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TEORIAS DA COMUNICAÇÃO

Teorias da Comunicação

Diagrama ilustrativo da Comunicação

A concepção atual da comunicação é muito mais abrangente e complexa do que a visão de Aristóteles complementada pela corrente americana, interessada em contribuir para a comunicação atingir os objetivos do marketing. O emissor não mais é visto como a figura principal e ativa. E o receptor agora é visto como elemento importante e ativo no processo.
Teorias da Comunicação
Breve resumo para estimular o estudo e a reflexão.
Teoria dos Usos e Satisfações
Em relação à comunicação, o cidadão tem as seguintes necessidades a serem satisfeitas:
Entretenimento. Como escape psicológico às agruras do cotidiano. Relacionamento pessoal. Busca de companhia e agenda temática. Identificação projetiva. Busca de referência personalizada; reforço de opiniões; solução para males existenciais. Vigilância. Identificação de tendências, novidades, moda.
Knowledge Gap (intervalo de conhecimento)
Teoria cujas pesquisas mostram que quanto menor o nível cultural, menor é a absorção de informações. Quanto maior a complexidade, maior o Gap. Diminui com o envolvimento, o interesse e a necessidade do cidadão com o assunto.
Gate Keeping (Kurt Lewin 1947)
Pesquisa de Kurt demonstrou que as notícias dos meios de comunicação sofrem uma seleção técnica (filtragem da informação) e subjetiva (distorção involuntária) tendo em vista o interesse jornalístico e a necessidade de alcançar o lucro para manutenção do meio de comunicação.
A Espiral do Silêncio - Opinião Pública: nossa pele
-Elisabeth Noelle Neumann 1984
Seus estudos concluíram que há um duplo fluxo da informação. As notícias atingem os receptores, mas também atingem a influência concreta dos líderes de opinião demonstrada nos meios de comunicação, mas também a influência do que o receptor imagina que os outros pensam sobre determinado assunto.
Projeção Dissonante (Glynn 1986)
Pesquisas mostraram a tendência de o cidadão dar respostas politicamente corretas.
Disfunção Narcotizante (Lazarsfeld)
Discute a questão se a mídia é agente de mudança ou de reforço? Conclui que é reforço. Há pesquisas interessantes que mostram que as pessoas preferem ler textos que reforçam seus pontos de vista, do que textos que abordam idéias opostas ou diferentes. Há uma tendência de se manter os paradigmas, certos ou errados.
- Exposição seletiva. Busca de informações que confirmem seus pontos de vista.
- O excesso de informações leva os meios a aturdir e entorpecer a sensibilidade do público, resultando em desinteresse.
Dissonância Cognitiva (Leon Festinger 1957)
Ao detectar incoerência em suas crenças, atividades ou comportamento, o indivíduo sofre um sentimento de inquietação, gerando impulso para restaurar a coerência.
- Não fazer; - Racionalizar; - Mudar a crença.
Semiótica
Quanto mais previsível a mensagem, menor sua capacidade de chamar e reter a atenção. Quanto mais imprevisível e original, maior a probabilidade de apreensão por um receptor. Quanto maior a taxa de novidade de uma mensagem, mais seu valor informativo, sendo maior a mudança de comportamento.
Teoria da Agenda Setting
Pertencente à Escola Americana, também conhecida como função de Agendamento ou Estudo dos Efeitos a Longo Prazo. A comunicação de massa não tenderia a intervir diretamente no comportamento, mas influenciar o modo como o destinatário das mensagens mediáticas organiza seu conhecimento do mundo. Os meios de comunicação atuam no sentido de fornecer os temas de discussão na sociedade, embora o processo de seleção seja arbitrário e subjetivo. Assim, o jornalista é um gatekeeper, um porteiro, que abre e fecha a porta para as notícias. Aquelas que parecem mais interessante para o jornalista são publicadas, as resultantes são esquecidas. Os meios de comunicação social, pelo fato de abordarem certos assuntos e não outros, têm a capacidade não intencional de agendar temas que são objetos de debate público em cada momento. Principais idéias da teoria:
A comunicação social não diz às pessoas o que pensar, mas tem alguma influência quando se trata de dizer às pessoas sobre o que devem pensar.
