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Por que votei NÃO

 
Com relação às armas, profetizei tempos atrás: “tem sacanagem por trás desse projeto!”. Só pode. Nesta amada e subtraída Terra de Santa Cruz, sempre tem alguém em vantagem, “comendo” alguém, ou enchendo os bolsos com a grana alheia. Vocês já notaram com a indústria de armas está quieta, confiante? Se eu fosse do ramo, já tinha me mexido para evitar o prejuízo.

De uma velhinha, na fila do “super”: “A gente entrega a arma hoje, a R$ 100 e amanhã ‘eles’ voltam atrás, e vamos comprar outra por R$2.000”. Se hoje “eles” mexem nesse direito; amanhã em qual vão mexer? O jornalista Alexandre Garcia, diz que: "não vejo por que impedir o cidadão de exercer o direito da legítima defesa. O governo tenta desarmar as pessoas de bem, que têm armas para sua defesa, enquanto a bandidagem está aí, armada até os dentes.

Em São Paulo quase 30 edifícios já foram assaltados sem pressa. Os bandidos entram e ficam com a confiança de que não haverá reação; as pessoas não têm armas para se defender. Pior: você sabia que vão gastar 600 milhões de reais com o referendo? E se esse dinheiro fosse aplicado nas polícias?”. Nesse bundalelê entram artistas, veados, publicitários, intermediários, todos querendo faturar... A corja oficial, apoiada pela mídia sabe disto, mas insiste no plano. Tem alguém ganhando.... Os babacas defensores do desarmamento falam em “acidente”.

Se for assim, vamos proibir motos, ferramentas, leite quente, que produzem acidentes. Eu tive dois acidentes com arma; uns dez com veículo, e dois com garrafa de champanhe. As mortes ocorrem pelas armas dos bandidos, e isso foge às estapafúrdias “estatísticas oficiais”. A magistrada aposentada Denise Frossard diz que “sendo aprovada a proposta e em nada reduzindo a criminalidade, veremos aumentar a incredulidade da população com as medidas que venham do Estado.

Com isso, continuaremos perdendo um importante aliado na luta contra o crime: a confiança do cidadão no Estado”. Reduzir a criminalidade, com nosso modelo socioeconômico é uma proposta equivocada. A proibição do comércio legal de armas não fará recuar um milímetro da ousadia do crime, não baixará a taxa de delinqüência das ruas nem mesmo irá diminuir a sensação de insegurança que, hoje, atinge a sociedade brasileira. A polícia não vem quando se chama, e nesse risco, segundos são vitais. Por isso, cada um deve confiar em si mesmo. É uma absurda ingenuidade de uns (e razões suspeitas de outros) imaginar que, diante da proibição do comércio legal, ninguém mais comprará ou deixará de portar armas. É melhor se “incomodar” de arma na mão, do que desarmado. “Acidente” é você ver sua casa invadida e não poder fazer nada.

O jornalista  Juremir Machado da Silva ironiza, quando diz que “a insegurança no Brasil é tão grande que nem bandido pode mais trabalhar tranqüilo. Imaginem o que pode acontecer a um bandido no exercício da sua profissão ao deparar-se com uma vítima armada? O plebiscito de outubro, a respeito da comercialização de armas de fogo, poderá acabar com essa situação absurda. Se o comércio de armas for proibido, os bandidos terão muito mais segurança no trabalho. Não haverá mais a dúvida que hoje os dilacera, antes de invadir uma casa, e os obriga a alguma cautela.


Será muito mais fácil e adequado atuar com a certeza de que a vítima estará desarmada”. O tradicionalista Nico Fagundes alerta que “o inimigo é o bandido – a quem cabe desarmar – e não o cidadão”. Ora, a polícia não desarma os bandidos e o Governo, cuja credibilidade está abaixo do cocô do cavalo do bandido, vai, no canetaço desarmas as vítimas. Nunca o bandido esteve tão protegido! E eles vão denunciar o chefe-de-família que os receber a bala... Com o cidadão desarmado cai por terra a balela de que o lar é inviolável. Os bandidos agradecem. Já era tempo de se tomar uma providência. O lobby da categoria atuou fortemente junto ao nosso desacreditado Congresso. O desarmamento será a alegria do crime. Quem (sobre)viver verá. Vote opção 1: não!
Antônio Mesquita Galvão
Enviado por Antônio Mesquita Galvão em 25/10/2005
Código do texto: T63401
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Sobre o autor
Antônio Mesquita Galvão
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 74 anos
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Antônio Mesquita Galvão