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DEIXE DE FUMAR

           TIRE ESSA IDÉIA DA CABEÇA

Deixe de fumar descondicionando seu próprio cérebro.

O tabagismo é composto pelo hábito de fumar (efeito psicológico) e a dependência química (efeito fisiológico). São duas coisas distintas, de mesma origem, que se somam e tornam o vício incontrolável. Normalmente o que se combate por via medicamentosa é a dependência química, por ser mais viável e rentável. O lado psicológico é tratado apenas com conselhos e apelos motivacionais sem ênfase (a razão de não ter nenhum resultado prático). Os remédios até eliminam os compostos químicos do organismo, mas, somente isso, dificilmente cura o vício. Na primeira recaída os efeitos se somam novamente e o vício se torna ainda maior: fuma-se o dobro.

Os filhos de mães fumantes nascem dependentes químicos, sofrem muito, mas o efeito psicológico é nulo, pois não entendem nada do que estão sentindo. Graças a isso, em pouco tempo, ele se livra do mal, mas pode ficar alguma seqüela. Portanto, mãe, não fume durante a gravidez, poupe  seu filho de um sofrimento terrível.

Os animais, desde há muito tempo, são condicionados pelo homem a fazerem maravilhas que encantam o mundo.Existe toda uma técnica, que não é tão difícil como possa parecer, porem é exaustiva, por ser muito repititiva e demorada. O ser humano, devido ao seu alto grau de inteligência, o descondicionamento, com certeza, será muito mais difícil e demorado, principalmente se tratando de uma auto terapia. O descondicionamento do cérebro deve ser feito através de estímulos emocionais, possíveis e desejados. Inicialmente , ele é condicionado por estímulos sociais: amigos, mídia, estilo de vida; com o tempo, o hábito cria a dependência química.

Ato reverso: estimula-se o cérebro com os benefícios da abstenção: econômico( gastos com cigarro, cafezinho, isqueiro, remédios,outros); saúde ( risco de câncer, hipertensão, cansaço físico, pigarro, outros); social( incomodar não fumantes, procurar lugar de fumantes, dedos e dentes amarelados, cheiro de cigarro no corpo e roupas, outros);e concomitantemente evita-se de pensar no prazer de fumar e no sofrimento que a abstenção pode causar: TIRE ESSA IDÉIA DA CABEÇA ( isto é essencial, representa 60% do sucesso). Cada cigarro que acender pense nos benefícios da abstenção, e quando vier a mente o prazer de fumar... TIRE ESSA IDÉIA DA CABEÇA.

Coloquei o primeiro cigarro na boca aos 6 anos de idade, aos 9 aprendi a tragar e me curei aos 45, atualmente estou com 57. Próximo dos 44 anos comecei a me descondicionar. Foram meses e meses, todos os dias, o tempo todo, estimulando meu cérebro com os benefícios da abstenção e quando a idéia do prazer ou da dor vinham a minha cabeça, me concentrava no objetivo de TIRAR ESSA IDÉIA DA CABEÇA. Não parei de fumar durante esse tempo: não podia lutar contra a dependência química, me faria sofrer e o meu cérebro criaria uma barreira contra o descondicionamento: precisava, primeiro, descondicioná-lo. Pouco a pouco, cigarro a cigarro, estímulos a estímulos, crescia uma rejeição ao hábito de fumar dentro de mim, até chegar no dia D ( Descondicionamento total). Era uma sexta-feira, que antecedia o domingo de Páscoa (ressurreição); comprei um pacote de cigarros – 10 maços com 20 cigarros cada- ; no sábado abri um maço e fumei 3 cigarros apenas; no domingo de Páscoa(por acaso: mas serviu de estimulo, tambem) não fumei nenhum e nunca mais coloquei um cigarro na boca. Nunca mais senti vontade de fumar, parece até que nunca fumei na vida. Com o tempo, meu organismo eliminou as substancias tóxicas, naturalmente, sem que eu sentisse qualquer dissabor.

Não pode se precipitar. Abreviar o tratamento por impaciência. Parar de fumar ainda com vontade. A falta de vontade é que vai determinar o dia D. Se demorar muito, intensifique os estímulos. Seja convincente consigo mesmo. Pense nos benefícios da abstenção com prazer, com alegria, com felicidade e TIRE ESSA IDÉIA DA CABEÇA. Levei aproxi -madamente 1 ano, com estímulos diários – constantes, persistentes -, para o descondicionamento total.

A minha mãe sempre dizia, o que ela sempre ouviu de sua mãe, que tem que se matar o mal pela raiz, e a raiz do vício está no cérebro.

O cérebro tem um poder inimaginável, sabendo usa-lo para o seu bem, farás coisas fantásticas. Tente!

Uma pequena história para ilustrar.

Um coveiro, de uma pequena cidade do interior, morava em um sitio distante 5 Km do centro, e fazia este percurso todo dia em seu cavalo. Acordava bem cedo, arreava o cavalo e se dirigia até o cemitério, que ficava na periferia da cidade. Durante o dia, enquanto cuidava do campo santo, o cavalo pastava por campos não santos, mas com muito capim, que é o que lhe interessava. Às 6 horas em ponto, deixava o cemitério, montava no cavalo e apeava no bar do Militão, próximo do seu futuro sítio, como chamava o cemitério. Bebia até cair: isto se dava lá pelas 9 horas. O Militão, então, ajudava-o a montar , e o cavalo voltava para casa. Isto aconteceu por mais de 10 anos, de segunda a segunda. Um dia, o médico lhe recomendou: ou pára de beber ou morre. Resolveu parar, estava muito feliz no seu sítio terreno, o outro que esperasse. Às 6 horas, como de costume, deixou o cemitério, montou em seu cavalo, e desta vez, iria direto para casa. Passando em frente ao bar do Militão, deu o comando para o cavalo seguir em frente, mas este não obedeceu e estacionou, contra a vontade do dono, no varão do ponto. O coveiro tentou de todas as formas  dissuadir o cavalo, mas em vão. Próximo das 9 horas, o cavalo se pôs em marcha para casa. O coveiro correu e montou-o. E todo dia, daí em diante, o coveiro tinha que esperar a vontade do cavalo e, enquanto isso, ficava no bar papeando com os amigos. A tentação foi demais e ele voltou a beber. Não demorou muito, como o medico havia anunciado, morreu. Foi enterrado no seu futuro sitio, agora atual morada.

O cavalo até hoje, condicionado, continua a fazer o mesmo itinerário.

O bar do Militão representa a dependência química, e o cavalo, o condicionamento psicológico.

 O nosso cérebro é igual ao cavalo, se não for descondicionado, exigirá o de costume.

Portanto, não faça do seu cérebro um cavalo: o vício torna-o irracional. Racionalize-o: tire a idéia de fumar e outros vícios da cabeça.

e-mail  carlinhosaffonso@aol.co
CARLOS AFFONSO
Enviado por CARLOS AFFONSO em 20/10/2005
Reeditado em 05/09/2008
Código do texto: T61418
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
CARLOS AFFONSO
São Paulo - São Paulo - Brasil
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