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A mitologia através de poemas

Mitologia assírio-babilônica:

Istar, deusa do amor, apaixonou-se por Tammuz, deus das searas. Por uma causa mal definida, Tammuz morreu, causando violenta dor em Istar que, desesperada, resolveu descer aos infernos onde reinava sua irmã Ereshkigal, a fim de libertá-lo. Conseguindo que lhe abrissem as portas transpôs os sete muros deixando em cada porta uma peça de sua roupa e chegou até Ereshkigal que desencadeou contra ela 60 moléstias e a prendeu em seu palácio. O cativeiro de Istar causou tal desolação na terra que os deuses enviaram um mensageiro, munido de poderes mágicos, para libertá-la . Ereshkigal teve de ceder e Istar, aspergida com a água da vida, transpôs de novo as sete portas, acompanhada de Tammuz


                               Tal qual Istar

Tal qual Istar
eu não hesitaria
um só instante
em descer aos infernos
para te resgatar.

Tal qual Istar
violenta dor sofri
e, em nome dessa dor,
sete vezes sete,
eu atravessaria
as sete portar do inferno
indiferente aos males
que pudessem me afetar.

Tal qual Istar
eu poderia, então,
enfim te amar.

Mitologia grega

Iris, mensageira dos deuses, jovem de asas de ouro, personificava o arco-íris.

                  Íris

Vestirei vestido de mil cores
para te desencantar
e levarei em minhas asas de ouro
os sonhos teus.
Pelos caminhos em festa
do arco-íris
eu, cujo único sonho,
consiste em ser apenas,
dos teus olhos, a menina.

Hebe, filha de Zeus e Hera, e deusa da juventude. Tornou-se esposa de Héracles. Era ela quem dava de beber aos imortais.

                   Hebe

Dar-te-ei de beber
por toda vida,
na taça que construí
com os cristais quebrados
da minha vida.

Ah, se isso te bastasse
te desse vida!

 Mitologia Egípcia

Osíres foi encerrado em uma urna e jogado no fundo do Nilo por seu irmão Set. Após longas buscas sua irmã e esposa Ísis reencontrou a urna e depositou o cadáver no delta do Nilo. Set, tendo o encontrado, esquartejou o cadáver em 14 pedaços, que espalhou. Ísis, com a ajuda  de outros deuses, reuniu os despojos e pela primeira vez praticou os ritos do embalsamamento  que asseguraram a Osíres a vida eterna. Osíris foi o deus que ensinou aos homens como cultivar os solos e deu-lhes leis justas, após ter associado ao seu o poder de Ísis, a quem tomou como esposa.   

Ísis

Ísis eu quisera ser
para te reconstituir
e, com o sopro que me animasse,
alma em ti infundiria.
Mas, se nem a mim me recomponho,
como posso ansiar
por una nova vida te dar?

Íris eu quisera ser
e, se assim fosse,
juntos colheríamos o dourado trigo
e amassaríamos o pão
que alimentaria nossos corpos,
frutificados
em outros corpos abençoados.

Ísis eu quisera ser.
Mas não sou.
E, sendo assim, eu, pouco mais que nada,
os dois continuaremos destruídos:
eu, porque sem ti não vivo.
Tu, porque sendo quem eu sou
não sou capaz de ti redimir.
  


Maria Olimpia Alves de Melo
Enviado por Maria Olimpia Alves de Melo em 05/11/2007
Código do texto: T724968
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Olimpia Alves de Melo
Lavras - Minas Gerais - Brasil
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Maria Olimpia Alves de Melo