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AS CRUZADAS

AS CRUZADAS



As cruzadas duzentos anos de guerras, roubos e crimes em nome de Deus. Imaginem qual a imagem que o pessoal que viveu na Idade Media tinha de Deus, o Pai Todo Poderoso!  As Cruzadas se constituíram num dos mais dramáticos movimentos da História. Sua finalidade principal foi à conquista de bens e dos direitos daqueles que detinham a propriedade dos meios de produção. Seus agentes executores eram, senão todos, quase todos tutelados da Igreja Católica Apostólica Romana. A programação, comando chefia e controle inicial dessa gigantesca operação bélica coube ao sanguinário Papa Urbano II que, conforme veremos depois da cronologia que se segue, em 26 de novembro do ano de 1095, no Concílio de Clermont, incitou a massa de fiéis e determinou a gigantesca operação bélica. Esta custou ao mundo milhões de vidas humanas. Só na primeira cruzada os exércitos comandados pela Igreja ceifaram a vida de nada menos do que 500 mil homens. Nem isto foi capaz de deter a sandice dos papas católicos. Cavalgando o dorso do poder temporais e determinados a conquistar, bem como ansiosos para dominar o mundo, eles programaram a monstruosa operação e conspiraram contra a humanidade, matando indiscriminadamente todos que atravessassem à frente dos seus exércitos. Os famigerados reis, príncipes, duques, condes e outros tantos nobres de sangue, totalmente enlouquecidos e iludidos com as promessas de conquista de terras e poder, marcharam contra o Oriente Médio. Por onde passavam, destruíam tudo que encontravam pelo caminho. Nesta primeira parte deste breve histórico encontra-se uma descrição cronológica das diversas etapas dessa vergonhosa operação, assim como das personalidades que direta ou indiretamente, antes ou durante, estiveram envolvidas neste lamentável episódio que ficou conhecido como as cruzadas. Por volta de 1070, os turcos povos de origem muçulmana, conquistaram Jerusalém, a cidade sagrada dos cristãos, meta de peregrinação de vários deles. Na verdade, havia séculos que Jerusalém estava sob o domínio dos árabes, que toleravam, no entanto, a presença cristã. As cruzadas foi um movimento militar religioso e no período em que esteve atuando foram oito no total, mudando apenas as técnicas e os anos em que permaneceram em destaque.
A Primeira Cruzada - 1196. Entre vários príncipes ilustres, o nome de Godofredo de Bouillon (1058 - 1100) foi escolhido para comandar o exército. Descendente de Carlos Magno, pelo lado materno. Irmão do conde de Boulogne, e senhor de Bouillon em Ardennes. Um homem que já tinha mostrado sua força e coragem até contra a própria igreja, quando foi o primeiro a escalar os muros de Roma combatendo contra o Papa Hidelbrando (S. Gregório VII), quando servia ao rei alemão Henrique IV. E foi Godofredo que antes, matara Rodolfo com sua lança, o rei rebelde, que a igreja apoiara. (1080). Movido por um profundo arrependimento, Godofredo queria agora ser mártir pela libertação do Santo Sepulcro. Os chefes da Igreja viram neste guerreiro, um aliado poderoso e fiel. Dizem: “A prudência e a moderação temperavam seu valor”. Sua piedade era sincera e cega. “Seus irmãos, Eustáquio o mais velho, e Balduíno, o mais moço, o acompanhavam”. Quando a noticia da formação oficial da 1º cruzada se espalhou o povo começou seus preparativos. Camponeses, mulheres e crianças partiram em marcha e os velhos aproveitavam a oportunidade de verem o santo sepulcro sob a proteção de um formidável exército. Diziam eles aos guerreiros: "Vós sois valentes e fortes, combatereis; nós sofreremos como o Cristo e faremos à conquista do céu." •. A Reação Muçulmana. A Expansão Européia No Oriente Começou Ao Norte: A Segunda Cruzada começa em 1147. Saladino, nascido Salah-ed-Din Yusuf, o grande sultão do Egito e da Mesopotâmia, um dos maiores líderes muçulmanos na história dos Cruzados, cujo caráter cavalheiresco causava a admiração dos amigos e dos inimigos. Reunificou todos os povos árabes contra os Cruzados. A Reação Muçulmana.
