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Lama no túnel Rebouças

 
 

                                    As águas já rolaram no túnel
 

     As constantes enchentes que tumultuam o Rio, S. Paulo e outras grandes cidades,  trazem à TONA (junto com as sujeiras dos governos), uma questão que INUNDA os noticiários nos últimos 10 anos. O pior do fato é observarmos que grande parte das verbas destinadas à solução do problema, DESAGUAM nas contas bancárias dos corruptos. E por isto as obras planejadas adequadamente são terminadas incorretamente, ocasionando dramas 20 ou 30 anos depois que o “inaugurador” posou para a foto ao lado da reluzente placa dourada relatando seu “feito”.

                                                                               

     Até o mais desinformado ignorante, sabe que existem vários recursos técnicos para resolver (ou reduzir em 90 % as causas) tais problemas. Também sabe que existe dinheiro em caixa. Tanto existe, que a cada seis meses ocorrem desvios de altas verbas dos cofres públicos. Estes escândalos recebem apelidos carinhosos, tais como: SIVAM, PASTA ROSA, FERROVIA DO AÇO, GUARDA-CHUVA, CANAL DA MATERNIDADE, DELFIM, ORÇAMENTO, MENSALÃO, SANGUE-SUGA e outros tantos que consumiriam pelo menos 10 folhas deste texto e a paciência dos leitores.

 

     Em nossa cidade, foram efetuadas obras para abrir caminhos para os tubos de tv a cabo com o dinheiro público. Tais transtornos, sem planejamento nem critério, foram apelidados de Rio-cidade. Depois deste pandemônio, as áreas conhecidas continuaram a transbordar após chuvas de 15 minutos, além de outros lougradouros que antes não sofriam com este problema. E o IPTU aumentou depois disto, provavelmente pela valorização que nossos imóveis sofreram (já eram pérolas cercadas por favelas em todo o contorno) com o advento destes lagos podres às nossas portas!  Pior do que o famoso filme tubarão (que já deve estar na 5ª versão), o tal Rio-cidade pretende chegar à 9ª etapa. Já que o assunto é água, eis aí a possibilidade de uma parceria tenebrosa.

                                                                               

    Também sabemos que existe dinheiro a receber dos grandes devedores da União, tais como: usineiros, banqueiros, empreiteiras, indústrias pesadas e outras entidades que apoiam e patrocinam as campanhas eleitorais de vários corruptos conhecidos que se tornaram vitalícios nos cargos públicos.

 

    E com toda sua ignorância (muito por falta de oportunidade de estudo), um simplório elemento do povo, sente que este problema (assim como os das áreas de educação, saúde, esporte, segurança, etc) pode ser resolvido se houver interesse dos governantes.

 

    E por que os governantes não os resolvem em curto espaço de tempo?  Simplesmente

para que na próxima campanha eleitoral, ele mesmo (e também os candidatos do seu            partido) tenha oportunidade de elaborar um discurso de esperança à população carente.

 Discurso este, que podemos resumir desta forma:

 

 "Durante muitos anos o nosso povo vem sofrendo pela incompetência das administrações           anteriores. Precisamos mudar isto. Se eleito for, prometo acabar com o problema ...

 ... (escolha abaixo) ... em no máximo,  2 anos"

                                                                               

  opções: (enchente, educação, saúde, segurança, desemprego, limpeza urbana, etc)

 

    Quando este e outros milhões de inocentes úteis perceberem que somente habitam o        cadastro de eleitores para manter seus brutos algozes desfrutando de mordomias às custas do seu suor, começaremos a trilhar o verdadeiro caminho de nossa independência. E então, teremos ânimo e motivo para comemorar 500 anos de qualquer evento. Até mesmo os enfeitados visando à venda de bugigangas e a nos distrair dos reais problemas que adoecem nossa pátria.

       

Haroldo P. Barboza - Andarai  -  Professor de Matemática, Analista de Computador e Poeta.

Autor do livro: Brinque e cresça feliz!

 
Haroldo
Enviado por Haroldo em 24/10/2007
Código do texto: T708449
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Sobre o autor
Haroldo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 72 anos
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