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Submissão


A cineasta Komme Adibe, nigeriana de nascimento e holandesa naturalizada, 36 anos, instaurou uma nova e efervescente polêmica na Europa. A forte chamada para seu filme, “Submissão” é a imagem de uma mulher caída no chão, toda lanhada de agressões, onde a cineasta fez projetar em suas costas nuas um trecho do Corão, justamente aquele que fala no direito do marido em bater na esposa "desobediente".

Assim como os muçulmanos decretaram a morte de Salmon Ruchdie, por seus “Versos Satânicos”, obrigando-o a se esconder, também os aiatolás islâmicos decidiram que a punição de Komme deveria ser a morte. A intelectual teve que abandonar sua casa e viver escondida, em pleno século XXI. Komme, vem de família muçulmana, da África.

Aos sete anos sofreu extirpação do clitóris, pois, segundo os ideólogos da barbárie, mulher é para ser serva do marido e dar-lhe muitos filhos. Prazer é coisa proibida para elas. Curiosamente, toda esta violência contra uma cineasta ocorre na Holanda, país que é centro mundial da liberdade de expressão.

Ora, o cidadão civilizado, quando ofendido, busca justiça nos tribunais. Se o filme tem alguma coisa ofensiva, vamos buscar, pelas vias legais, impedir sua veiculação. Mandar matar desafetos religiosos ou culturais, só porque não pensam como a gente, é coisa da baixa Idade Média, do tempo de Maomé. Parece que os muçulmanos não conhecem outra linguagem que não seja a da violência, da conspiração e da morte por emboscada. É incrível, se não fosse revoltante, a arrogância da cultura islâmica com relação ao Ocidente.

Sem condições de vida em seus países, eles imigram para a Europa e lá querem impor suas tradições. Embora matriculem os filhos em colégios cristãos, não querem que se lhes ensine religião, nem que haja crucifixos e/ou imagens religiosas no ambiente escolar. Há movimentos dessa gente, na Itália, França, Grécia, Alemanha, para se retire das ruas nomes de santos, papas e líderes religiosos, pois sob os olhos de Alá, isto é abominação.

Alienados, como todo o fanático, eles não assistem televisão, mas seus prédios, autênticos guetos, são bordados de antenas parabólicas, para assistirem os programas do Oriente Médio, a maioria eivada de propaganda ideológica, religiosa e racista, incentivando a violência contra o infiel europeu (e americano). A Europa está assustada com os 6 milhões de muçulmanos que lá vivem, clandestinos ou naturalizados. A submissão que a cineasta nigeriana denuncia em seu filme, constata-se nas ruas da Europa.

As mulheres das nações árabes usando aqueles anacrônicos lenços na cabeça, caminhando na rua, não ao lado do saib (senhor), mas quatro passos atrás. Vi em Atenas, numa taberna, no elegante bairro da Plaka, uns quatro casais de muçulmanos. Os homens, vestidos como gente; as mulheres com batas e panos na cabeça. Os quatro homens, numa mesa de pista, conversando seus assuntos. Elas, submissas, na mesa mais atrás, falando, por certo em filhos, religião e suas pobres expectivas de vida.

Mesmo sem ligar a imagem dos atentados terroristas às populações islâmicas, as autoridades européias temem que o crescimento desses imigrantes, por causa de seu radicalismo, torne-se uma ameaça incontrolável. “Daqui há alguns anos, dizia um jornal francês que li, agora em junho, em Paris, não se precisará temer uma invasão ou ataque externo do Islã, pois eles já estão aqui, moram ao lado da gente, falam a nossa língua e conhecem nossos costumes”.

A Comunidade Européia já pensa em restringir a entrada de imigrantes oriundos dos países do Oriente Médio, e estuda, a médio prazo, instrumentos de deportação, a clandestinos e até mesmo a “naturalizados”, em face do potencial da ameaça. Ainda bem que esse ranço de racismo e intolerância não existe no Brasil, onde árabes, judeus e outros imigrantes, todos se dão bem, vivem em pacífica solidariedade.

Graças a Deus!
Antônio Mesquita Galvão
Enviado por Antônio Mesquita Galvão em 29/10/2005
Código do texto: T64903
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Sobre o autor
Antônio Mesquita Galvão
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 74 anos
981 textos (321485 leituras)
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Antônio Mesquita Galvão