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FATOS NOTÁVEIS DA HISTÓRIA

FATOS NOTÁVEIS DA HISTÓRIA

Diante dos vários desmandos e da sandice religiosa que antecederam a transformação da Maçonaria Operativa em simbólica, alguém tinha que reagir a esse estado caótico de coisas. O que vem a ser maçonaria? A palavra maçonaria deriva do francês maçonnerie e da mesma origem francesa maçom + suf - fr. - erie (v. - aria). Sociedade parcialmente secreta, cujo objetivo principal é desenvolver o princípio da fraternidade e da filantropia; associação de pedreiros-livres; franco-maçonaria.  Arte ou obra de pedreiro. Combinação, acordo, entendimento secreto, entre duas ou mais pessoas. A maçonaria de nossos dias é uma Ordem Universal formada de homens de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos por suas qualidades morais e intelectuais e reunidos com a finalidade de construírem uma Sociedade Humana, fundada no Amor Fraternal, na esperança com amor à Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo, com Tolerância, Virtude e Sabedoria e com a constante investigação da Verdade e sob a tríade LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, dentro dos princípios da Ordem, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a Felicidade Geral e a Paz Universal. Saliente-se que a Maçonaria não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas é um culto que une homens de bons costumes. A Maçonaria não promove nenhum dogma que deve ser aceito taticamente por todos, mas inculca nos homens a prática da virtude, não oferecendo panacéias para a redenção de pecados. Seu credo religioso consiste apenas em dois artigos de fé que não foram inventados por homens, mas que se encontram neles instintivamente desde os mais remotos tempos da história: A existência de Deus e a Imortalidade da Alma que tem como corolário a Irmandade dos Homens sob a Paternidade de Deus. Fazendo uma ligação com os fatos narrados pela história antiga vemos que alguns dos próprios sacerdotes, contrários àquela vexaminosa e vergonhosa perseguição religiosa, aliaram-se aos cadetes (nobres de sangue que não que só assumiam o poder em caso do impedimento do primogênito) e deram início a uma silenciosa resistência passiva.
 Reuniões eram efetuadas nos mais diversos e reservadas lugares, com o finco de se discutir os desmandos da Igreja. Como o poder era transferido por hereditariedade, aqueles que ousassem participar de uma reunião em público ou mesmo reservada, cujo fato chegasse ao conhecimento dos donos do poder, fatalmente seriam punidos com a pena capital. Isto porque, qualquer reunião fora ou dentro do espaço monárquico (todo o território sob o seu comando) era considerada conspiração contra o Rei e contra a Igreja. Por esse motivo, as oficinas dos pedreiros livres ou engenheiros e arquitetos daquela época (os maçons atuais), no mais das vezes, serviam de espaço para acobertar os descontentes da monarquia e da igreja. As oficinas dos pedreiros livres não eram objetos de suspeitas, porque todos os seus membros, em princípio, eram pessoas livres e de bons costumes. Seus membros tinham por dever iniciático de comportarem-se como pessoas puras, honestas e obedientes às determinações e decisões dos poderes constituídos. Ser pedreiros livres era uma profissão quase nobre, já que a maioria dos seus membros era, também, os intelectuais, matemáticos, astrônomos, engenheiros, arquitetos e professores da época. Entre eles destacavam-se os sacerdotes mais brilhantes das monarquias, os grandes intelectuais daquele e de outros tempos idos. Os iniciados na arte de construir faziam parte de uma casta privilegiada, cujo prestígio era inabalável. Motivo pelo qual, num sistema de governo no qual quase todos senão todos serem escravos, os pedreiros podiam ir vir a qualquer outro país sem a necessidade de maiores delongas. A Maçonaria não é ateísta nem agnóstica. O ateu é aquele que diz não acreditar em Deus enquanto o agnóstico é aquele que não pode afirmar, conscientemente, se Deus existe ou não. Para ser aceito e ingressar na Maçonaria, o candidato deve afirmar a crença em Deus. A Maçonaria não é uma sociedade de auxílios mútuos, ela não garante à ninguém a percepção de uma soma fixa e constante a nenhum de seus membros, na eventualidade de uma desgraça ou calamidade pode reclamar tal auxílio. Entretanto, a Maçonaria se empenha para que nenhum de seus membros sofra necessidades, ou seja, um peso para os outros. O Maçom necessitado recebe de acordo com as condições e as possibilidades dos demais membros da Ordem.
