até aproximadamente 4.000 metros de altitude. Esta retenção das características juvenis dos primatas significou ainda o retardo da maturação e consequentemente, a capacidade de aprendizagem da espécie humana amplia-se concomitantemente ao aumento no tamanho do cérebro com o desenvolvimento da indústria paleolítica e complexidade sociocultural (CORBALLIS 1993 p. 43).
          Foi no período Paleolítico que surgiu às primeiras crenças em forças sobrenaturais. Essas crenças se manifestavam principalmente nos rituais, por exemplo, nas cerimônias fúnebres: quando morria uma pessoa, os outros membros do grupo preparavam uma cova enfeitada com flores e enterravam cuidadosamente o morto, junto com seus objetos pessoais mais importantes.
          De tanto vasculhar os segredos da vida escondidos dentro das células, os cientistas descobriram que homens, baratas, minhocas, bactéria, enfim, todos os habitantes da Terra, possuem a mesma química orgânica. Tudo o que se vive em nosso planeta é formado de moléculas orgânicas, em que o átomo de carbono (C) desempenha um papel importante.
          No fundo, no âmago da vida, somos todos nós – sequóias (Árvores americanas do gênero das coníferas, de porte e longevidade grandes), e nematoides (Fino e alongado como um fio de linha), vírus e águias, barro e humanos – quase idênticos. Somos todos, expressões da interação de proteínas e ácidos nucléicos. Cada um daqueles outros organismos – plantas, animais e micróbios – é na realidade nosso primo, o resultado de bilhões de anos de tortuosa evolução a partir de um ancestral comum, microscópico e muito humilde.
          Todos esses outros organismos têm uma árvore genealógica ilustre e antiga como a nossa. É difícil contemplar o deserto estéril do Mar da Tranquilidade na Lua ou as Planícies Douradas de Marte e não perceber que coisa extraordinária aconteceu em nosso planeta e, que são dignos de respeitos, mesmo os mais simples entre todos os companheiros habitantes da Terra.
          Os vegetais são os únicos seres capazes de produzir o seu próprio alimento através do processo da fotossíntese, por esse motivo são chamados de seres autótrofos. Auto – significa próprio – trofos – significa nutrição. Já os seres heterótrofos dependem de outros seres dos quais se alimentam. A vida ainda é um mistério a ser desvendado.
          Cientistas, historiadores e religiosos, defendem suas teses sobre a formação da terra, origem da vida e o processo de hominização, segundo suas convicções. Mas, o universo ainda é um grande mistério para a raça humana.

2.   HISTÓRICO
O homo sapiens surgiu ao meio dos hominídeos quase como um milagre não divino, o que não era para ser, conseguiu exatamente se programar conseguindo evoluir, o homo com a inteligência desenvolvida, nesse momento o planeta tomou nova figuração. O que podemos dizer hoje pelos estudos científicos desenvolvidos pela Biologia sintética, que os hominídeos e primatas tiveram um elo comum, entretanto não descendem um do outro. O que é mais importante no entendimento da origem da vida, é que num determinado momento, surgiu sob a terra uma célula com vida e a mesma pelo mecanismo de replicação diversificou-se nas diversas formas de vida. A vida remonta a um núcleo comum, único princípio, tem os mesmos fundamentos para a origem das diversas espécies, pelo estudo comparativo do DNA, percebe se que, a respeito da mesma existe-se um grande parentesco, e, que toda forma de existência, contém nela mesma, os mesmos elementos químicos contidos na natureza, diferencia-se apenas nas quantificações, sais minérios, etc. Obviamente o que compõe natureza faz parte do mesmo modo da composição do organismo de qualquer ser vivo o que significa que tudo está interligado, o mundo na sua natureza perfaz-se pela mesma substância, somos uma determinação natural, foi um privilégio o desenvolvimento da linguagem. Todos os seres vivos são submetidos ao processo de evolução, o mesmo mecanismo aplicado à naturalidade das leis da natureza, do mesmo modo que a matéria física se evolui, transformou-se também a vida e segue a destinação do mundo natural. O homem foi favorecido pelo desenvolvimento do cérebro, não tem como negar tal realidade, mas mesmo assim, também desenvolvido em outras formas de vida, o cérebro de muitos bichos, são maiores, com capacidade superior de neurônios, e por que então apenas o Homo sapiens se destacou no mundo da racionalidade, de acordo com o artigo de Edjar de Vasconcelos (2014).
3.   METODOLOGIA
A metodologia aplicada foi a de pesquisa quantitativa sob a égide da pesquisa bibliográfica, livros, site e blogs. De tanto vasculhar os segredos da vida escondidos dentro das células, os cientistas descobriram que homens, baratas, minhocas, bactéria, enfim, todos os habitantes da Terra, possuem a mesma química orgânica. Tudo o que se vive em nosso planeta é formado de moléculas orgânicas, em que o átomo de carbono (C) desempenha um papel importante.
