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ESTE ARTIGO É DO COLUNISTA DE "O GLOBO" publicado em 04/11/07 - pag. 35
                                                      MARCELO MÉDICI



"....Gostar de animal sempre me pareceu saudável e lógico. Desde dque nasci já convivi com Peninha, Toco, Lili, Greta , Xanda, Lume e Malu...Impossivel enumerar aqui os momentos de alegria, companheirismo, carinho e gratidão que essa galera me proporcionou. O Peninha  era de uma raça que era moda nos anos 70: pequinês. Ele avisava minha mãe quando eu chorava no berço. A Lili foi um avira-latinha que dormia nos pés da minha cama e brincava comigo na rua. Quando eu viajva, me esperava em cima do meu travesseiro...A Lume morreu 15 dias depois 
de minha mãe , e a Malu, três anos após, no dia em que minha mãe faria aniverário. Mistérios...Detalhe: a Malu morreu com 19 anos! Quando a Malu se foi,
decidi que não teria outro cachorro. Nunca mais!
     Três meses depois chegou a Preta. Uma pestinha linda de morrer.Ela chegou numa fase complicada,estava saindo do meu emprego, mudanda de vida daquelas bem grandes. Mas o que era realmente um momento ruim foi absolutamente amenizado pela presença daquela pequena criatura. Ela foi a companhia ideal para um passeio pelo quarteirão de manhã, pelo parque à tarde, para um café  à noite ou uma ida à banca de jornal de madrugada (desemprego tem suas vantagens...) Pra ela tudo era muito divertido! É incrível como um ser com menos de três  quilos possa emanar tanta vida. Acho que ela me trouxe sorte. A fase ruim passou e eu nem percebi. A prta deu tanta bola dentro que acabou de ganhar um companheiro, o Juca. Um gorducho que sem dívida nenhuma é mais apaixonado pela Preta do que por mim, algo que entendo completamente. É bom deixar claro que eles não são meus filhinhos, são meus cachorros.as quem me conhece sabe o que isso significa.
Às vezes, os apaixonados por cães não são compreendidos e chegam até a ouvir desaforos. Certa feita, minha mãe ao alimentar um cachorro na rua, ouviu de uma vizinha que existia muita criança passando fome. O curioso é que nunca soubemos que essa mesma vizinha fozesse algo que amenizasse a fome das crianças do mundo...Qualquer prova de amor a um animal é facilmente classificada como carência, desequlíbrio, frustração e várias outras denominações que são, na minha opinião tolas. Fico com medo de  ser piegas ao
falar dos meus cachorros (se minha vizinha ler esta coluna pode ficar furiosa...),
ma\s eles merecem minha retribuição. São criaturas incríveis, mas que requerem muita atenção. Portanto, ter um cachorro deve ser uma decisão pensada. 
Se você não tem um e acha que chegou a hora de ganhar um companheiro que estará ao seu lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e se você se comprometer a não abandoná-lo nunca, quem sabe você não o encontra na SUIPA, que mantém um trabalho lindo? E se você já tem o seu amigão e não pode
ter outro (sempre cabe mais um....), a SUIPA  e seus abrigados aceitarão uma 
ajuda e lhe serão gratos, como sempre.
Meus cães foram os melhores investimentos da minha vida.

                 DO COLUNISTA DO JORNAL "O GLOBO" MARCELO MÉDICI

                                                          
naja
Enviado por naja em 07/11/2007
Código do texto: T727327
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naja
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