Um aspecto que contam em datas menos recente. Além disto, eles eram dispensados dos impostos. Pois, quase sempre eram requisitados para construírem em outros países, devido à alta capacidade e habilidade profissional, não lhes sendo exigido o pagamento de tributos por nenhum dos poderes, o que era, de certa forma, mais que justo. Daí vem o atributo de pedreiros livres, já que podiam ir e vir livremente e eram dispensados dos tributos. Como conseqüência das reuniões que se realizavam nas dependências das oficinas dos pedreiros livres, sem maiores censuras, os nobres, o clero e os próprios pedreiros livres se conscientizaram de que era necessária a adoção de um novo posicionamento face às pressões dos poderes constituídos. Selou-se, então, a resistência passiva que deu início à reação contra a Igreja e o Poder Monárquico. O resultado foi à queda da monarquia imperialista. A seguir, vejamos a cronologia dos antecedentes que deram origem a transição da Maçonaria Operativa para a Simbólica, cujo maior estímulo foi às matanças religiosas, as Cruzadas e seus sucedâneos. A Maçonaria nem é uma ideologia, nem um "ismo". Ela não se envolve com as sutilezas da filosofia política, religiosa ou social. Mas, ela reconhece que todos os homens têm uma só origem, participam da mesma natureza e tem a mesma esperança e, por conseguinte, devem trabalhar em união para o mesmo objetivo - a felicidade e bem estar da sociedade. Jamais por hipótese alguma poderemos comparar ou trocar nuanças entre maçonaria, seu papel específico e as Cruzadas. A missão da Maçonaria é a de "fazer amigos, aperfeiçoar suas vidas dedicar-se às boas obras, promover a verdade e reconhecer seus semelhantes como homens e irmãos". A missão da Maçonaria ainda é a prática das virtudes e da caridade, é confortar os infelizes, não voltar às costas à miséria, restaurar a paz de espírito e a paz aos desamparados e dar novas esperanças aos desesperançados. E não esse os papel dos cruzados. Uma diferença fundamental: A Maçonaria é uma organização mundial de homens que, utilizando-se de formas simbólicas dos antigos construtores de templos, voluntariamente se uniram para o propósito comum de se aperfeiçoarem na sociedade. Admitindo em seu seio, homens de caráter, sem consideração à sua raça, cor ou credo, a Maçonaria se esforça para constituir uma liga internacional de homens dedicados a viverem em paz, harmonia e afeição fraternal.
1095. Aleixo I Comneno, imperador bizantino, envia uma embaixada ao papa Urbano II, para lhe pedir ajuda. 1095. Ainda na primavera, o papa Urbano II inicia a sua viagem a França. 1095. Em 18 de Novembro, deu-se a abertura do Concílio de Clermont.
1095. A 26 de Novembro, Urbano II lança o seu apelo à Cruzada.
1096. Abril, parte a Cruzada popular dirigida por Pedro, o Eremita, e Gautier Sans Avoir. Massacres de judeus na Renânia. 1096. A 6 de Julho, realiza-se o Concílio de Nimes, quando Urbano II confia a Raimundo de Saint-Gilles o comando de uma das expedições à Terra Santa. 1096. A 01 de Agosto, a Cruzada popular chega a Constantinopla.
1096. No verão, deu-se a partida da Cruzada dos barões (Godofredo de Bulhão; Raimundo IV conde de Toulouse; Boemundo de Tarento; Estêvão conde de Blois; Tancredo de Hauteville e Roberto II conde da - Flandres). O imperador alemão, Henrique IV, e o rei de França, Filipe I, estando excomungados, não puderam dirigir a Cruzada.