A Expansão Européia No Oriente Começou Ao Norte: A Segunda Cruzada - 1147. Edessa foi tomada em 1144 pelo atabegue Mossul. Promovida por São Bernardo (Vézalay, 1146) e apoiada pelo Papa Eugênio III, a segunda cruzada foi integrada pelo rei da França, Luis VII e o imperador da Alemanha Conrado III. Os dois exércitos dessa expedição desceram o Danúbio em1147 e alcançaram a Antioquia e Acre por mar em 1148. Após ter sitiado Damasco em 1148, a desorganização das expedições e os desentendimentos entre os chefes cruzados resultaram numa fragorosa derrota. A Terceira Cruzada - 1189. Com a notícia da tomada de Jerusalém, o Papa Gregório VIII pregou a terceira cruzada. Participaram dela Ricardo Coração de Leão, Rei da Inglaterra de, 1189 a 1199, que nasceu em Oxford em 1157, filho de Henrique II a quem sucedeu no trono. Foi "mau filho, mau irmão e mau rei” • A Quarta Cruzada - 1202. Preparada pelo papa Inocêncio III, conduzida por Bonifácio de Monferrat, a cruzada deveria ser para atacar o Egito e depois a Palestina. Mas Veneza exigiu 85.000 marcos de prata para transportar os cruzados. Foi proposto um acordo pelos venezianos, no qual os cruzados ajudariam a tomar a cidade de Zara (hoje, Zadar). Contra a ordem do Papa, Zara foi invadida e saqueada. Em seguida, os venezianos sugeriram um ataque a Constantinopla, pois não lhes interessava uma guerra contra os muçulmanos, com os quais comercializavam freqüentemente. Então, os cruzados decidiram atacar Constantinopla com uma frota de 480 navios. Constantinopla foi saqueada e parcialmente destruída. Preciosos manuscritos foram inutilizados ou perdidos, obras primas foram roubadas, mutiladas ou destruídas.
A Quinta Cruzada – 1217 - O fanatismo religioso levou a formação desta cruzada, na crença que só a pureza das crianças poderia libertar a Terra Santa. O movimento, considerado por algum espontâneo, foi organizado e estimulado de forma sorrateira. Induzidas pelas autoridades e demais interessados, 31.000 crianças alemãs atravessaram os Alpes em direção a Gênova e 20.000 crianças francesas dirigiram-se a Marselha. Marcaram seu caminho com cadáveres dos mortos de fome e cansaço. Chegando ao mediterrâneo, as crianças alemãs dispersaram-se e muitas morreram, Nenhum navio quis levá-las a Palestina. A Sexta Cruzada – 1228 - Organizada por André II, Rei da Hungria e comandada por Frederico II, do Sacro Império Romano, alcançou a Palestina. Frederico II por ter sido excomungado, não recebeu nenhuma cooperação dos cristãos, mas os Sarracenos ficaram impressionados com o conhecimento que tinha o jovem imperador da língua, literatura, ciência e filosofia árabes. Frederico II e o sultão Al-Malik Al-Kamil, de Damasco, entenderam-se amistosamente e assinaram o Tratado de Jafa em 1229, mediante o qual o Islã restituía aos cristãos, S. João d´acre, Jafa, Sidon, Nazaré, Belém e toda a Jerusalém, por dez anos. Alguns anos mais tarde, os muçulmanos dominaram a região e o acordo foi rompido. A Sétima Cruzada – 1248 - O santo rei da França, Luis IX, dirigiu seus esforços de cruzado ao Egito, partindo de Aigues Mortes em 1248. Tomaram Damieta em 1249, porém apesar de uma primeira investida, com sucesso, os turcos atacavam por muitas vezes, até que a fome e as doenças atacaram mais o exército de São Luis do que o inimigo. Por fim, conseguiram aprisioná-lo (Mansurá - 1250). Lá, o rei cativo foi tão bem tratado que recebeu os cuidados do médico particular do sultão. A Oitava Cruzada - 1270 - Tendo o Sultão Baybars I (Rukn