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BRASIL: SINÔNIMO DE IMPUNIDADE


Assisto ‘a tv e ouço a notícia de que os irmãos Cravinhos aguardarão em liberdade ao julgamento. O mesmo acontece com Suzane. Os únicos reclusos, as vítimas.
Assim é o cotidiano do Brasil: um país de gente sofrida, com uma justiça injusta, sempre favorecendo ‘aqueles que comentem delitos. Em outra oportunidade escrevi sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, extremamente permissivo com menores infratores, acreditando que não sabem o que fazem.
O caso se Suzane e Cravinhos não é muito diferente. Não foram a julgamento, aguardam em liberdade... Será que em algum outro país do planeta esse crime estaria impune a tanto tempo ? Será que a sociedade daqui a pouco esquecerá tudo isso e eles poderão ir ao shopping fazer comprinhas como qualquer um de nós ?
A verdade é que estou farta de ver o Brasil sendo tão indulgente com  o crime, com a desonestidade com a falta de limite que começa na infância e depois termina com o assassinato dos pais. Talvez o casal tenha sido vítima de seu próprio erro, em ser permissivo ao extremo. Nas classes sociais mais baixas, essa falta de limite acaba transformando pré – adolescentes em aprendizes de marginais, para futuramente tornarem-se professores de crime organizado.
Esse é apenas um fato. Política? Pago para ver se algum dos corruptos deputados perderão seus mandatos, e quero ver ainda, se caso contrário, esses cidadãos de péssima categoria serão eleitos pelo povo. Não quero acreditar nessa hipótese.
Que Brasil é esse? Não aguento mais ver adolescentes de FEBEM queimando colchões, mães berrando: “Meu filho!!! Cadê meu filho?”, se o que vejo em meu trabalho são essas senhoras jogando crianças na escola e deixando para nós, professores, O dever de ensinar “por favor, com licença, obrigada etc..”  e termos sempre a culpa de todos os insucessos dessas crianças na vida. A impunidade começa em casa, quando a mãe vê um filho chegando com um brinquedo em casa que não é dele  e nada é dito, nada é feito para corrigir essa criança. E começa a grande bola de neve: não corrige-se a criança, ela cresce e acha-se o dono dp mundo, com o direito de roubar carros da garagem, como aconteceu em minha casa. Com certeza, o meliante não aprendeu que não se deve roubar.
Brasil de Cravinhos, Suzane, Delúbio, Marcos Valério, Dirceu, Roberto Jeferson, Champinha, aquele matou o casal e que Hebe Camargo teve que desculpar-se por expressar indignação, dos assassinos de Ives, do tráfico, Estatuto
Da Criança e do Adolescente ( a parte que o Estado deveria cumprir não é feita, porque seria muito dinheiro gasto para tirar todas as crianças da rua, mas é mais elegante defender os direitos humanos dos infratores). Estou farta de tudo isso.
Esse não tem que ser o país do futuro, mas sim do presente, para acabar com a doença crônica da impunidade, que está matando lentamente todos os cidadãos honestos, não apenas como uma metáfora, mas também com a conivência das leis com criminosos e desonestos, pois não expressam de maneira clara para que existem.
Fernanda Pietragalla
Enviado por Fernanda Pietragalla em 11/11/2005
Código do texto: T69994

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Sobre a autora
Fernanda Pietragalla
São Paulo - São Paulo - Brasil, 48 anos
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Fernanda Pietragalla

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