1096. Em 21 de Outubro, as tropas turcas e búlgaras do sultão de Nicéia, Kilij Arslan, aniquilaram a Cruzada popular na Anatólia. Pedro, o Eremita escapa ao massacre e foge para Constantinopla. 1096. Em 23 de Dezembro, Godofredo de Bulhão chega a Constantinopla. O imperador de Bizâncio exige, e obtém, após muitas recusas, a promessa de restituição das terras e das cidades retomadas aos muçulmanos, e a aceitação da sua suberania sobre as novas conquistas. 1097 Em fim de Abril, o exército dos barões abandona Constantinopla, passando para a Ásia Menor. 1097. Em maio, Tiro cai nas mãos dos Fatimidas do Egito. 1097. Em junho, ocorre a tomada de Nicéia pelos cruzados, restituída a Bizâncio. 1097. A 01 de Julho, registrou-se a vitória franca contra o sultão turco de Iconium (Konya), em Dorileia. 1097. Em 13 de setembro, os cruzados dividem o exército em duas forças, em Heracleia. Ainda em 20 de outubro, os cruzados atingem a Antioquia, e começa o cerco. A 15 de Novembro, Balduíno de Bolonha abandona o campo dos cruzados e toma a direção de Edessa. 1098. Em fevereiro, os Bizantinos abandonam o cerco de Antioquia. Balduíno chega a Edessa. 1098. Em março, Balduíno de Bolonha proclama-se príncipe de Edessa, após a morte de Thoros, príncipe armênio, que lhe tinha pedido ajuda e o tinha adaptado. Funda assim o primeiro Estado Latino do Oriente. 1098. Em 3 de Junho, deu-se a tomada de Antioquia pelos Cruzados. Boemundo I de Tarento, chefe dos normandos da Itália meridional, recusa devolvê-la aos bizantinos e proclama-se príncipe de Antioquia. 1098. A 4 de Junho, os cruzados são cercados em Antioquia por um exército de socorro, comandado por Kerbogha, enviado pelo Sultanato seljúcida da Pérsia.
1098. Em 14 de Junho, Pedro Bartolomeu descobre a Santa Lança debaixo das lajes de uma igreja de Antioquia. 1098. Em 28 de Junho, os cruzados de Antioquia derrotam as forças sitiantes muçulmanas. 1098. A 26 de Agosto, os Fatimidas ocupam Jerusalém.
1098. Em 12 de dezembro, os cruzados apoderam-se de Maarat An Noman, na Síria. A população é massacrada e a cidade destruída. 1099. Em 13 de Janeiro, os Francos retomam a sua marcha para Jerusalém. 1099. A 2 de Fevereiro, o exército passa por Qal'at-al-Hosn, o futuro Krak dos Cavaleiros. 1099. Em 7 de Junho, o exército franco chega a Jerusalém.
1099. Em 13 de Junho deu-se o primeiro assalto à cidade, sem qualquer preparação prévia, o que culminou em uma imperdoável falha. 1099.
A 10 de Julho, ocorreu o assalto a Jerusalém. A muralha circundante foi atravessada. Em 15 de Julho, firmou-se a conquista de Jerusalém pelos cruzados, seguindo-se o massacre da população muçulmanas e judia. Em, 22 de Julho, , Godofredo de Bulhão foi eleito rei de Jerusalém pelos barões, aceitando apenas o título de defensor do Santo Sepulcro. Em 01 de Agosto, Arnoul Malecorne, patriarca de Jerusalém, foi substituído. A 12 de Agosto, os Francos derrotam os Egípcios em Ascalon, na costa mediterrânica, a norte de Gaza. 1100. Deu-se o acordo comercial entre Veneza e o Reino Franco de Jerusalém. Ainda nesse ano, em 18 de Julho, ocorreu a morte de Godofredo de Bulhão. Balduíno de Bolonha, irmão de Godofredo, príncipe de Edessa, é coroado primeiro rei de Jerusalém em Belém, no dia 25 de Dezembro. 1100-1101. Tivemos as cruzadas de socorro. A primeira foi a Cruzada lombarda, dirigida pelo arcebispo de Milão, Anselmo du Buis, Raimundo de Saint-Gilles, Estêvão-Henrique, conde de Blois, Estêvão, conde da Borgonha e o primeiro oficial do Santo Sepulcro, Conrado. A segunda foi a Cruzadas de Nevers e a terceira foi a Cruzada da Aquitânia. Nenhuma delas conseguiu atravessar a Ásia Menor, sendo sucessivamente vencidas por uma coligação dos diferentes potentados turcos da Anatólia. 