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Leis humanas X Leis divinas.

Distraído, chocou seu veículo contra a traseira de outro. Nervoso, não quis assumir sua culpa e mandou os ocupantes do carro danificado buscarem seus direitos. Como tinha dinheiro, tratou de contratar um bom advogado: seu pensamento era o de achar alguma brecha na lei que pudesse tecer a situação a seu favor. Se fosse preciso contrataria testemunhas e jogaria sujo. Muito mais importante do que qualquer quantia era seu orgulho. Brigou na justiça e gastou mais do que o dobro para provar que naquele acidente não estava errado. Venceu porque conseguiu comparsas que auxiliaram a modificar as leis humanas a seu favor.

As leis humanas são mutáveis e imperfeitas, refletem a limitação humana, por isso muitas vezes são injustas e antiéticas. Quando Presidente do Brasil, no ano de 1942, Getúlio Vargas decretou a Lei Terezoca, apenas para que o jornalista Assis Chateaubriand, poderoso na época, pudesse tirar a guarda de sua filha Tereza, da mãe, a atriz Cora Acunha. Uma prova de que a lei humana pode ser modificada obedecendo a disposição dos mandatários. Se nobres, convictos de que devem servir à população, as leis são justas, sensatas. No entanto, se mandatários entorpecidos por desejos menos dignos, as leis naturalmente obedecem suas tendências menos felizes. Acrescentando também que as leis humanas correspondem aos anseios da sociedade. Uma sociedade consciente, ajustada e disposta a viver em harmonia, fatalmente terá leis que correspondam as suas aspirações. Quanto mais desenvolvido o senso moral de uma civilização, mais justas e sábias suas leis. Pura questão de lógica.
Mas diferente das leis humanas são as leis divinas. Perfeitas e imutáveis, exalam a plena sabedoria do criador. Talvez ainda não tenhamos nos atentado paras as leis divinas, mas elas regem e mantém em harmonia o universo. A lei de gravitação universal, por exemplo, que faz os planetas permanecerem em suas órbitas. A lei de reprodução que possibilita a perpetuação dos seres vivos. A lei do trabalho que nos mostra que ele é uma necessidade para a evolução e progresso. A lei de sociedade provando que o contato social é uma das maiores riquezas de nossa existência. Enfim, as leis naturais ou divinas são inúmeras, e muitas só descortinaremos quando tivermos atingido estágios mais avançados de evolução intelecto moral.
Essas leis naturais foram descortinadas mas não inventadas pelo homem. Desde que o ser humano iniciou sua aventura na Terra essas leis já estavam estabelecidas pelo Criador de tudo. No entanto, há uma lei natural que se observada e praticada causará grande revolução na sociedade: a lei de justiça, amor e caridade.
Quando passarmos a observar essa lei de justiça e amor, não mais tentaremos tecer as frágeis leis humanas de conformidade com nossas conveniências. Em realidade, indivíduos conscientes de seu papel na sociedade não precisam se guiar por leis, porquanto trazem consigo um bom senso que não lhes permite lesar o próximo.
Venhamos e convenhamos, caro leitor, você acha que necessitamos de leis para defender o consumidor? Se elas existem é porque em algum momento foi detectado o abuso, e as leis vieram para coibir o abuso e colocar a situação em pé de igualdade. Você acha que precisamos de uma lei que proteja trabalhadores? Você acha que precisamos estabelecer cotas em universidades para negros? Sinceramente, caro leitor, você julga ser inerente a uma humanidade desenvolvida moralmente uma lei que transforma o racismo em crime?
Ora, essas leis só existem porque somos incapazes de praticar a lei de justiça e amor. Pratiquemos a lei de justiça e amor, e com o passar dos anos veremos muitas dessas leis humanas, que citamos, ultrapassadas por uma sociedade ajustada e consciente de seu papel no mundo.
Pensemos nisso.

 

Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 04/11/2007
Código do texto: T723207
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 42 anos
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