No fundo, no âmago da vida, somos todos nós – sequóias (Árvores americanas do gênero das coníferas, de porte e longevidade grandes), e nematoides (Fino e alongado como um fio de linha), vírus e águias, barro e humanos – quase idênticos. Somos todos, expressões da interação de proteínas e ácidos nucléicos. Cada um daqueles outros organismos – plantas, animais e micróbios – é na realidade nosso primo, o resultado de bilhões de anos de tortuosa evolução a partir de um ancestral comum, microscópico e muito humilde.
Todos esses outros organismos têm uma árvore genealógica ilustre e antiga como a nossa. É difícil contemplar o deserto estéril do Mar da Tranquilidade na Lua ou as Planícies Douradas de Marte e não perceber que coisa extraordinária aconteceu em nosso planeta e, que são dignos de respeitos, mesmo os mais simples entre todos os companheiros habitantes da Terra.
Os vegetais são os únicos seres capazes de produzir o seu próprio alimento através do processo da fotossíntese, por esse motivo são chamados de seres autótrofos. Auto – significa próprio – trofos – significa nutrição. Já os seres heterótrofos dependem de outros seres dos quais se alimentam. A vida ainda é um mistério a ser desvendado.
Cientistas, historiadores e religiosos, defendem suas teses sobre a formação da terra, origem da vida e o processo de hominização, segundo suas convicções. Mas, o universo ainda é um grande mistério para a raça humana.



4   ANÁLISE DE DADOS
Os dados foram extraídos de fontes de pesquisas bibliográficas seguras e chegou-se as técnicas de coleta e interpretação de dados sobre a Origem da Terra e o Processo de Hominização: A Terra é a nossa casa no Universo, tornada singular pela presença de vida, tornada singular pela nossa presença. Na verdade, o único ponto do Universo onde há a certeza de vida é a Terra. As condições para a existência de vida decorrem grandemente de condições astronómicas e físicas, a mais importante das quais é a Terra ter toda a sua órbita a uma distância do Sol (149 600 000 km = 1 Unidade Astronómica, 1 UA) que lhe permite ter água nos três estados. E, é claro, é a presença de água nos oceanos e na atmosfera que confere ao nosso planeta a cor azulada com que pode ser visto do espaço. A Terra é o mais exterior, o maior (diâmetro equatorial: 12756 km) e o mais denso (5.52) dos planetas interiores.
          Pela Teoria Criacionista, Deus criou o Universo e todos os seres vivos em apenas seis dias, descansando no sétimo. Relato da Criação sob o ponto de vista da Igreja, a Bíblia nos revela no livro de Gênesis, no Velho Testamento, Capítulo 1 – a Criação dos seres viventes – por um poder Divino – Deus.
Em séculos anteriores, quem contrariasse a visão da Igreja, era perseguido e, em muitos casos era tratado como herege e condenado à morte. Foi o caso de Giordano Bruno (1548 – 1600), que foi condenado à fogueira por um Tribunal da Inquisição. A sua teoria de que Deus era um princípio inteligente, que deu origem ao universo, cujo centro não estava em parte alguma, contrariava preceitos da Igreja.
O posicionamento das massas continentais, permitiu o estabelecimento de novos corredores de migração e o deslocamento de algumas populações, aumentando ou redirecionado a sua distribuição. O arrefecimento global, com as glaciações no Hemisfério Norte e o padrão de correntes frias reduzem a transferência de calor do Equador para a Antarctica; a interação desses dois fatores resulta numa alteração (não consenso entre cientistas se gradual ou abrupta) dos ecossistemas em que os vários animais normalmente se movimentam (COLE p. 62). Mais particularmente, os Primatas estão sujeitos ao empobrecimento das florestas tropicais úmidas com o progressivo domínio de savanas abertas com locais de suporte e alimentação mais escassos e dispersos. Tais fatos podem causar alterações anatômicas e comportamentais, compatíveis com as predisposições existentes em cada grupo de organismos, cuja origem do bipedalismo é integrada no contexto hominídeo, como uma adaptação vantajosa às novas necessidades sociais, de reprodução e de segurança:
• A libertação dos membros anteriores revela-se preciosa para carregar objetos e alimentos entre dois locais sem ter que interromper a marcha, ou carregar quantidades extra de alimentos, além ser de sua postura ereta possibilitar apanhar frutos e bagas de pequenas árvores, abundantes neste novo habitat (como se verifica nos símios atuais).
• A capacidade de obter e transportar maiores quantidades de comida é, particularmente, importante num habitat tipo mosaico, onde as fontes alimentares estão cada vez mais dispersas e escassas (savana aberta), embora muitos outros autores contradigam a força desta hipótese, ao sugerirem que não seria a melhor estratégia para adotar uma posição ereta que exporia a mais perigos e potenciais predadores (que têm sucesso num ambiente é completamente estranho), e que se fosse realmente vantajosa teria sido adotada por outros Primatas. Discutindo a origem evolutiva da solidariedade humana Kínesis, Vol. I, n° 01, Março-2009, p.150-170 165
• A manipulação dos objetos à sua disposição, não necessariamente iniciada neste novo contexto ecológico, é uma maior adaptação no aumento do leque de movimentos possíveis pelos membros anteriores e amplifica as capacidades de exploração dos indivíduos (para além de ser um possível auxílio na defesa e caça - componente que adquire mais importância numa alimentação vegetal agora mais limitada) (SUSMAM p.38).
