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Texto

 
 
Dia Internacional da Mulher!
(O que temos para comemorar?)


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Recitando o poema/dueto: "Estas mãos de Mulher",  em 2012, durante comemoração em minha cidade.

Inicio este texto dizendo que, felizmente houve várias conquistas das mulheres, mas os desafios continuam... a luta que se apresenta é desafiadora e precisa ser encarada com garra, criatividade, coragem e persistência. "Não baixar a guarda" é muito importante, não somente na conquista de novos direitos, mas na manutenção de direitos já conquistados.

2013 foi um ano marcado por mobilizações dos setores que representam as minorias, luta essa que defendeu com “unhas e dentes” os direitos garantidos na Constituição, que estavam ameaçados. Dados estatísticos estarrecedores também vieram à tona. Segundo levantamento, por três anos consecutivos,
o Brasil ocupa a 7ª posição na listagem dos países com maior número de homicídios femininos.


“Nenhuma mulher está a salvo em uma sociedade patriarcal e misógina”. Para a professora Montserrat Sagot, a violência ocorre independentemente das condições econômicas e educativas

08 de Março de 2014!...

No tocante ao mercado de trabalho, praticamente não houve nenhuma mudança. A mulher recebe remuneração inferior ao homem, continua sendo uma mão de obra barata, dócil, instruída (afinal, estudos indicam que mulheres tem mais escolaridade que os homens), e ainda tem sua auto estima reduzida por uma cultura misógina, que lucra muito pregando insegurança às mulheres. A "famosa" ditadura da beleza conseguiu instituir, para dominar o público feminino: o medo de envelhecer e o medo de engordar. Isso gera altos lucros para as indústrias da beleza.

Conviver com a dupla jornada de trabalho é exercício diário para nós mulheres, além disso, precisamos lutar para "destituir" diversos mitos impostos ao longo dos anos; mitos que nada nos acrescentam ou "privilegiam", ao contrário, nos colocam em posição que nos tornam subordinadas às tradições patrriarcais.

As expectativas "machistas" são reforçadas também em datas como essa, quando as mulheres recebem através das "mídias"... mensagens com fotos de flores e outras bobagens, em nome dessa homenagem.

"Não, a mulher não é um ser com superpoderes!! E querer bancar a supermulher pode ser muito prejudicial à saúde. Esse negócio de achar que “mulher de verdade” é aquela que trabalha fora e em casa e ainda está sempre linda, elegante e ‘feliz’ é ridículo! Mas, pior do que isso, é uma forma de menosprezar as habilidades intelectuais das mulheres e ainda submetê-las a um quadro de violência psicológica e física, já que insinua que devem alterar/mutilar os seus corpos para terem realização pessoal e serem vencedoras.

Não, a mulher não é um “Bombril” com mil e uma utilidades! Não tem que dar conta de tudo sozinha. De maneira alguma! A divisão doméstica e dos cuidados com os filhos tem de ser feita de forma igual. Há inúmeras afirmações de que as mulheres têm “habilidades naturais” com a casa e com as crianças que os homens não têm (coitadinho deles, né?), afirmações tendenciosas de que “os homens tem outro ritmo”, sugerindo, assim, que os maridos não devem ser importunados quando chegam do trabalho, porque eles merecem descanso, enquanto as mulheres, mesmo cansadas, depois de um longo e exaustivo dia de trabalho, têm de dar um jeito de resolver praticamente todos os problemas da casa, dar de conta de todas as tarefas domésticas! O máximo que cabe aos homens é “ajudar” a mulherada nessas tarefas. Não. Lógico que não!

Romper ainda com outros mitos que até hoje são popularmente repetidos aos montes é de grande importância também. Afinal, quem nunca ouviu as seguintes frases: “mulher não se veste para o homem, mas sim para outras mulheres”; “mulher não é amiga de mulher”; “mulher tem que se dar o valor”; “mulher é compulsiva para gastar dinheiro”;“toda mulher é invejosa e fofoqueira”; “toda mulher adora sapatos”; “mulher dirige mal porque tem noção espacial menor que a do homem”; “a mulher é frágil e delicada por natureza”; etc. Há algumas outras inverdades que eu sequer ousaria mencionar aqui, de tão absurdas.


Enfim, temos uma batalha muito grande pela frente nas mudanças dessas e de outras tantas situações e também na desconstrução dessas diversidades de mitos que nos abatem diariamente, nos inferioriza, nos tira a autonomia e nos limita a papéis de dependência dentro da sociedade".


Por isso e muito mais, caríssimos e queridos amigos, bem mais importante que enviar ternas ou "românticas" mensagens para suas namoradas, amigas ou mães, é entrar "de cabeça" na luta pela desconstrução de mitos e na conquista por direitos igualitários.
"Lamento" informar-lhes que, por razões meramente pessoais, estarei a partir de amanhã até o próximo final de semana, com minhas visitas "suspensas" às suas Escrivaninhas. Portanto, amados e amadas, fiquem à vontade para comentar ou não. Logo que for possível nesse período acima citado, estarei com muito prazer retribuindo em suas páginas.
É por uma boa causa, posso garantir rs.
Beijos! Beijos! Beijos!
Pegue a sua, trouxe para você!rs
Muito obrigada por você ter vindo!!!

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Ísis Dumont, Pesquisa na Net e CFêmea
Enviado por Ísis Dumont em 08/03/2014
Reeditado em 09/03/2014
Código do texto: T4719934
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ísis Dumont
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 57 anos
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3 e-livros (519 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/09/14 23:01)

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