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PRECE AO CRIADOR

PRECE AO CRIADOR
 

Oh! Meu Deus!... O que vejo através da porta da vida?
São dores agachadas pelas tragédias incontáveis; são acidentes de trânsitos, de homens que trabalham em alturas, em força elétrica, em oficinas, enfim são desastres inenarráveis de várias espécies, que vão ceifando vidas em plena mocidade...
Vejo luto, miséria, pessoas em farrapos, tristonhas, pálidas, mendigando nas praças e ruas, buscando a caridade pública, o amor do próximo, a piedade...
Oh! Meu Deus! Guerras intermináveis como o Oriente Médio, Guerras Santas de cunho religioso, mas que de Santa nada tem. Guerras cruentas, como as dos traficantes de drogas na Favela da Rocinha, e em outras comunidades no Rio de Janeiro. Guerras que avassalam homens e nações, plantando cruzes, aflições, desespero, massacres inacreditáveis, tormentando corações, espalhando terror e orfandade.
Oh! Meu Deus!.. O que vejo através da porta da vida?
Assaltos à mão armada, torturas física, espirituais e morais, seqüestro, maldade, crimes nefandos, o mal crescendo a cada dia nesta terra tão pobre de amor, de paz, de fé e entendimento. Oh! Meu Pai Celeste, lances o teu Olhar à terra, por um momento para ver o sofrimento do teu povo.
Crianças de outras terras na orfandade, andando pelos caminhos da perdição, varando estradas sozinhas, cansadas, desmanteladas, desmemoriadas, assustadas, vítimas inocentes do monstro chamado “guerra”, que acabou com seus pais, pelos tiros dos canhões, após o rigor da matança, semeando fome, sede e tristeza, sofrimento, desolação e pavor...
Oh! Meu Deus!... O que vejo através da porta da vida?
Catástrofes, terror, mentira, ódio, arrastando cidades, acabando com as vidas, sem ao menos olhar idade, destruindo tudo com proporções de calamidade... deixando o gosto amargo em tudo e uma eterna saudade...
Cerrando meus olhos para conter a lágrima do meu pranto... é que elevo a ti a prece: Oh! Meu Deus! Pai Amantíssimo de Misericórdia e de Amor. Oro neste momento, pedindo clemência, paz e esperança para todos que sofrem, que vivem sério dramas de consciência, os tristes, os aflitos, os deserdados da sorte, os abandonados, os enfermos, os condenados que estão esperando a morte...
Oro assim, pelos maus, os insensatos, os assassinos, os inclementes, os tresloucados, os infames, os brutais, os infelizes, que destroçam a felicidade em poucos minutos, com tanta maldade, tanta loucura, tanta ambição, tanto instrumento de destruição, tanto ódio no coração e ausência total de amor.
Oh! Meu Deus!... Pai Infinito do Amor, tu que és o Grande Arquiteto do Universo, Detentor da Paz Universal, se apiedei de nós, que somos pecadores... gente sofrida que implora um pouco de tranqüilidade... Essa gente que chora para seu lar volte a ter harmonia, para que fuja do monstro da maldade e os olhos de toda criança, volte o brilho da alegria e esperança, que os pássaros vibrem sons de eterna melodia, que volte o colorido da natureza, para vermos campos e pomares, cidades e jardins com bastante alegria.
Que volte a primavera, exalando o perfume de suas flores, que volte todas as estações do ano, cada qual com suas características. Todas elas são bem vindas, trazendo sua magia, paz, amor, alegria e felicidade.
Que volte a poesia... Oh! Meu Deus! A essa vida tão vazia volte à alma cheia de amor, que o verde da hera subindo pelos muros, não seja tão triste e tão descolorida e sem esperança... que tudo volte a ti oh! Meu Deus!...
Pai de Amor, que tens a Força, o Poder e a Bondade, faças nascer de novo em cada um de nós o Cristo da Verdade, esplendendo em luz, paz e amor, suavizando o sofrimento e a dor. Que nos ensine novamente, o caminho da fé, da esperança e do amor, que a fraternidade nos ensine o verdadeiro símbolo da cruz... que não falte mais a tua luz.
Que possa brilhar no mundo, a estrela do amor, unindo nossos corações num amor profundo, num amor infinito, junto a ti Excelso Pai, Supremo Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. Que assim seja!

 

tancredo
Enviado por tancredo em 27/10/2005
Código do texto: T64152
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Sobre o autor
tancredo
Valença - Rio de Janeiro - Brasil, 76 anos
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