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Corrupção passiva! (e não é dos políticos...)

A próxima eleição promete! Alguns candidatos já se consideram invencíveis em nosso município – não tem pra mais ninguém! - é o que eles pensam e divulgam... Será?! O meio político até vê isso como uma real possibilidade, mas será que o eleitorado também tem o mesmo olhar?

Eleição é sempre uma caixinha de surpresas e o que menos se espera pode acontecer. Claro que estratégia é válida, empenho também e acreditar é importante. Mas todos que querem vencer pensam e agem de forma mais ou menos igual. Cada um luta com as armas que tem, conta com a sua força e torce pela fraqueza do adversário - constante ou momentânea, tentando de todas as maneiras unir forçar para garantir a si a vitória -  confiando que desta vez será melhor que na anterior...

Uns que já ganharam e depois perderam, acham que foi um azar momentâneo ou uma falha de estratégia que não deverá se repetir; quem está no poder usa descaradamente a "máquina" e confia que ninguém lhe tira a reeleição; outros que ainda não vivenciaram o gostinho da vitória, imaginam que pode ser a sua chance - pelo diferencial perante o eleitorado ou pelo momento oportuno. A verdade é que ninguém tem bola de cristal... O eleitorado pode ser muito melindroso; a maioria não sabe o que quer e se sabe nem sempre consegue não se deixar iludir por falsas promessas ou ilusões de salvadores da pátria – tão comuns em época de eleição! Mas também esconde o que pensa (principalmente do candidato - para este, todos votarão nele!) e acaba não pensando direito na hora de votar...

Vivemos numa democracia que mais parece, ainda, a época do café-com-leite. O cabresto ainda funciona e sempre vai funcionar. O dinheiro é mola-mestre numa cultura onde levar vantagem momentânea tapa os olhos para as mazelas do futuro. O patrão é o endinheirado de sempre! Fortunas são investidas por partidos poderosos e os pequenos ficam a ver navios.

Cabos eleitorais abundam nessa época, representando interesses de deputados e senadores. Tiram suas vantagens financeiras em nome de uma representação perante seus eleitores mais próximos. Isso é muito comum no interior e nos cafundós do sertão, onde o Judas perdeu suas botas e o povo sequer distingue democracia de teocracia, Partido Verde de Palmeiras ou propaganda vulgar de propaganda subliminar. Só sabe a diferença do feijão com o arroz (no prato) e para ele já está de bom tamanho! O resto, diz ele, é frescura...

Para este tipo de eleitor o que conta é o candidato mandar alguém levar um paninho de prato, uma canetinha, uma réguinha ou um presentinho qualquer (se for uma cesta básica é melhor!) e garantir que vai pegá-lo no terreiro no dia da eleição (nesse dia todos os táxis e vários carros particulares abastecem por conta de alguém no posto de combustível e tiram o seu por fora). É assim que o povo pensa e age – primeiro em si, depois na comunidade. Se pensar...

Vivencia o momento da maneira que lhe for mais vantajosa, sem medir conseqüências para a comunidade. A maioria não tem, sequer, noção real do que faz – acha que está certo e não tem nenhum peso na consciência (como tê-lo, se não tem consciência do ato?). Assim caminha, infelizmente, a humanidade! Corrupção passiva de um povo que reclama da corrupção dos políticos que estão no poder... Pois é, pois joão, pois tonho, pois quim... E tenho dito! E outros nomes também... tanto de um lado quanto do outro!

Lourenço Oliveira
Enviado por Lourenço Oliveira em 06/09/2007
Reeditado em 06/09/2007
Código do texto: T641853
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Lourenço Oliveira
Salesópolis - São Paulo - Brasil
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