Trata-se de influência, geralmente não intencional, e não de "manipulação" ou de "persuasão". Mostra que os efeitos da comunicação social são muitas vezes imprevisíveis e incontroláveis.
Mostra que a comunicação social pode ter efeitos diretos sobre a sociedade
quanto maior for à ênfase dos media sobre um tema e quanto mais continuada for à abordagem desse tema maior será a importância que o público atribuirá ao assunto em causa na sua agenda.
Quanto maior for à mediação da comunicação interpessoal, quanto mais intenso e alargado for o debate público de um tema, menos relevante é a influência dos media;
A hierarquização temática por parte da comunicação social pode não ter correspondência na agenda do público.
Os efeitos de agenda-setting dependem dos receptores e dos assuntos: quanto maior for à necessidade de orientação ou a ignorância de uma ou várias pessoas sobre um assunto, maior o poder de agendamento dos media ao nível dessa pessoa ou desse grupo de pessoas.Por vezes assiste-se a uma grande dissonância entre a agenda do público e a agenda dos meios de comunicação: os meios centrariam a sua atenção sobre as peculiaridades políticas, econômicas e desportivas do dia a dia enquanto as pessoas estariam mais interessadas naquilo que para elas tem importância direta (melhor saúde, emprego, etc.) (http://www.sp-ade.org.br/comunica.html)-(Dia 28/10/2006, às 22.30m http://www.sp-ade.org.br/comunica.html).
Existem muitas teorias para o surgimento da Comunicação, aqui apomos várias formas para melhor compreendermos a guisa de esclarecimento e não de conhecimento, pois um estudo mais aprimorado e vasto é de suma importância. Sempre estamos contando fatos e relatos com viés na antiguidade, visto que tudo teve inicio por lá. As primeiras formas de Comunicação do Homem foram através de gestos e sons. Tal e qual fizemos em anotações nas entrelinhas dessa monografia, as pinturas rupestres, que remontam à Pré-História, são os mais antigos registros feitos pelo Homem. Nelas representou o seu quotidiano e pode-se considerar-se uma forma muito primitiva de pictografia. A pictografia é a primeira forma de escrita, formada por conjuntos de figuras (pessoas, animais, objetos), denominadas pictogramas. Para registrar e transmitir informação mais complexa, as sociedades desenvolveram ideogramas, símbolos que representam idéias abstratas. Os caracteres chineses são hoje a evolução de uma combinação de pictogramas, ideogramas e sinais que indicam sons.O alfabeto é diferente deste tipo de escrita, pois uma letra representa um som e as letras são combinadas para formar palavras. Também foi um avanço intelectual do homem através da procura do saber.  Os mais antigos sistemas de escrita chegam-nos dos Sumérios, Mesopotâmia, que inventaram a escrita cuneiforme, em cerca de 3000 a.C. Esta escrita é uma simplificação da escrita pictográfica, e deve o seu nome ao uso de um estilete em forma de cunha na gravação de tábuas de barro. As mensagens, gravadas em tábuas de argila, eram enviadas ao destinatário em “envelopes” do mesmo material, por um mensageiro. Estávamos cerca do ano 2000 a.C. a transmissão de mensagens precisas e céleres para lugares mais distantes, eram vitais na estratégia militar.
A comunicação é rica em particularidades e pode interagir com qualquer outro tipo de atividade humana, mas não podemos deixar de citar os mais simples e eram na época de um valor incomensurável para os primatas, esses objetos serviram e muito aos nossos antepassados e o mais notório e importante é que se usam alguns desses meios como lazer esportivo. Tambores, andorinhas, pombos, fumo, cavalos, todos foram utilizados para enviar mensagens. Com sinais visuais, através da linha telegráfica visual foi possível transmitir mensagens à distância, com maior rapidez. Com a descoberta do eletromagnetismo, este telégrafo foi substituído pelo Telégrafo Elétrico e as comunicações entraram numa nova era.
