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As crianças no além

Antes de renascer o espírito traça a vida que vai levar, mas assim que nasce perde a consciência de si mesmo, este estado transitório é para dar um novo ponto de partida na evolução.
        Renascer é vir para uma nova vida e não reviver vidas passadas, por isso, alguns lampejos de conhecimentos acumulados podem aflorar na criança, como, por exemplo, tocar piano aos seis anos, balbuciar línguas estranhas ou mostrar algumas habilidades que para nós são incompatíveis com a sua idade.
        Dizemos que até os sete anos as crianças são anjos, isso porque, até essa idade o seu espírito ainda se encontra muito próximo daqueles que deixou na outra dimensão. Assim, quando elas conversam com espíritos, nós achamos que são amigos imaginários.
        A lei da evolução a que todos os seres estão sujeitos não admite retrocessos. Criança é apenas a primeira fase da vida física do corpo, ou seja, criar o ser humano. Um espírito não tem idade, a sua medida é o grau de evolução. Em outras palavras, o espírito de uma criança é o mesmo de um adulto, só que, na criança o espírito tem que se mostrar pequeno e se adequar a fraqueza de um corpo que não poderia suportar uma atividade muito intensa, mas uma vez liberto o espírito volta ao seu estado normal.
        No mundo espiritual não existem crianças, elas só existem aqui no mundo físico, pois assim que morrem passam a existir só em espírito e um espírito não é grande nem pequeno.
        Aqueles que morrem crianças, quase de imediato voltam ao estágio de espírito em aperfeiçoamento, apenas cumpriram parte do seu aprendizado ou serviram de instrumento para as provas dos pais ou daqueles que aqui as conheceram.
        Algumas igrejas dizem que quando uma criança morre vai direto para o céu, mas Jesus nunca disse que as crianças vão para o céu, o que Ele disse foi: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, porque dos que são como elas é o reino de Deus” Marcos 10-14. Assim, o que Jesus quis dizer é que o “céu” é para aqueles que são como as crianças, isto é, que não tem malícia e teoricamente nem pecado.
        A igreja católica inventou um parquinho ao qual deu o nome de limbo, que é para onde vão as crianças que não tiveram tempo de crescer nem de pecar, mas que por se tratar de uma invenção, na realidade não existe.
        Muito bem, se no Mundo Espiritual não existem crianças porque os livros espíritas descrevem crianças no além?  Como é que espíritos de crianças se manifestam nas sessões mediúnicas e finalmente se as crianças não vão para o céu, nem para o inferno muito menos para o limbo, então para onde elas vão quando morrem?
        Calma, calma, vamos responder por partes. Dizemos em outros escritos que os espíritos inferiores das pessoas que morrem continuam com as mesmas sensações de quando eram vivos. Assim, muitos espíritos pensam ainda que são crianças e assim se manifestam. Por outro lado, a literatura espírita fiel ao lirismo infantil e procurando preservar o mundo da criança de todo mal, continua nessa linha de proteger a beleza e a inocência da criança da interferência do mundo dos adultos. É como o papai Noel, e o coelhinho da páscoa, sabemos que eles não existem más todos se enternecem nessas épocas com o carisma das suas figuras ou se comovem com as a suas histórias.
        Além disso, é evidente que seria maior o desespero dos pais, não instruídos na Doutrina, ao saberem que de fato a criança morta não existe mais. Daí porque, as obras literárias espíritas instruídas por mestres e educadores do mundo maior, contam belas histórias de como vivem as crianças no além, o que não deixa de ter um fundo de verdade.
        Muitos espíritos de crianças que se manifestam nas casas espíritas ou nas sessões mediúnicas se apresentam como crianças porque foi assim que as conhecemos e, mesmo porque, muitos acreditam mais em crianças do que em adultos. Mas nós sabemos que crianças e jovens não  são espíritos novos nem inexperientes, muitos deles tem milhares de anos.
        E para onde vão as crianças quando morrem? Ora meu caro, como o espírito de uma criança é um espírito comum, elas vão para onde vão todos os demais espíritos, ou seja, para a erraticidade ou faixas vibratórias adequadas ao merecimento e compatível com o grau evolutivo de cada espírito.


Jhon Macker
Enviado por Jhon Macker em 13/09/2017
Código do texto: T6113042
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Sobre o autor
Jhon Macker
Correia Pinto - Santa Catarina - Brasil, 63 anos
81 textos (1593 leituras)
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