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A quem defendemos?

Uma das lutas que mais causa minha admiração é dos mais fracos contra os mais fortes. Quando pôr  exemplo assisto uma partida de futebol, sempre torço para o time mais fraco, e mesmo quando  é um clássico detesto goleada. Não gosto de ver humilhação, quem ganha de goleada é como se exibisse o troféu do melhor e a insignificância do outro. Já quando o time sem expressão e mais fraco teoricamente ganha me sinto como este estivesse dando uma resposta, sou pequeno mas tenho dignidade. Em qualquer situação sempre sinto colocado do lado mais fraco. O vencer muitas vezes é circunstancial, isto é, o mérito é devido ao esforço empregado pelo vencedor e as falhas do outro. E então aproveitar as oportunidades. Mas repito tudo é circunstancial.
Entrando na questão das droga. Uma grande mobilização que existe em torno deste assunto principalmente, das pessoas sérias e que estão com a mente focalizadas no ser humano e razão básica para este engajamento é o sofrimento que passam os usuários que acabam contraindo a doença da e dependência. Uma compulsão, uma ansiedade capaz de fazer qualquer coisa para estarem sobre efeito. Penso que uma pessoa neste estagio se droga pôr drogar. pôr mais que encontrem explicações reais ou mesmo imaginarias, se droga pelo fato de estar doente.
Costumo sempre ouvir dizer que; se ajudarmos uma pessoa valeu todo nosso esforço, e sei quanto esta frase é verdadeira e deve sempre estar na mente de quem procura estender a mão ao próximo. A luta em defesa a minoria sempre foi árdua e com muita resistência, mas sempre com uma recompensa pessoal  maior do que as decepções, e um fato interessante que muitas vezes esta luta é enfrentada com a própria resistência dos beneficiários.
Uma frase também que muito ouvida é que somente dez pôr cento contraem a dependência e tem seus estágios avançados que bonito argumento se não fosse tão triste, porque contradiz a outra frase. Não raro vemos  que a defesa dos que lutam pela minoria se volta pela maioria em determinados momentos. Talvez não pensamos que esta minoria pode ser eu, meu filho, minha amada, me pai, meu melhor amigo....
Então uma pergunta fica no ar. A quem defendemos?
Dizem também que contra um fato, não existe argumentos. A doença da dependência é um fato e cada um que atua nesta área seja ele um usuário, um especialista, um simples agente, tem muitas historias de fatos decorrentes desta doença. Porque brigar ou querer dar oportunidade para que ao invés de estancar a doença promova ainda mais? Será que dez pôr cento é pouco? Será que a vida é uma simples matemática? Para nós que defendemos a vida, dez vale mais que uma? Quantos tipos de drogas existem no mudo e porque brigar para legalização destas? Se estivermos no meio de uma festas, todos felizes se divertindo tomando a sua cervejinha e se você ver alguém caído porque bebeu demais... para mim a festa acaba ali, pois a situação daquele homem alcoolizado  supera toda alegria dos outros. A situação daquele homem é humilhante se estendendo a todos seus familiares presente.
Certa vez surgiu um homem, entrou no mundo de uma forma irregular, gerado antes do casamento, acolhido pôr um homem justo e que tornou-se um marco na humanidade. Um grande conhecedor da Palavra de Deus, alguns até dizem que é o próprio Deus ( eu particularmente).
Este homem implantou uma nova mentalidade, uma nova filosofia de vida admirados pôr uns, odiados pôr outros, mas de uma certa forma todos estavam com suas mentes voltado para ele. Dentro de sua passagem pôr aqui embora não tenha escrito uma só palavra, alguns se interessaram e registraram alguns trechos de sua vida e de suas mensagens. Algumas destas mensagem nos levam ao delírio de felicidade, outras gostaríamos de rasgar e passamos longe dela, principalmente, quando estas mensagens interferem diretamente no nosso modo de vida.
Este homem  era extraordinário ao mesmo tempo que era dócil, também era duro em outras palavras. Vemos isso num dialogo certa vez  com uma mulher que um dia foi buscar água num poço, dócil, mas firme em seus argumentos, ela entendeu a mensagem, pois aquela conversa não ficou na razão mas penetrou dentro daquela mulher.
Mas finalizando a historia deste homem, a partir dele e mais doze que aceitaram a  sua proposta o mundo se transformou e hoje se tornou a maior espiritualidade do planeta.
Quando vejo pessoas dizerem; é somente dez porcento, o trafico mata mais fico refletindo: a pior morte não é a biológica, mas a morte da desesperança, da espiritualidade, do sentido da vida que nem o dependente químico  tem o real conhecimento desta esta dimensão de morte, mas sim aqueles que estão a sua volta.
Defendo a não legalização com uma visão focalizada à estes dez pôr cento. Não sou este homem a qual narrei, estou a milhões de quilômetros longe de distancia dele, sou nada perto dele. Mas uma palavra que ele andou dizendo quando esteve aqui, mexe em mim É que se uma ovelha estiver doente ele deixa as noventa e nove e vai atras dela e luta pôr ela. Se noventa pôr cento dos usuários não estão doente, tomo a posição a favor  dos dez, e defendo a ilegalidade pêlos dez.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 13/02/2005
Código do texto: T4256
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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Ataíde Lemos

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