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A dependência química hoje

Tenho lido, e também feito vários comentários sobre este assunto da legalização ou não das drogas, e sei que as vezes ficamos repetindo as mesmas argumentações, não ou a favor. Talvez seja uma característica individual de cada um. Uma forte convicção ou paixão pelo tema.
Um fato percebido é que cada argumentador reforça sempre a tese de estar defendendo o direito do usuário de formas paradoxais, todos os lados antagonicamente defendendo a liberdade, embora alguns de maneira mas enfática que outros. Mas o interessante é que todos usam das mesmas estratégias e pôr que não dizer, dos mesmo argumentos. Pôr exemplo, enquanto os contra, usam do desastre que é as drogas licitas para não legalização, os favoráveis das drogas licitas para reforçarem as posições.
Muitas vezes os dois lados em suas argumentações  trazem fatos históricos para justificarem favoráveis ou contrários,  mas ao mesmo tempo questionam o passado, alegando a evolução dos conhecimentos  científicos, sugerindo então que tais argumentações estão ultrapassados e não condiz com a realidade de hoje.
Qual a realidade da dependência química do nosso tempo? Quero enumerar alguns situações a qual deparo, para que possamos tem um balizamento, ai refletirmos e sintonizamos nossos pensamentos.

 Vivemos numa sociedade onde ainda o dependente químico é visto como um ser estranho, ainda que queremos negar tais afirmações solta aos nossos olhos. Pôr outro lado o dependente é visto pôr uma grande maioria da sociedade como um marginal, delinqüente, uma  escoria da sociedade.
 Outra  parte da sociedade vê o dependente como um coitadinho, uma pessoa sofredora, que merece toda a forma de atenção e ajuda. Uma pessoa alienada, que precisa de pessoas que a ama, de carinho e que o carregue no colo.
 Muitas famílias não tem a mínima consciência que embora não sejam responsáveis diretas pela  adicção do ente, algumas delas tem uma grande parte de co-responsabilidade pôr negligenciarem no conhecimento da dependência química e a forma as quais repassam os valores éticos, morais e espirituais aos filhos.
 Vemos pôr outro lado famílias que querem isentar totalmente a responsabilidade, que acreditam que nada tem a ver com a drogadição do ente, e que a escolha  pela droga foi algo natural, jamais admitindo uma co-responsabilidade e assim mesmo que  o dependente queira sair não encontra na família apoio algum.

Embora existe uma diversidade de situações, podemos observar que nos tempos de hoje uma parte da sociedade principalmente os estudiosos deste tema, somando aos profissionais da área da Saúde, da Educação após pesquisas, dados científicos procuram levar a sociedade alguns novos conceitos, e entre estes, mostrar que a dependência é uma doença, no sentido de desmistificar e descontextualizar conceitos criados que acabaram tornando um estigma social nas questões das drogas.  Entre este estigma, um deles seria que todo usuário de drogas é um cidadão de segunda classe; outro ainda o usuário é um pessoa indefesa incapaz de caminhar sozinho. Tirando-lhe a possibilidade de caminhar com suas próprias pernas e assumir seus atos.
Vivemos em uma sociedade dependente de drogas seja ela objetiva ou subjetiva. Onde para qualquer comemoração, lazer, ansiedade buscamos através das drogas um relaxamento, uma sensação de prazer, uma adrenalina a mais. È incrível, busca nas drogas um estado de sobriedade.
Se pôr um lado  àqueles que defendem a legalidade das drogas encontram argumentos que podem até levar a uma reflexão quanto a liberação, pôr outro, existem argumentos tão quanto consistente para não legalização.
Se hoje, como antes ainda existe uma mistificação, um mito em volta do usuário, também há questão clinica da doença. Há toda uma Educação a ser implementada. Há todo um estigma a ser demolido.
Neste artigo nem quero falar da inoperancia do Estado, pois se assim o fizer encontraremos uma enorme quantidade de argumentos contra a legalização.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 13/02/2005
Código do texto: T4257
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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