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Formação da Terra, Origem da Vida e o Processo de Hominização

Terra é o planeta que habitamos; solo sobre o qual se anda; parte sólida da superfície do globo; poeira; pátria; local; região; território; argila própria para escultura.
Admiramos o céu tentando contar as estrelas, do que são formadas e a distância que se encontram da Terra. Estrelas são sóis, às vezes muito maiores que o sol que aquece a Terra. Existiu um tempo em que não houve nenhum ser vivo sobre a Terra. A Terra tem aproximadamente 4,5 bilhões de existência. Sua formação foi a partir da matéria liberada durante a formação do sol. No início, sua temperatura era extremamente quente, não permitindo a existência de vida. Aos poucos, o planeta foi esfriando, e uma camada rochosa foi se formando em sua superfície. Durante seu resfriamento, a terra liberou uma grande quantidade de gases e vapor de água que formaram a atmosfera (camada de ar que envolve o planeta Terra) e oceanos.
A vida é um estado de atividade funcional, peculiar aos animais e vegetais; existência; tempo decorrido entre o nascimento e a morte; modo de viver; animação; vitalidade; subsistência. A vida surgiu na água. As moléculas orgânicas formadas na Terra primitiva eram arrastadas pelas águas e acumulavam-se nos mares “em formação”. Durante milhões de anos esses mares tornaram-se verdadeiros “caldos orgânicos”, também chamados de “sopas nutrientes”. O calor e a intensa radiação que atingiam esses “caldos” faziam com que essas moléculas reagissem entre si, dando origem a novas substâncias que se agrupavam formando aglomerados que, os cientistas chamam de coacervantes, os quais ainda não se pareciam com os seres mais simples que conhecemos.
Há cerca de 3,5 bilhões de anos, surgiram as primeiras formas de vida na terra, as bactérias e as algas. Esses microrganismos (organismo muito pequeno que só pode ser visualizado por meio de microscópio) evoluíram e deram origem a outros seres vivos, como medusas, trilobitas e estrelas-do-mar, aproximadamente, 550 milhões de anos atrás. Algumas plantas marítimas adaptaram-se à vida fora da água e se tornaram, há 400 milhões de anos, as primeiras plantas terrestres. Por volta de 350 milhões de anos atrás, surgiram animais anfíbios (que sobrevive tanto na água quanto na terra). Por volta de 200 milhões de anos atrás, a Terra foi povoada por grandes répteis chamados dinossauros. Há cerca de 70 milhões de anos, surgiram os primeiros mamíferos. Eles se adaptaram aos mais diversos ambientes e deram origem a muitas espécies de animais, entre eles os primatas. Os australopitecos surgiram na África entre 5 milhões e 1 milhão de anos atrás. Estudiosos acreditam que, os primeiros Homo Sapiens modernos (também chamados de Homo Sapiens Sapiens) surgiram há aproximadamente 200 mil anos. A partir de 100 mil anos atrás, começaram a migrar para outros continentes.
Pela Teoria Evolucionista, os seres humanos também são primatas, porém eles evoluíram de forma especial, desenvolvendo certas características que os diferem de outros primatas. Essa Teoria foi criada pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809 – 1882), em meados do século XIX, e aperfeiçoada por outros cientistas.
Pela Teoria Criacionista, Deus criou o Universo e todos os seres vivos em apenas seis dias, descansando no sétimo. Relato da Criação sob o ponto de vista da Igreja, a Bíblia nos revela no livro de Gênesis, no Velho Testamento, Capítulo 1 – a Criação dos seres viventes – por um poder Divino – Deus.
Em séculos anteriores, quem contrariasse a visão da Igreja, era perseguido e, em muitos casos era tratado como herege e condenado à morte. Foi o caso de Giordano Bruno (1548 – 1600), que foi condenado à fogueira por um Tribunal da Inquisição. A sua teoria de que Deus era um princípio inteligente, que deu origem ao universo, cujo centro não estava em parte alguma, contrariava preceitos da Igreja.
Miguel de Servet (1511 – 1553) por estudar o corpo humano através do dissecamento de cadáveres também foi condenado à morte por um Tribunal da Inquisição.
Até o momento, a explicação mais aceita sobre a origem do universo entre a comunidade cientifica é baseada na teoria da Grande Explosão, em inglês, Big Bang. Ela apoia-se, em parte, na teoria da relatividade do físico Albert Einstein (1879-1955) e nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble (1889-1953) e Milton Humason (1891-1972), os quais demonstraram que o universo não é estático e se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto.
A teoria do Big Bang foi anunciada em 1948, pelo cientista russo naturalizado estadunidense, George Gamow (1904-1968) e o padre e astrônomo belga Georges Lemaître (1894-1966). Segundo eles, o universo teria surgido após uma grande explosão cósmica, entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. O termo explosão refere-se a uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo.
