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Um devoto de Maria jamais se perde


A cada ano, no dia 16 de julho, nós, católicos, celebramos a grande solenidade de Maria, Nossa Senhora do Carmo, uma das devoções marianas mais antigas na história da Igreja, relacionada com o santo Escapulário que é uma representação concreta do abraço protetor da Mãe do céu. De fato, a devoção a Nossa Senhora começa pelo próprio fato de ela ter aceito ser a mãe do Filho de Deus, e com isto passa a ser modelo dos que querem concretizar em suas vidas o projeto de Deus. O sim de Maria é um mistério de fidelidade e amor.

Desde o início do cristianismo Maria foi morar na casa de João, o “discípulo amado”. Na entrega da cruz. em favor de nossa salvação, Jesus  disse: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe” (Jo 19, 26-27). Desde aquele momento todos nós passamos a ter uma grande intercessora para se tentar concretizar os valores do Reino de Deus na história. Maria não é deusa, mas sim a maior colaboradora no plano de Deus. Se Jesus tivesse outros irmãos, como dizem alguns por aí, a mãe teria sido confiada a eles... Desde o fim do primeiro século urgiram muitos títulos dados a Maria, mãe de Jesus, no decorrer da história que seria muito difícil descrever todos eles. Um dos mais tradicionais é o título de Nossa Senhora do Monte Carmelo, uma alta montanha em Israel, onde os primeiros eremitas cristãos alimentavam uma profunda devoção a Mãe.

Estes eremitas, devido às perseguições religiosas foram para a Europa. No dia 16 de julho de 1251, Nossa Senhora aparece a Simão Stock (um santo carmelita), num momento de crise na Ordem Religiosa. Apresenta a ele o Santo Escapulário como símbolo de sua proteção materna. Faz a grande promessa de que quem estiver com ele no dia de sua morte será muito bem amparado por seu amor materno. O Escapulário passa a ser uma forma externa de tentar imitar as virtudes da “Cheia de Graça”. É emocionante ver que Maria está sempre atenta aos seus filhos, ela tem um cuidado todo especial para que eles não se percam nos desvios solicitados pela forma errada de se usar a liberdade. Sua atitude em Caná denota essa mediação.

Desde o monte Carmelo (Jardim Florido), os primeiros eremitas alimentaram esse grande amor a Mãe de Jesus. Quando a Igreja coloca Maria como modelo de virtude na plena aceitação da vontade de Deus , está mais próxima do verdadeiro seguimento de Jesus Cristo. A obediência a Deus pela fé que Maria viveu foi fundamental para a concretização do plano de salvação projetado de Deus. Séculos depois, Santo Afonso de Ligório († 1787), um “doutor mariano” afirmaria “um devoto de Maria jamais se perde”. Nosso mundo vive na promoção das “relações comerciais”, e talvez por causa disto não temos mais espaço para o fundamental da existência humana. Perdemo-nos no superficial e desprezamos a essência.

Quando vivemos a contemplação e a aceitação do mistério de Deus, como Maria viveu, estamos aptos para administrar a nossa vida dando-lhe um sentido solidário que leva a uma vivência comunitária. Na simplicidade de Nazaré, Maria ensinou a disponibilidade ao plano de Deus, permanecendo fiel até o fim. Pela riqueza do seu sim, ele favoreceu a salvação ao mundo. Foi Jesus que comprou a nossa salvação, mas Maria foi ativa, pois disse sim a Deus, desde o princípio. Ela jamais pensou em sua realização pessoal, mas sempre teve em mente a felicidade dos amigos de seu Filho.

Há dias assisti na tevê o depoimento emocionado de um pastos pentecostal, em São Paulo, que descobriu a riqueza de Maria, a qual passou a chamar de “minha santíssima mãe”. Não é difícil observar a rendição de alguns protestantes à doçura materna de Maria. O uso do Escapulário não é um amuleto, mas representa devoção à mãe de Jesus, que quer ajudar de qualquer forma seus filhos a viverem felizes, a perseverar na vida da graça, tornando-se serem livres do pecado que nos afasta de Deus.

                                       
Antônio Mesquita Galvão
Enviado por Antônio Mesquita Galvão em 25/10/2005
Código do texto: T63425
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Sobre o autor
Antônio Mesquita Galvão
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 74 anos
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Antônio Mesquita Galvão