O rádio, o jornal e a TV são poderosos meios de comunicação e têm sido pouco utilizados pelo movimento espírita...
Enfim, a “Os Meios de Comunicação” seja ele qual for jamais deverá ser excluído das atividades que querem mostrar suas nuanças e também repassar seus ensinamentos, suas atividades culturais, religiosas e de entretenimento, por isso, a comunicação é a estrela guia de qualquer religião, seita ou sincretismos religiosos.
Com essa afirmação de Kardec encerro o primeiro capítulo da
Importância da mídia para a divulgação do Espiritismo
 Uma frase do Espírito EMMANUEL tem sido repetida no movimento espírita como se fora uma preciosidade literária, mas a nosso ver trata-se de uma frase ôca semanticamente, EMMANUEL teria dito (ainda não encontramos onde ele disse isto): “A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação”... Ora, a divulgação da Doutrina não é “caridade”, até porque o Espiritismo não precisa de caridade de ninguém, as pessoas sim! A palavra “caridade” tem sido amplamente empregada abusiva e desnecessariamente, muitas vezes para justificar o injustificável...
 DEUS a tudo provê – é uma grande verdade. A Espiritualidade Superior não precisaria da mídia nem de estratégias materiais, terrenas, para a divulgação de sua Doutrina, essencialmente espiritual... Isto ficou notório para os espíritas quando do episódio do Auto-de-fé de Barcelona, ocorrido em 09 de outubro/1861, no qual vários livros de autores espirituais, inclusive alguns da codificação, foram queimados em praça pública, contrariando os mais lídimos direitos dos co-autores encarnados... Não obstante, KARDEC foi orientado pela Espiritualidade Maior para que não entrasse em litígio do ponto de vista legal, como era sua intenção, pois aquela afronta ao Espiritismo e à lei seria fonte de propagação para o próprio Espiritismo nascente. E assim foi...
Contudo, o ditado popular “ajuda-te que o céu te ajudará” exige do espírita um papel na divulgação do Espiritismo. O próprio codificador assim se posicionava em relação ao assunto, no seu PROJETO – 1868, publicado em OBRAS PÓSTUMAS.
OBSERVAÇÕES: Dois minutos por semana na televisão, em horário nobre, durante 6 meses, faria todos conhecerem o que é o verdadeiro Espiritismo. E as igrejas que falam inverdades sobre nossa doutrina teriam que explicar para seus seguidores tudo o que falaram de impropriedades. Seria uma revolução cultural. Além do que aumentaria substancialmente os seguidores do Espiritismo. Mas o que se vê no meio espírita? Forças aglutinando-se para terem atitudes “fazedoras”? Não! (ALKINDAR DE OLIVEIRA (op. cit.)).
Devemos mostrar e dignificar o crescimento da Comunicação, partindo da antiguidade, dos primórdios da natureza, da história do ser hominal, até a invenção do papel pelos chineses. No entanto não devemos esquecer a preocupação do homem na descoberta de um meio que lê pudesse apor seus conhecimentos, surgiram então os papiros, os pergaminhos e até a argila como meio de comunicação impressa. O homem apesar de sua imperfeição sempre procurou algo que tornasse sua convivência mais simples e dignificante. O tempo passava e novas tecnologias iam surgindo.
1-A história do Rádio: http://www.microfone.jor.br/historia.htm/A História da 2-2-Televisão Brasileira: http://www.microfone.jor.br/historiadaTV.htm/ 3-Tudo sobre Televisão: http://www.tudosobretv.com.br/histortv/  http: www.wikipedia.org/4-http://www.controle.net/images/botoes/jornalista.jpg


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE
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Enviado por Paivinhajornalista em 27/08/2007
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