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Povo empreendedor e solidário.

Segundo pesquisas do jornal norte americano US Today “Global Entrepreneurship Monitor”, o povo brasileiro está entre os mais empreendedores do mundo. Não obstante a essa realidade de empreendedorismo que envolve o brasileiro, grande parte de nossas pequenas empresas fecham as portas antes de completarem cinco anos de vida. Por que isso ocorre?
É que para ser empresário de sucesso, não basta apenas ser empreendedor. É necessário também saber planejar, pesquisar o mercado, organizar, investir no capital intelectual, cuidar do marketing...
E por falar em brasileiro, há outra característica que o mundo também reconhece em nós. Não somos apenas empreendedores, caro leitor, somos reconhecidos pelos quatro cantos do planeta como um povo solidário e fraterno. Contudo, não obstante a essa realidade, grande parte da população brasileira vivencia agruras como: fome, ignorância, abandono e falta de recursos básicos para uma existência digna. Veja bem, caro leitor, em nossa Bauru, cidade com aproximadamente quatrocentos mil habitantes, cinqüenta e quatro mil pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Por que isso ocorre, já que somos tão solidários?
É que não basta apenas ter a fama de solidário e fraterno. Não basta somente ofertar o pão ao pedinte que bate ao portão, para se livrar das suas estridentes palmas. Imperioso fazer mais, ir além. Espalhar a educação, disseminar a cultura, abrir portas à informação que pode gerar conhecimento e, sobretudo, exemplificar a honestidade.
A propósito, lembro-me de pitoresco acontecimento envolvendo um amigo. Um senhor adentrou a entidade beneficente que ele na época dirigia, e com ares de bondade, disse:
- Vocês aceitam doação?
O amigo, feliz da vida, redargüiu:
- Doações são sempre bem vindas, assim como voluntários.
Então, o homem exercitando seu lado de brasileiro solidário e fraterno, retirou do carro um baleiro todo quebrado e informou:
- Podem ficar com esse baleiro, desejo que seja útil para alguma coisa.
O amigo recusou, afirmando:
- Meu senhor, doações são bem vindas, mas este baleiro está quebrado, não há o que fazer com ele, senão... atirà-lo ao lixo!
O homem, bem humorado como todo brasileiro, sorriu, e fraternalmente observou:
- Não há problemas, o senhor então faça o favor de atirá-lo ao lixo pra mim. E despediu-se, contente com sua boa ação.
Importante ofertar ao próximo o que gostaríamos que nos fosse ofertado. A verdadeira solidariedade não se livra de entulhos, enchendo o semelhante com porcarias que servem somente para habitar o lixo. A verdadeira solidariedade não contém segundas intenções. A genuína solidariedade atua de forma mais consistente, visando espalhar esperança e esclarecimento para que todos possam caminhar com suas próprias pernas. A genuína solidariedade se encontra nas atitudes diárias de um cidadão que não quer mais conviver pacificamente com a fome, miséria e abandono de seu semelhante, por isso este cidadão trabalha por melhorar não apenas sua realidade, mas também a de todos aqueles que o rodeiam, sendo útil, de fato, à sociedade, não mais se contentando em depositar nos outros entulhos, baleiros quebrados e outras coisas mais...
Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 01/10/2007
Código do texto: T675959
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 42 anos
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Wellington Balbo