ad-Din Baybars Bundukdari ibn Abdullah, líder do exército Mameluco de 1265 a 1277) se apoderado de Antioquia em 1268, Luis IX, atual São Luis, novamente organizou uma cruzada que, sob a influência de Carlos I de Anjou, se dirigiu para Túnis, a antiga Cartago, onde o cristianismo tinha, graças a Santo Agostinho, lançado profundas raízes e onde muitos mártires tinham dado a vida pela fé. Durante as cruzadas muitos fatos mereceram destaque estão registrados em livros que fazem à história da religião. A cruzada dos “Mendigos”, o apelo do papa Urbano II obteve, ao menos de inicio, uma resposta bem morna por parte dos soberanos e dos grandes senhores feudais, mas, ao contrário, uma adesão entusiasta, superior às previsões, nas classes mais baixas, por isso o nome. Os Judeus e a Cruzada do Pato Sagrado – O clima de hostilidade para com os infiéis muçulmanos não podia atingir outra categoria de infiéis presentes na Europa havia mais de um milênio: os judeus “Para um cavaleiro, era caro se equipar para uma Cruzada”. Emich inaugurou a Cruzada no dia 3 de maio, com um ataque contra a comunidade judaica de Spira. A Cruzada dos Príncipes e cadetes foi à primeira Cruzada “oficial”, que partiu também em 1096, era composta de cavaleiros bem armados e bem equipados, como Godofredo de Bulhões e seu Irmão Balduíno.
Os reinos cruzados – foi à ampliação dos reinos com a conquista de importantes cidades costeiras, como Beirute e Trípoli. A segunda Cruzada teve origem na queda de Edessa (1144). Na época, em Roma, foi realizado o Segundo Concílio de Latrão (1139), que havia proibido o uso de balestra, sob pena de ex-comunhão, pois a arma causava feridas horríveis. Saladino era um cavaleiro – a terceira Cruzada foi causada pela queda de Jerusalém (1187), por obra do grande comandante islâmico Saladino, que já estendera seu domínio ao Egito e á Arábia Ocidental.  A Cruzada que errou o caminho-O papa Inocêncio III ordenou a quarta Cruzada (1202-1204), procurando aproveitar a morte de saladino (1193). Os cruzados entraram em acordo com a república de Veneza para poderem usar sua poderosa Frota. As Cruzadas das Crianças – apelos de Inocêncio III para a partida de uma Cruzada “verdadeira” (já que a quarta Cruzada havia sido desviada para Constantinopla) obtiveram, em uma Europa incessante percorrida por pregadores tomados por uma espécie de histeria coletiva contra os infiéis de toda espécie (muçulmanos e hereges; na época havia também a Cruzada contra os cátaros), o período fala de outras Cruzadas: a quinta; a sexta; a sétima; e oitava cruzadas que não tiveram muita importância, senão pelo número de mortes que causaram: os cruzados sofreram outras derrotas, apesar da adesão dos mongóis e os árabes. Tivemos ainda os Cavalheiros dos Templários; os Cavalheiros Teutônicos e a Batalha no gelo em 1242. Não podemos deixar de exaltar que esse é um trabalho de pesquisa estafante, mais o nosso conhecimento histórico da fase negra da religião Católica e do cristianismo e agradecemos os ensinamentos retirados de um grande livro: “O livro Negro do Cristianismo”, que foi de muita valia para construção dessa matéria. Jacopo Fo - Sergio Tomat - Laura Mallucelli estão de parabéns. É uma obra que ficará na história e dentro de pouco tempo será um dos mais lidos do mundo.





ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE






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Enviado por Paivinhajornalista em 22/08/2007
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