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PAQUISTÃO



PAQUISTÃO



O Paquistão é um país do subcontinente indiano, limitado a norte pelo Afeganistão e pela República Popular da China, a leste pela Índia, a sul pelo Mar da Arábia e a oeste pelo Irã. Capital: Islamabad. O Paquistão é constituído, hoje em dia, em quatro províncias principais: Sind, Punjab, Baluchistão e Província da Fronteira Noroeste. O Paquistão também governa parte da Caxemira, que está atualmente dividida entre Paquistão e Índia. Aliás, a divisão dessa região vem causando grandes conflitos entre esses dois países, mas isso é outro assunto. Oficialmente uma república federativa, o Paquistão tem uma longa história de alternância entre democracia eleitoral e o autoritarismo. As eleições mais recentes ocorreram em outubro de 2002. O país é parlamentarista, tendo atualmente como presidente da república o general Pervez Musharraf e como primeiro-ministro Shaukat Aziz. Os dois principais partidos políticos do Paquistão são o Partido Popular Paquistanês e o centrista Liga Islâmica do Paquistão. O Paquistão conta com 165 803 560 habitantes (dados de 2006), o que o faz o sexto maior país do mundo em população, atrás do Brasil, que, estima-se, ultrapassará em 2020. As projeções populacionais são complicadas no país, devido a discrepâncias entre os censos e entre pesquisas. A taxa de crescimento populacional foi estimada em 2,4% em 2005, com uma taxa de mortalidade infantil da ordem de 85 por mil nascimentos, considerada alta.

A língua nacional do país é o urdu, embora o inglês seja o idioma oficial empregado na constituição e amplamente falado nos círculos de negócios e na maioria das universidades. O punjabi é falado por mais de 60 milhões de pessoas, mas não goza de reconhecimento oficial. A grande maioria dos paquistaneses pertence ao grupo étnico indo-ariano, embora haja também um número considerável de povos irânicos e uma quantidade menor de dravídicos. Tais grupos étnicos principais subdividem-se em contingentes menores: punjabis (44,68% da população), pachtuns (15,42%), sindis (14,1%), seraikis (10,53%), muhajires (7,57%), balúchis (3,57%) e outros (4,66%). Os dados do censo indicam que 96% da população são muçulmanos, dos quais 80% sunitas e 19% xiitas. O Paquistão apresenta a segunda maior população xiita do mundo, após o Irã. O restante inclui cristãos; hindus; judeus; siques, animistas e outros. A demografia do Paquistão foi significativamente influenciada em 1947 pela imigração de muçulmanos e pela emigração de hindus e siques para a Índia. Em 2005, mais de três milhões de refugiados (dos quais 81,5%, aproximadamente, são pachtuns étnicos) permanecem no Paquistão, devido às guerras no Afeganistão, segundo o Alto Comissariado para Refugiados das Nações Unidas. A origem da nação hindu é a civilização que se desenvolve desde 2500 antes de Cristo, no vale do rio Indo onde, hoje, está localizado o Paquistão... A região é conquistada em 1500 antes de Cristo pelos arianos, que implantam uma sociedade baseada em um sistema de castas. A religião adotada é o hinduísmo. Após a invasão de Alexandre, o Grande, entre 327 e 325 a.C., forma-se em 274 antes de Cristo o Reino de Ashoka (Asoka), que unifica a Índia sob a égide do budismo.
 
