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VESTIR-SE DE CARATER

  Quero começar, desenvolver e concluir o meu comentário baseado numa reportagem do dia 12/04/2007 do Bom dia Brasil – rede Globo – Esta reportagem era acerca de como deveria se vestir um Parlamentar na Câmara dos Deputados, principalmente em dias de sessões. Esta controvérsia deu-se pelo fato de que alguns Deputados estavam “trabalhando” - acreditem - com trajes típicos e característicos dos Estados no qual representavam e até mesmo por uma outra questão: a de que foram escolhidos daquele jeito e conhecidos daquela forma pelos seus eleitores.  Alguns sem querer citar nomes, com chapéus, outros com gravatas super coloridas, ou até mesmo roupas consideradas aberrantes e chamativas.... Caberia ao 1º secretário da casa -                                                         - a difícil tarefa de tentar convencer aos colegas Parlamentares, que estes tais tipos de vestimentas são inadequadas para  serem vestidas naquele local de trabalho. Uma feliz colocação vinda de um Deputado me chamou  a atenção:  “ as vezes nos preocupamos e nos ocupamos tanto em  vestir-mos a carater, e  esquecemos de  vestir-mos de carater!”  Aqui  vai uma pequena observação: Nos últimos anos, foi algo de maior INTELIGÊNCIA que eu tenha ouvido por parte de um nobre Deputado.

     Procurei e preferir não escrever ou não citar nomes, por uma questão de ética.

  Pois bem, sabedor de que a maioria dos meus leitores são evangélicos, gostaria então de desenvolver esta epístola a partir de uma visão Bíblica sobre este assunto.
  A cerca de mais ou menos dois mil anos atrás, o jovem galileu surgiu nas montanhas, desertos, lugarejos e mesmo nas pequenas embarcações a  pregar e a ensinar sobre o Evangelho do Reino. Não só isto, fortemente criticava as autoridades eclesiásticas do seu povo. As suas críticas eram bastante duras e diretas. Em uma das suas muitas investidas contra o farisaísmo, destacou a não importancia exacerbada do culto aquilo que era externo, belo aos olhos, simétrico, aparentemente espirituoso, casto e santo. Alertou e muito ao seus discípulos para que viessem a dar maior importância e zelo aquilo que procede do coração, de dentro, do mais íntimodo ser. Chegando a chamar os fariseus de “sepulturas” lindas e belas; pintadas e bem ornamentadas com cerâmicas, pedras mámores, flores,  mas sem vida no seu interior. Como profeta que era. Cristo estava não só se referindo aos homens que eram seus contemporâneos, mas também os líderes dos últimos séculos presente. Pois é  assim que se encontram os nossos líderes evangélicos de hoje.

  Lindos, pintados, bem ornamentados, aparentando o espiritual, a castidade, a santificação.Suas mensagens e seus discursos também são lindos, maravilhosamente muito bem elaborados, agradáves de se ouvir, mas com um fim muito danoso e malígno: Que é o de tirar do povo aquilo pouco que ainda lhe restam.
Bom lembrarmos que a casta de líderes religiosos da época de Jesus, também eram líderes políticos do povo judeu. Hoje mais do que nunca  a história se repete – amo esta afirmativa- nossos líderes evangélicos em muito, também são os nossos líderes políticos. São os “pastores de Brasília”, os bispos, os presidentes de convenções, o irmão-da- mão- amiga, o filho do presbítero, o conferencísta famoso. O sangue-suga, o mafioso da ambulância, o da cueca recheada de dólares. Se bem que a moda agora é a Bíblia recheada de dólares!

  Em todos eles – nos deputados, nos fariseus, saduceus, levitas,  políticos evangélicos - algo em comum:  O vestir-se bem.  A boa vestimenta, o vestir-se a carater. A carater exatamente do que são: LOBOS. Ladrões, espertalhões, vice-deus, tesoureiro de deus, praga do Egito! Levantadores de “cruz”. Matadores de deus. Adoradores de Balaão.
  O pior e mais horrível desta história é que fazem isto em nome de Deus. Em nome da  defesa do “cristianismo”. Eu não sei e não conheço o deus e o cristianismo que eles estão se referindo. Com certeza não faço parte deste reino de comidas, bebedices e de comilões vorases. Jacarés carnívoros!!!

  Alguns deles até que tinham começado bem.
  Pregavam a verdade, falavam a verdade em amor, praticavam a verdade do reino, combatiam o erro, eram denunciantes daquilo que agora são denunciados. Só que estes tais conseguiram uma certa fama, um status, uma moral com o mundo e com isto  uma certa estabilidade financeira e desviaran-se da verdade. Agora criaram as suas próprias verdades e suas próprias convicções. E até dão a sua vida por estas supostas verdades. São presos hoje, não por pregarem o Evangelho do Reino, mas são presos pela Polícia Federal por carregarem estas pseudos-verdades consigo. Colocam as igrejas para orar, lutar e difundir esta nova verdade.
Não conseguem enganar a mais ninguém, a não ser os que estão e são juntamentes com eles porcos que comem do seus próprios vômitos. São apascentadores de si mesmos, como bem falou o   Apóstolo. Pastoreiam seus próprios ventres. Vesten-se a carater daquilo que são: mal carater. Comem toda a carne e toda a gordura do sacrifício que era para ser de Deus. “urubus”!

  Sejam iguais a eles quem os defendem, pois são todos ADVOGADOS-DO-DIABO.         Prontos estão para o baile de máscaras.    Viva! Viva! Viva!

  Falo dos “evangélicos” pois também sou um.
  Mas sou sabedor de que existem outras religiões problematizadoras destas questões.
  Que Deus nunca se esqueça de seus pecados e de suas ações repugnantes e nauseantes, pois fazem tudo sabedores da dor do próximo,
da ânsia do dizimista fiel,
da ãngustia da alma ofertante,
do trabalhador humilde e assalariado,
do aposentado cansado e injustiçado.
  Deus tenha misericórdia de nós! Ai de nós nas mãos destes camaradas sangue-sugas.    Bem fez o salmista em querer cair nas mãos de Deus e não nas mãos destes homens.
 
  Mas com tudo isto existe uma solução, e ela estar nas mãos e na cabeça do homem de bom carater, que acorda cedo, que trabalha para não ser pesado a ninguém, que oferta para o sustento da obra, que chora e luta por querer algo melhor para si e para os seus, que é um devoto de Deus, um pagador de promessas, um cumpridor de obrigações e deveres, um forte tendo tão poucas forças, um rico tendo tão poucos recursos.
  Que tributa a quem deve tributar.
  Que honra a quem deve honrar.
  Que louva a quem deve louvor.

  O mais importante não é o vertir-se bem.
  A pergunta mais adequada não é: com que roupa eu vou?
  Pouco  importa  o salão, o edifício, o prédio, a sinagoga, a “igreja”, a catedral. Isto é coisa de sepulcro frio, gelado e sem vida.

  O importante é ser um homem de bom carater.

        Moisesporto1@hotmail.com
filoliveira
Enviado por filoliveira em 22/07/2007
Código do texto: T574782

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Sobre o autor
filoliveira
Cabo Frio - Rio de Janeiro - Brasil
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