1101. Em março, Tancredo de Hauteville, um dos chefes da primeira Cruzada, abandona Jerusalém, regressando ao Ocidente por Antioquia. Em 17 de maio desse mesmo ano, os francos tomam Cesareia. 1102. Raimundo de Saint Gilles toma Tortosa e registra-se a vitória de Balduíno em Ramla. 1103. Deu-se o início do cerco de Trípoli pelos Francos. 1104. Em 7 de maio, ocorreu a derrota dos Francos em Harran: Balduíno du Bourg foi feito prisioneiro e deu-se o detrimento do avanço da Cruzada na Mesopotâmia, que se dirigia para Mossoul, no rio Tigre.1104. Em 26 de maio, os cruzados tomam Acre com a ajuda de uma esquadra genovesa. Gostaríamos de contar com o apoio que nos foi dado por /www.suapesquisa.com/historia/ 1105. Em 28 de fevereiro, Raimundo de Saint-Gilles morre em Mont-Pèlerin, durante o cerco de Trípoli, sendo sucedido por Bertrand de Saint-Gilles. 1105-1113. Os «Assassinos» redobram suas atividades. 1108. Conflito entre Tancredo e Balduíno du Bourg a propósito da restituição de Antioquia a este último. 1109. Em julho, Trípoli cai na mão dos Francos. O conde Bertrand conquista finalmente a cidade de que é titular. 1110. Conquista do Castelo Branco (Safita) e do Krak dos Cavaleiros. 1111. Mawdud, emir ortoquida de Mossul, ataca os Francos, e massacra a população de Edessa quando esta se dirigia para a margem ocidental do rio Eufrates. 1113. Foi publicada a Bula do papa Pascoal II reconhecendo oficialmente a ordem do Hospital de São João de Jerusalém. 1115. Conquista pelos francos do castelo de Shawbak (Montréal), a sul do Mar Morto. 1118. Morte do imperador Aleixo Comneno; a sua filha Ana começa a redação da Alexíada. 1118. Em abril, ocorreu a morte de Balduíno I; sucede-lhe Balduíno du Bourg. 1119. Batalha de Ager Sanguinis (do campo de sangue). O emir el Ghazi, de Diyarbakir aniquila o exército franco de Antioquia, perto de Atareb. 1119-1120. Nove cavaleiros ocidentais fundam, em Jerusalém, a Milícia dos Pobres Cavaleiros de Cristo, que mais tarde se constituiu na Ordem dos Cavaleiros Templários. Para alguns estudiosos essa fundação ocorreu em 1118 e para outros, ela teria surgido, de fato, em 1114. 1123. Em 29 de maio, os Egípcios foram derrotados em Ibelin pelo primeiro oficial do rei, Eustáquio Garnier, regente do reino durante o cativeiro de Balduíno II. 1124. Em 7 de Julho, ocorreu a tomada de Tiro pelos cruzados.
 1129. Em Janeiro, deu-se o Concílio de Troyes: a Ordem do Templo (os Cavaleiros Templários) foi oficialmente reconhecida pelo papa Honório III. 1129. Em 18 de junho, Zinki instalou-se em Alepo e fez apelo à Jihad contra os Francos. 1131. Em 14 de setembro, morreu Balduíno II; Foulques V, de Anjou, rei de Jerusalém. 1135. O Hospital de São João de Jerusalém transformou-se em ordem militar. 1142. O Krak dos Cavaleiros foi cedido aos Hospitalários de São João. 1143. Em 25 de Dezembro, Zinki, atabaque de Alepo e de Mossul, toma Edessa. Que Deus abençoe a todos e que possamos retirar essa mancha negra de nossas vidas e partirmos em direção a paz tão almejada, fazendo jus a caridade, a fraternidade e os belos ensinamentos do Mestre Jesus que foram totalmente desvirtuados pela Igreja Católica.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE

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Enviado por Paivinhajornalista em 22/08/2007
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