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Drogas, o perigo de um envolvimento emocional nocivo

Durante uma caminhada tenho observado que quando trabalhamos as drogas vemos vários pensamentos diferentes, acho que temos que encontrar um equilíbrio para atingirmos certas linhas de conceito e não deixar se levar pela emoção, ou até uma co-dependência, mesmo que indiretamente.

É comum depararmos com pessoas que fizeram ou fazem uso indevido de drogas serem  extremamente inteligentes e de um elevado QI.

É bom que se diga que, primeiramente, o usuário de drogas não nasce bandido, ou outros qualificativas negativas. Ele  não é um extra terrestre ( um ser do outro mundo). O que não poderia deixar de dizer que ele é uma pessoa extremamente habilidosa,  e isso, graças ao aprendizado pela adicção, e certamente esta habilidade impressiona muito, principalmente, pessoas que gostam de estuda-los.

Uma das coisas fundamentais quando trabalha com dependentes é um controle emocional, para não ser envolvidos por ele, por isso, que em entidades normalmente os coordenadores são ex usuário que passaram por tratamento,  pois eles tem esta sabedoria quanto a habilidades do dependente recuperando, devido sua experiência de vida na  adicção.

Mas da mesma forma que estes coordenadores são excelentes e poderia dizer que são os ideais para atuarem junto a eles, são  suficientes espertos e inteligentes para desestruturarem a entidade, manipulando os diretores diretos. É comum um diretor visitar a entidade e aparentemente tudo parecer que estar bem, mas na realidades os coordenadores estarem aprontando de tudo dentro na instituição humilhando os outros recuperando, permitindo o uso de drogas, enfim aprontado até. Digo isto por experiência atuando junto com eles.

Certa vez, tinha uma profissional que atuava conosco na entidade, cabia à ela trabalhar os residentes individualmente e também reuniões de grupo. No período que ela estava atuando na instituição, havia um  residente muito inteligente e que pela sua retórica manipulava até  Deus, se Ele bobeasse (falando literalmente). Logo que a psicóloga começou seu atendimento ele foi um dos primeiros a ser atendido, a partir de então, comecei a observar que este recuperando durante toda semana estava bem, não tinha problema algum, mas quando se aproximava o dia de atendimento da profissional ficava mal e sempre precisava conversar com ela. Da mesma forma notava que ele estava sempre a fazer algo para chamar sua atenção, já percebia que ela estava sendo manipulada por ele.

Certo dia o chamei,  tive uma conversa franca com ele, pois havia percebido qual era a dele. Então me disse que estava conquistando-a para transar com ela. A partir daí, desmontei todo o jogo, e usei da habilidade para que ela não o atendesse mais, sem que percebesse qual era a verdadeira intenção daquele recuperando.

Porque estou contando este acontecimento. Porque muitas vezes vejo que determinados adictos impressionam as pessoas pelas suas capacidades intelectuais, pela sua argüição, retórica e é comum determinados pessoas ficarem impressionado pelas sua capacidade de falar, pela sua inteligência e assim, acabam sendo também manipulados por eles.

A psicologia teve um de seus pais usuário de drogas, não sei até que ponto era seu consumo. Temos vários intelectuais da arte ( músicos, cantores, escritores) que foram dependentes que certamente fascinam pelas suas artes. Minha reflexão é, até que ponto estes intelectuais podem ou não formar opinião e nos envolver pelos seus escritos a ponto de aderirmos à um conceito nocivo as drogas? Este é um questionamento e não uma afirmação.

Temos que tomar muito cuidado quando atuamos dentro de uma área, para que não sejamos envolvidos por ela, e assim, sem que percebamos estarmos também sendo manipulados inconscientemente. Apesar, que quando pendemos para determinados pensamento, já está nítido nosso conceito sobre determinado assunto. Quem deve estar atento é o cliente ( familiar, ou dependente) do profissional.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 20/08/2005
Reeditado em 20/08/2005
Código do texto: T43906
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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