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BRASIL, PÁTRIA E MEMÓRIA

Vivemos num país maravilhosamente jovem, num país que lê muito pouco.
 
E quem não exercita a inteligência não têm memória, porque não lhe pode prover de elementos de informação que permitam um juízo comparativo, interpretativo, resistente ao passar do tempo.
 
O Brasil se lê desde os tempos de Dom João VI. Vão aí dois séculos.

O Rio Grande do Sul precisou fazer a guerra pra caminhar por suas próprias pernas.

Antes e durante o decênio dos farroupilhas, a poesia da monarquista Delfina Benigna da Cunha. Logo após, Caldre e Fião publica a Divina Pastora.
 
Tomava-se o mate-chimarrão dos insurretos.

A existência do Parthenon Litterario consolidou o Rio Grande que começava a pensar no seu destino.

Borbulhava a nova guerra, a do Paraguai.
 
E o Rio Grande se descobriu leal ao Império, diferentemente do que fizeram os índios de Sepé Tiaraju, que, no século XVIII, lutavam pela sobrevivência.
 
Traições à parte, como a de Porongos, em 1844, com Simões Lopes os excluídos viveram Blau Nunes, marcaram sua voz pelo registro oral e o espanto do “ – Tenho visto!”.

Érico Veríssimo lavrou-se no TEMPO E O VENTO: o andarilho ganhou memória no Capitão Cambará e em Ana Terra.

Chegamos ao século XXI.

Num país de cinco séculos, literatura de dois, num Rio Grande de cerca de 150 anos de vida registrada em prosa e verso, a CASA DO POETA RIOGRANDENSE diz a que veio.

Apresenta aos leitores os seus agregados, em obra cooperativada, e homenageia Nelson Fachinelli, o fundador, que testemunha, há 70 anos, o seu tempo. Sua obra escrita é bem menor do que os seus feitos no associativismo.
 
Há mais de 41 Anos a CAPORI revela o que ficaria esquecido no atavismo sulino: escrever-se para a posteridade.
 
Quarenta e um anos, poesia e alguma prosa, e mais um livro para a história, não são bons motivos para se comemorar?


– ANTOLOGIA DOS 41 ANOS DA CASA DO POETA RIOGRANDENSE. Porto Alegre: Ed. EVANGRAF, 2005, contracapa.

Publicado no Recanto das Letras – Sítio para Escritores, em 12Out2005:
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/59145
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 12/10/2005
Reeditado em 31/08/2006
Código do texto: T59145
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709751 leituras)
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Joaquim Moncks