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No mês de outubro próximo o povo brasileiro decidirá se é contra ou à favor da comercialização de armas de fogo no país. No plano ideológico, e por que não afirmar onírico, o desarmamento é um importantíssimo passo de exemplificação do caminho que o mundo deve tomar para estabelecer um processo de pacificação global. Há um verso que diz: ...no dia em que as armas caírem no chão, os povos poderão cantar e dançar de mãos dadas! Porém a realidade macula a lúdica expressão acima exposta, pois a indústria bélica mundial conta com um investimento financeiro incomensurávelmente maior que o da educação.
Contudo, no caso do Brasil, não seria contraditório um povo desarmado fabricar e exportar armas para outras nações? Será que a garantia da integridade física do indivíduo pode ser entregue aos auspícios de uma segurança pública –não na totalidade- desqualificada, despreparada, mal remunerada e que é muitas vezes corrompível? Será que um pai de família poderá dormir tranqüilo sabendo da proliferação da delinqüência que é fruto da desestrutura econômico político e social da nossa nação? Será que os índices de criminalidade baixarão, uma vez enaltecido o poder do criminoso sobre um cidadão sem defesa alguma? Será que os rolos compressores destruirão, na totalidade, as armas devolvidas para dirimir a força do tráfico armamentício?
Todas essas questões merecem uma profunda reflexão do cidadão para que seja tomada um decisão consciente. Particularmente, dentro das circunstâncias atuais, é impraticável conceber um bolo saboroso e farto usando ovos podres e fermento vencido. Pois, para a tranqüilidade do cidadão desarmado é imprescindível que a sua segurança esteja nas mãos de um profissional qualificado, habilitado, bem remunerado e moralmente valorizado. É imprescindível que seu governo tome atitudes cabais que evitem o crescimento de aglomerações demográficas que são fruto do êxodo rural e da falta de um controle de natalidade da população. É imprescindível que a responsabilidade individual não se desfaça na coletiva, que o cidadão consciênte cumpra com suas obrigações legais sabendo que é parte do todo.
Sem dúvida alguma o desarmamento é um procedimento lógico, louvável e coerente! Mas será que o nosso país está suficientemente maduro para adotá-lo?
Hermison Frazzon da Cunha
Enviado por Hermison Frazzon da Cunha em 13/09/2005
Reeditado em 15/09/2005
Código do texto: T50186
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermison Frazzon da Cunha
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 37 anos
103 textos (26998 leituras)
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Hermison Frazzon da Cunha