• A sugestão de maior eficácia, porém polêmica em relação ao tipo de locomoção, fisiologistas apresentam estudos em que colocam o bipedalismo no mesmo patamar energético que a posição quadrúpede afirmando serem nulas ou quase nulas as vantagens do primeiro em relação ao segundo mecanismo locomotor (Stendel (1994), Taylor & Rowntree (1973) in: SUSMAM p. 60). Uma reinterpretação associa esta eficiência a um aumento da resistência e ao aumento da capacidade de recolha de alimentos.
• Com as necessidades alimentares e de segurança satisfeitas, a reprodução é um parâmetro em que qualquer suplemento energético é vantajoso (FALK p.137). Estando grande parte do sucesso reprodutor relacionado com as reservas energéticas maternas e com os cuidados parentais dedicados, a estratégia de aumentar esse sucesso passa pela intensificação das relações entre progenitores e na divisão dos papéis que competem a cada um: o macho dedica-se à proteção e alimentação (dele, da parceira e do seu descendente), enquanto a fêmea investe a maioria das suas reservas na reprodução - há a redução do período entre gestações consecutivas e a adoção de um sistema social monogâmico (pelo menos durante o período infantil da cria) de forma a assegurar a paternidade do macho em relação à cria (única forma deste "aceitar" o compromisso de garantir a subsistência da parceira e da cria) estimulando desse modo o dimorfismo sexual.
• Uma teoria fisiológica aponta para a importância da termorregulação (Peter Wheeler (1984, 1991, 1993) in:WILLS P. 93), e o modo pelo qual a Discutindo a origem evolutiva da solidariedade humana Kínesis, Vol. I, n° 01, Março-2009, p.150-170 166 posição ereta associada ao bipedalismo reduz a área corporal sujeita à insolação direta a meio do dia, no pico do sol, e facilita a perda conectiva do calor excessivo.
• Num contexto de intensificação das relações sociais e de exploração de um ambiente hostil (desconhecido), o bipedalismo pode aparecer associado a comportamentos de "display" (manifestações de afeto e/ou agressividade) (MITHEN p.112), como que uma extensão e intensificação destes padrões e manifestações de comportamento (como encontrado nos macacos africanos atuais), antes de quaisquer benefícios energéticos e/ou fisiológicos que possam ter experimentado posteriormente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho foi de suma relevância porque, além de ser um tema interessante, as informações contidas nele, nos dá um sentido objetivo e subjetivo sobre a origem da terra e a origem do homem. Até o momento, a explicação mais aceita sobre a origem do universo entre a comunidade cientifica é baseada na teoria da Grande Explosão, em inglês, Big Bang. Ela apoia-se, em parte, na teoria da relatividade do físico Albert Einstein (1879-1955) e nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble (1889-1953) e Milton Humason (1891-1972), os quais demonstraram que o universo não é estático e se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto.
Segundo o estudo da história, os seres humanos passaram por grandes transformações físicas e culturais durante os períodos: Paleolítico (2,5 milhões a 12 mil anos atrás), e o Neolítico (12 mil anos a 5,5 mil anos atrás). O processo da hominização ocorreu no continente africano, por isso a África é chamada de “berço da humanidade”. Há 2 500 000 anos – aparecimento do gênero Homo (Homo habilis) – uso de utensílios de pedra lascada. Há 1 800 000 anos – surgimento do Homo erectus. 1 750 000 anos – primeiras emigrações de Homo erectus para outros continentes – uso de ferramentas mais elaboradas. Há 250 000 anos - seres humanos aprendem a produzir o fogo. Há 200 000 anos – os primeiros Homo Sapiens se desenvolvem na África. Há 100 000 anos – humanos anatomicamente modernos deixam o continente africano. Há 50 000 anos – a grande parte do planeta já está povoada pelo ser humano. Há 12 000 anos – houve o aparecimento da agricultura e domesticação de animais; formação das primeiras aldeias e o início da produção de cerâmica. Há 5 500 anos – invenção da escrita.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARKOW, J.H., COSMIDES, L., AND TOOBY, J. (eds) The Adapted Mind, 1992, Oxford University Press, New York.
CAVALLI-SFORZA, L; CAVALLI-SFORZA, F. Quem somos? História da diversidade humana. Ed. UNESP - SP 2002.
CERQUEIRA, Laudelino P. Médico Obstetra, em entrevista feita em 11/09/2002 na maternidade Sta. Isabel, na cidade de Bauru –SP.
CLAUS EMMECHE; EL HANI, C.N. Definindo vida. Explicando emergência http://www.nbi.dk/~emmeche/coPubl/99.DefVida. CE.EH.html.
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CORBALLIS, Michael C. The Lopsided Ape: Evolution of Generative Mind -1993 Oxford Press inc. NY-US.
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DEACON, Terrence D. The Symbolic Species: The co evolution of language e the brain. 1997 W. W Norton & Company, Inc publications NY- US.
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Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 23/02/2013
Reeditado em 10/05/2015
Código do texto: T4155515
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