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Pit Bull

          Houve uma época, lá pelos anos 80, 90, que a moda era falar mal dos Dobermanns. Diziam que era violento, que o cérebro desenvolvia mais que a caixa craniana, o que levaria o animal à loucura. O Dobermann foi “atropelado” por uma série de denúncias, tanto que hoje em dia raramente se vê tão belo cachorro. Tive a sorte de criar Dobermanns, registrei um canil, onde a matriz era Savanna, marrom, meiga, sociável, que deu quatro crias fenomenais. Além dela, criei dois filhotes, Gullith e Paladino, este último tem quase dez anos e continua um “meninão” lindo, na casa dos meus pais.
          O tempo passou e há onze meses e vinte e um dias eu e Lynara criamos Tuca, uma Pit Bull albina, carinhosa, companheira, atenciosa. E lá vem um monte de “entendido” denegrir a raça. O que diziam dos Dobermanns agora falam dos Pit Bulls. Não tiro a razão de quem foi atacado ou teve um ente querido, às vezes, até morto por um animal, quando lamenta, critica e chega ao ponto de pedir a extinção da raça. Mas continuo com a certeza que o animal, seja ele qual for, é o reflexo do seu dono.
          O animal não é para ser usado, é para ser membro integrante da família. Merece carinho, cuidados médicos, alimentação de qualidade, como todo ser vivo.
          Quando resolvi criar uma Pit Bull, apesar de ter escutado dezenas de “conselhos” para não fazê-lo, tinha a consciência que estaria lidando com um animal de uma força fenomenal, ágil, esperto. Não crio uma Pit Bull para sair com ela por aí como se fosse um troféu, ou para ameaçar ninguém. No lugar de agredi-la fisicamente quando “apronta alguma”, converso com ela, falo sério, imponho limites. E ela obedece. Respeita, sem temer.
          Até dois meses atrás, se eu fosse acreditar que Tuca poderia ser agressiva, não a deixaria conviver com os três gatos que eu criava. Os quatro se divertiam 24 horas por dia. Até que meus três felinos foram mortos justamente por um ser “racional”, mas covarde ao ponto de envenená-los. E aí? Quem é violento? O Pit Bull ou quem o transforma numa máquina para matar e não sabe criá-lo devidamente?
João Ricardo Correia
Enviado por João Ricardo Correia em 11/09/2007
Código do texto: T647894

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Sobre o autor
João Ricardo Correia
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 45 anos
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João Ricardo Correia