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REFLEXÕES DE UM POETA

REFLEXÕES DE UM POETA (16/07/05)

        Vivemos em um mundo onde predomina a futilidade, a superficialidade e o artificialismo. Tudo vale à pena para se ter um momento de glória. O popular “quinze minutos de fama”. As pessoas estão valendo de acordo com o carro que possuem, a marca do celular ou a grife de roupa que estão vestindo. Pouco importa como conseguiram chegar lá, pois para muitos os meios justificam os fins, haja vista os grandes escândalos nacionais que agonizam nosso país.Vivemos numa crise, não só política, mas da ética e dos valores mais elevados. Atingir o ápice da pirâmide é a principal meta e pobre daquele que ficar à mercê do consumo e sem condições de competitividade.
                     Infelizmente, as pessoas são mais valorizadas pelo que têm e não pelo que essencialmente são. Daí o individualismo que impera no mundo e as grandes desigualdades sociais. Cada um deve cuidar dos seus interesses e aumentar o seu poder aquisitivo. O governo e as igrejas que tratem dos excluídos, pois a omissão é sempre o caminho mais fácil e o menos tormentoso.
                        Ao poeta cabe nadar contra a correnteza. Escrever não sobre as guerras que dividem povos e assassinam inocentes, mas sobre a esperança que une multidões. Difundir a paz e o humanismo entre os povos. Acrescentar algo ao semelhante clamando contra a dor, pelo amor e por uma vida mais digna para todos.
                        Ser uma voz que se erga na defesa dos oprimidos, dos cativos, dos fracos e dos heróis de anônimo silêncio. Uma voz que abrigue as mães sem leite e nem mel, pessoas excluídas pelo preconceito e exclusão social. Uma voz que procure e defenda o canto calado de homens justos, pois muita é a vaidade tingida na alma pequena. São muitos os gemidos do mundo. Muitas são as redes do abismo e o jogo do cinismo. Bengala dos falsos. O verniz da hipocrisia social, por um mundo fútil, artificial, sem valores sociais e espirituais.
                        É preciso acordar. É tempo de despertar. É tempo de valorizar o patrimônio de vida dos mais velhos. É tempo de cuidar das nossas crianças,  promessas do amanhã. É tempo de amor e de fé. É chegado o tempo dos poetas, dos artistas, dos bons, dos retos, dos puros de alma. É chegada a hora da solidariedade e da fraternidade entre as pessoas. Uma verdadeira Cavalgada de Esperança, sem medo, nem vinganças, ódios ou rancores.
                        Ainda não é Natal e nem Páscoa, mas é tempo de Cristo!

pássaro poeta
Enviado por pássaro poeta em 26/10/2005
Código do texto: T63986

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Sobre o autor
pássaro poeta
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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