O hinduísmo retoma pouco depois sua posição dominante... A cultura hindu atinge o apogeu no século IV com a Dinastia Gupta... No século VII, o oeste da Índia é invadido pelos árabes, que trazem o islamismo. A nova fé conquista camadas importantes da população, que vêem no Islã – cuja premissa é a igualdade de todos diante de Deus – uma oportunidade de escapar da rigidez social do sistema de castas... Domínio ocidental - O auge da hegemonia muçulmana, com a Dinastia Mogul de 1526 a 1707, coincide com a presença ocidental na Índia, impulsionada pelo comércio de especiarias. Em 1510, os portugueses completam a conquista de Goa, na costa oeste do país (Índia Portuguesa). Sucessivamente, ingleses, holandeses e franceses criam companhias de comércio com as Índias. Em 1690, os ingleses fundam Calcutá, mas só depois de uma guerra contra a França (1756-1763) o domínio do Reino Unido consolida-se na região... No século XIX, os ingleses esmagam várias rebeliões anticolonialistas. Paradoxalmente, a cultura britânica torna-se um fator de união entre os indianos. Com o inglês, os indianos adquirem uma língua comum. Esse é um pequeno histórico do Paquistão que foi libertado juntamente dom a índia do domínio inglês por Mohandas Karamchand Gandhi. Mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi ("Mahatma", do sânscrito "A Grande Alma") (2 de Outubro de 1869 - Nova Déli, 30 de Janeiro de 1948) foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução. Essa libertação feita por Ghandhi não houve derramamento de sangue, mesmo assim o grande Mahatma seria brutalmente assassinado. Hoje o Paquistão vive em crise. O presidente George W. Bush, dos EUA ( Estados Unidos da América), telefonou para o general Musharraf, de quem é aliado. Pedindo o fim do estado de exceção e o restabelecimento da democracia. Este ano, o Paquistão já foi cenário de 157 atentados. Musharraf tenta resistir à pressão.  Analistas, imprensa, afirmam que Musharraf, que governa o Paquistão há oito anos, tenta conservar o poder a qualquer custo. Musharraf suavizou o discurso quem fazia com promessas de realizar as eleições em uma data o mais breve possível em relação à inicialmente prevista.

Os EUA, contam com os paquistaneses para combater a Al-Qaeda e os talibãs no Paquistão e no vizinho Afeganistão, concederam US$ 11 bilhões a Islamabad desde 2001, uma ajuda econômica destinada quase, exclusivamente ao exercito. Envolvido na guerra deflagrada em 2001 pelos EUA contra a milícia islâmica talibã no vizinho Afeganistão, o Paquistão tem uma história marcada por conflitos. De população quase totalmente muçulmana, o país surge com o fim do domínio cultural britânico sobre o Subcontinente indiano, em 1947, quando os líderes da região decidem separar-se da Índia, de minoria Hindu, para formar uma nação própria. Desde então, o Paquistão trava três guerras contra a Índia, país com qual disputa a região de caxemira de maioria muçulmana. Saliente-se que as duas nações possuem com armas nucleares. A violência faz parte da política interna, com conflitos étnicos e rivalidade entre muçulmanos sunitas que são majoritários e xiitas. A corrupção das autoridades é uma constante, assim como o fervor religioso, que se traduz num sistema jurídico com forte influência das leis islâmicas. Situado no centro-sul da Ásia como foi citado nas entrelinhas, o Paquistão fez parte da rota da Seda, utilizada na Idade Média pelas caravanas que iam da Turquia a China. O território inclui, ao norte, o trecho das cordilheiras do Himalaia - onde fica o segundo pico mais alto do mundo, o K2. Tem desertos nas fronteiras como a índia, Afeganistão e Irã. Ressalte-se que esse trabalho é de pesquisa e contamos com apoio da Wikipédia e do jornal O Povo de Fortaleza. Se quiserem mais detalhes e só entrar nos sites dos respectivos órgãos de comunicação e cultura.  A maior parte da população habita o vale do rio Indo, onde são cultivados algodão e trigo. Como todos hão de notar que em toda desgraça a corrupção e o fanatismo religioso estão presentes. Religião deveria ser sinonímia de paz e dinheiro bem usado sinônimo de bem viver e felicidade, mas pela imperfeição do homem tanto religião e dinheiro são fontes de violência, perdição e desvios de condutas.



ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE






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Enviado por Paivinhajornalista em 08/11/2007
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