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É noite de lua cheia e céu azul.
Lá fora o barulho não é "música" e sim um barulho ensurdecedor,
ronco de motores, de vozes alteradas, agitadas, afogadas em
bebidas e drogas rolando entre jovens ensandecidos.
Eles vão surgindo devagarinho parecendo ajuntamento de gado,
de repente estoura a boiada, saem todos em desenfreada para
uma nova largada, qual faz mais decibéis, qual voa mais auto
na via, que é de todos, dela fazendo pista de fórmula 1 (racha).
Ruas, onde inocentes dirigem calmamente buscando o descanso
merecido, vem um louco enfurecido tira lhe a vida ou de quem
mais ama, e ai?
Como fica? Onde andam a estas horas os responsáveis por estes desatrelados, que pensam que a noite é para farra e o dia
para dormir!
Há! Minha gente, a noite que já foi dos seresteiros e para sempre
dos poetas, chama a lua cheia Incandescente, para clarear esta
Juventude embriagada em vícios e noitadas, eles não vêem o seu
encanto, muito menos seu chamado, estão em perdição nas
fronteiras do umbral.
Daqui do meu canto contemplo a lua por instantes, mergulho
nas ondas azuis do firmamento, abraço seus tentáculos prateados,
a fim de esquecer tanta miséria.
Que não é só da fome de muitos, mas da falta de cultura e da
alienação de outros subjugados pela droga, são jovens abastados,
corajosos suficientes, para beirar o perigo da aventura
irresponsável, muitos se tornam escórias da sociedade.
O crescimento e a participação do individuo em sociedade pede
correção, necessita encarar os livros e seguir as regras básicas de
todo cidadão que se preza.
Não, não me esqueci que pedras são difíceis de serem removidas,
mas para aquele que almeja trabalho e respeito, a única saída
é enfrentar o mundo abastecido de saberes e razão, valores que
a droga ou o álcool não permitem, pois o objetivo das drogas
entorpecentes é o dinheiro e a morte prematura dos jovens
 usuários.
A nossa cidade já foi exemplo de bem viver, atualmente
é só desordem.
Nossas noites enluaradas devem ser de descanso, alegrias
e sonhos, não refúgio de viciados inconseqüentes.
De quem é a culpa? Dos que não sabem negar o dinheiro
ou mesmo o possante (carro), envenenado ao filho, ou a culpa
é das autoridades, que em número reduzido, sem respaldo
suficiente rondam pela noite enfrentando algazarras e desrespeito.
Necessitamos de leis atualizadas para o momento, normas 
urgentes e essenciais, para conter a ordem e a insensatez.  
Nossa cidade já foi calma e humana.
Hoje continua progressiva, porém... 
Uma das suas principais avenidas, orgulho da nossa terra 
precisa ser salva de tanta baderna, pede o apoio de todos 
que a amam, em especial aos políticos e autoridades competentes,
para dar um fim a tanta pândega.

MARLENERS    02/11/2007

foto= marleners

marleners
Enviado por marleners em 02/11/2007
Reeditado em 04/11/2007
Código do texto: T721077

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Sobre a autora
marleners
Uberlândia - Minas Gerais - Brasil
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