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Comunicação e Expressão

Comunicação e Expressão

Antes de tecer algumas considerações referente à comunicação e expressão, se faz necessário entender o significado etimológico de cada palavra em questão. Segundo a definição do dicionário Aurélio (1998), do latim expressione, o substantivo feminino expressão é o ato de exprimir; representação escrita; palavra; frase; dito; gesto; acentuação; caráter e importância.  Já, o substantivo feminino comunicação, do latim communicare; é o ato, efeito ou meio de comunicar; participação; aviso; informação; convivência; trato; lugar de passagem de um ponto para outro; comunhão (de bens); atribuição mútua das propriedades da natureza divina à natureza humana de Cristo.
Ponderadas tais definições é possível observar e diagnosticar quantos significados se dá, às vezes, a mesma palavra ou expressão, seja isoladamente ou numa estrutura de texto. Pois, conforme a Sabbag (2006) no artigo “um olhar diferente para a escrita”:

“Escolhemos os significados que melhor nos exprimam e nos vestimos de palavras e de uma estrutura de texto que melhor se adequam ao nosso estilo”.


2.0 – O ato de escrever

O ato de escrever é um processo contínuo. Cada elemento novo que percebemos no mundo exige uma palavra correspondente. Cada leitura nos enriquece de novas possibilidades de expressão. Porém, importa-nos que, ao se admirar com uma paisagem, transformar em palavras nossa visão. Ao emocionar, colocar no texto nossa sensibilidade. Ao criar, formar de nossa imaginação uma estória. Ao pensar, defender nosso pensamento no papel.

 A linguagem é um sofisticado meio de comunicação humana. Mas não o único. Viver numa sociedade é participar de um universo repleto de símbolos. A vida social está permeada dos mais variados tipos de códigos. Alguns são universais; outros dependem da cultura particular de determinado povo. Isto é, a linguagem é a expressão máxima da capacidade do ser humano de criar e usar símbolos, pois dependendo do lugar do nascimento, por meio da cultura que herda e da língua que fala, adquire uma maneira particular de relacionar-se com os outros e com o universo. Pois, segundo Vigotski (1896-1934):

“Na escrita, como o tom de voz e o conhecimento do assunto são excluídos, somos obrigados a utilizar muito mais palavras, e com maior exatidão. A escrita é a forma de fala mais elaborada”. -(Vigotski, trad. 1993. p. 131-132)

Nossa linguagem nos releva a nós mesmos e ao outros. Escrevemos baseados na nossa experiência de vida em casa, na escola, no clube, na rua; no nosso convívio com o mundo e com as pessoas. Escrevemos com base no que vemos no cinema e na televisão, nos jornais e nas revistas, nos livros e nos cartazes; em todos os meios de comunicação. Escrevemos a partir das informações que recebemos em História, Biologia, Economia, Matemática, Geografia; em todos os campos do conhecimento. Todavia, importa-nos que essas informações e impressões sejam assimiladas e devolvidas para o mundo, transformadas pela nossa experiência.

Não só escrevemos para nós mesmos, mas também para os outros. Escrevemos para que nossas idéias sejam divulgadas, discutidas, criticadas, enriquecidas. No entanto, importa-nos que a redação seja uma experiência comum ao grupo, devendo provocar a discussão e a reflexão. Todos nós somos escritores. Todos nós somos leitores. Todos nós devemos saber defender o que pensamos.

Ler e escrever aprende-se lendo e escrevendo. Ultimamente a leitura e a redação em classe, por exemplo, estão saindo de moda, pelas mais diversas razões. Todavia, apesar de se tender a admitir, para tal caso, um moto-contínuo, isto é, não se sabe escrever porque não se sabe pensar e não se expressa bem o pensamento porque não se sabe escrever, parece-nos que o processo define-se num sentido único e irreversível: o não saber pensar é a causa do não saber expressar-se.
Neste aspecto, o papel do educador é primordial. Seu objetivo deve ser o de conseguir que o aluno saiba escutar bem, falar bem, ler bem e escrever bem. Por escutar bem se entende a compreensão exata da mensagem. Falar bem é atingir a facilidade de diálogo independente do lugar onde se estiver. Escrever bem é capacitar o aluno a redigir em linguagem correta e simples. Ler bem é uma necessidade do mundo moderno para que o educando possa estar sempre atualizado.
Este ensino deve partir da prática para a teoria. O essencial para o educando não é decorar regras gramaticais, mas saber expressar-se em  português correto. Portanto, o importante é o domínio da língua e não o da gramática. A gramática servirá de reforço para os conhecimentos lingüísticos já adquiridos.


3.0 – Bibliografia de Referência

VIGOTSKI, Lev. S. Pensamento e Linguagem, SP: Martins Fontes, 1993 (trad.).

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa, RJ: Nova Fronteira, 1993.

SABBAG, Sandra Papesky. Um olhar diferente para a escrita. Artigo. Curso de Pós-Graduação Oswaldo Cruz: 2006.



Roberto Cerqueira Dauto
Enviado por Roberto Cerqueira Dauto em 13/08/2007
Código do texto: T605877
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Sobre o autor
Roberto Cerqueira Dauto
São Paulo - São Paulo - Brasil, 33 anos
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Roberto Cerqueira Dauto



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