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País do faz de conta...

Muitas vezes por ser poetisa e jovem, as pessoas passam a nos olharem como alienadas da realidade dos fatos que acontecem com o nosso país.
Então resolvi escrever um artigo sobre a política brasileira, embora não seja nenhuma especialista, costumo acompanhar, criticar e muitas raríssimas vezes aplaudir, infelizmente.
Devo confessar em primeiro lugar que sou apolítica, pelo menos como a vejo ser praticada no Brasil.
Estamos no segundo mandato do Presidente Lula, coisa que jamais pensei acontecer, então tive a primeira lição séria, em política tudo é possível.
Já tive grande respeito pelo partido PT, achava bonito os “companheiros e companheiras”, mas hoje percebo que tudo que achava crível, pela minha juventude , na romântica história de um nordestino que amava seu país, acima do gosto pelo poder, não passou de um conto que alimentou mais uma vez as esperanças do povo brasileiro, que é crédulo ou acomodado, não sei bem.
Uma noite, quando acontecem esses cochilos diante da televisão ouvi um Senador, se não me engano é o Sr.Arthur Virgílio, dizendo “que o Presidente não cortou o dedo, cortou a própria carne, como costuma dizer. Não foi o dedo, foi a alma para vendê-la em troca do poder”. Não sei se ele estava referindo ao "nada vi", "nada sei", ou se era algo mais podre, pois já não constumo dar crédito a político nenhum.
Alguém pode me dizer que a economia do país vai bem, obrigada! E eu me questiono: o país está menos violento? Menos faminto? Aumentaram as frentes de trabalhos? Ou institucionalizaram a esmola em uma política paternalista e de escravidão?
Eu posso até ser considerada parte da “classe média” do país. Aliás classe que não existe mais. Hoje somos ricos e pobres (os miseráveis nem contam) , ou senão em outra classificação mais justa, somos os” que roubam e os que são roubados”.
Então não é que eu seja alienada, mas falar de política na atual conjuntura é cair no senso comum. Ficaremos indagando: até quando vai faltar moralidade aos políticos? Até quando nossa malha rodoviária vai agüentar antes do colapso? Colapso esse que afetará toda econômia. Até quando a barganha do poder imperará sobre os interesses do povo? Até quando os programas populistas irão substituir uma política séria de educação? Até quando veremos a massa no serviço público aumentar, enquanto nós pagamos a conta?
Eu não sou a favor ou contra esse ou aquele partido, sou uma cidadã alemã, que veio para o Brasil com poucos meses de idade e aprendi a gostar desta terra como sendo minha pátria, contudo me enoja a falta de comprometimento dos políticos para com seus eleitores, e a falta de seriedade dos eleitores na hora de escolherem os seus representantes. São torcedores, como em uma partida de futebol. Só esquecem que aqui o povo será sempre perdedor e por goleada. Mas não importa, afinal é "o meu partido que ganhou". Quando ao povo? Quem se importa? Ele mesmo não se importou na hora de votar!
Enfim embora não hajam rimas, nem versos, é apenas o que posso sentir e escrever neste momento, sobre este assunto que é instigante e intrigante, mas infelizmente ainda um discurso pouco inteligente.
Mel L Frankust
Enviado por Mel L Frankust em 10/10/2007
Reeditado em 11/10/2007
Código do texto: T687955

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Sobre a autora
Mel L Frankust
Goiânia - Goiás - Brasil
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Mel L Frankust