 Até então, havia uma mistura de partículas subatômicas (qharks, elétrons, neutrinos e suas partículas) que se moviam em todos os sentidos com velocidades próximas à da luz. As primeiras partículas pesadas, prótons e nêutrons, associaram-se para formarem os núcleos de átomos leves, como hidrogênio, hélio e lítio, que estão entre os principais elementos químicos do universo.
 Ao expandir-se, o universo também se resfriou, passando da cor violeta à amarela, depois laranja e vermelha. Cerca de 1 milhão de anos após o instante inicial, a matéria e a radiação luminosa se separaram e o Universo tornou-se transparente: com a união dos elétrons aos núcleos atômicos, a luz pode caminhar livremente. Cerca de 1 bilhão de anos depois do Big Bang, os elementos químicos começaram a se unir dando origem às galáxias.
 Essa é a explicação sistemática da origem do universo, conforme a teoria do Big Bang. Aceita pela maioria dos cientistas, entretanto, muito contestada por alguns pesquisadores. Portanto, a origem do universo é um tema que gera muitas opiniões divergentes, sendo necessária uma análise crítica de cada vertente que possa explicar esse acontecimento.
A hominização – desenvolvimento de características típicas do ser humano, que, proporcionou aos nossos ancestrais uma grande capacidade de adaptação aos mais diferentes ambientes. Segundo o estudo da história, os seres humanos passaram por grandes transformações físicas e culturais durante os períodos: Paleolítico (2,5 milhões a 12 mil anos atrás), e o Neolítico (12 mil anos a 5,5 mil anos atrás). O processo da hominização ocorreu no continente africano, por isso a África é chamada de “berço da humanidade”. Há 2 500 000 anos – aparecimento do gênero Homo (Homo habilis) – uso de utensílios de pedra lascada. Há 1 800 000 anos – surgimento do Homo erectus. 1 750 000 anos – primeiras emigrações de Homo erectus para outros continentes – uso de ferramentas mais elaboradas. Há 250 000 anos - seres humanos aprendem a produzir o fogo. Há 200 000 anos – os primeiros Homo Sapiens se desenvolvem na África. Há 100 000 anos – humanos anatomicamente modernos deixam o continente africano. Há 50 000 anos – a grande parte do planeta já está povoada pelo ser humano. Há 12 000 anos – houve o aparecimento da agricultura e domesticação de animais; formação das primeiras aldeias e o início da produção de cerâmica. Há 5 500 anos – invenção da escrita.
Foi no período Paleolítico que surgiu às primeiras crenças em forças sobrenaturais. Essas crenças se manifestavam principalmente nos rituais, por exemplo, nas cerimônias fúnebres: quando morria uma pessoa, os outros membros do grupo preparavam uma cova enfeitada com flores e enterravam cuidadosamente o morto, junto com seus objetos pessoais mais importantes.
De tanto vasculhar os segredos da vida escondidos dentro das células, os cientistas descobriram que homens, baratas, minhocas, bactéria, enfim, todos os habitantes da Terra, possuem a mesma química orgânica. Tudo o que se vive em nosso planeta é formado de moléculas orgânicas, em que o átomo de carbono (C) desempenha um papel importante.
No fundo, no âmago da vida, somos todos nós – sequóias (Árvores americanas do gênero das coníferas, de porte e longevidade grandes), e nematóides (Fino e alongado como um fio de linha), vírus e águias, barro e humanos – quase idênticos. Somos todos, expressões da interação de proteínas e ácidos nucléicos. Cada um daqueles outros organismos – plantas, animais e micróbios – é na realidade nosso primo, o resultado de bilhões de anos de tortuosa evolução a partir de um ancestral comum, microscópico e muito humilde.
Todos esses outros organismos têm uma árvore genealógica ilustre e antiga como a nossa. É difícil contemplar o deserto estéril do Mar da Tranquilidade na Lua ou as Planícies Douradas de Marte e não perceber que coisa extraordinária aconteceu em nosso planeta e, que são dignos de respeitos, mesmo os mais simples entre todos os companheiros habitantes da Terra.
Os vegetais são os únicos seres capazes de produzir o seu próprio alimento através do processo da fotossíntese, por esse motivo são chamados de seres autótrofos. Auto – significa próprio – trofos – significa nutrição. Já os seres heterótrofos dependem de outros seres dos quais se alimentam. A vida ainda é um mistério a ser desvendado.
Cientistas, historiadores e religiosos, defendem suas teses sobre a formação da terra, origem da vida e o processo de hominização, segundo suas convicções. Mas, o universo ainda é um grande mistério para a raça humana.
Professor Osmar Fernandes
Enviado por Professor Osmar Fernandes em 23/02/2013
Código do texto: T4155515
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Sobre o autor
Professor Osmar Fernandes
Curitiba - Paraná - Brasil, 53 anos
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