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Na maioria das vezes em que assisti a alguma apresentação musical, saí fazendo planos de tocar um instrumento também.
 
Esta é uma das maravilhas do trabalho em grupo: os mais experientes inspiram os recém-chegados, mostrando-lhes toda a beleza de um bom desempenho. Por outro lado, os mais jovens chegam sem paradigmas, sugerindo novas formas de encarar o mundo e resolver antigos problemas.
 
Tão logo decidi que aprenderia inglês, procurei questionar meus amigos bilíngües sobre suas respectivas trajetórias, descobrindo seus erros e acertos. Percebi que embora houvessem trilhado caminhos diferentes, cada qual teve que passar por três etapas distintas: Decidir – Planejar – Perseverar.
 
Enquanto as pesquisas avançam neste campo, permanece a dúvida sobre a melhor maneira de começar.
 
Se por um lado, algumas metodologias sustentam a memorização de um amontoado de regras gramaticais seja pré-requisito para a fluência num segundo idioma, (o que me parece pura conversa fiada) outras prometem ‘conversação imediata’, sugerindo que a base gramatical possa sempre ser compreendida pelo contexto.
 
Quer saber minha opinião? Acredito que VOCÊ possa aprender inglês, desde que
 
Compreenda a diferença entre aprendizagem e aquisição de idiomas
Disponha das ferramentas corretas
Acredite em si mesmo (a)
 
Se tiver apenas o terceiro ingrediente, continue em frente. Os outros dois já estão a caminho!
 
Cá Entre Nós...
 
Recentemente uma amiga me questionou, quase em tom de confissão:
 
“Me matriculei no curso ‘Tal’. Você acha uma boa?”
 
Outros são ainda mais objetivos:
 
“Se eu começar a estudar com você, em quanto tempo você garante que eu vou falar o básico?”
 
Vamos por partes:
 
Que todo curso precisa ensinar e gerar renda, não é novidade pra ninguém. Quem ensina e não lucra logo tem que fechar as portas, pois funcionários, aluguéis e impostos não são pagos só com boas intenções.
 
Por outro lado, quem gera lucro ‘maqueando’ o ensino com descontos, viagens e associação à fama da marca, conseguirá se manter enquanto houver quem acredite na proposta e se disponha a financiá-la[1].
 
O que desejo deixar claro é que – antes de se fazer uma opção – vale à pena coletar o máximo de informações sobre curso em questão, se possível contatando até mesmo ex-alunos.
 
(Quando me contratam para aulas individuais, procuro definir com clareza os objetivos, adaptando-os ao tempo e recursos disponíveis.)
 
Se você é daqueles que têm motivação própria, considere a hipótese de contratar um professor que se proponha a elaborar aulas personalizadas. Caso contrário, é melhor contar com a força do grupo, geralmente encontrada nos cursos tradicionais.
 
Pontos a Ponderar
 
Uma criança pergunta – em média – 20 vezes por dia. Um adulto, apenas 6. POR QUÊ?!
  
Quando um de nossos filhos entrou naquela fase dos porquês, pedi-lhe que tentasse se controlar, pois já estava ficando irritado. Ele concordou de imediato. Afirmei-lhe que aquele seria um passo importante em seu desenvolvimento. Com uma baita interrogação na testa, olhos arregalados, ele não se conteve:
 
“ – Por quê?”
 
Noutra ocasião, estava jantando em companhia de nossa caçula – na época com quatro anos – quando, feliz da vida, ela começou a me mostrar as figuras na capa do filtro, em cima da mesa. Eram formas de animais marinhos que eu não havia sequer notado, embora estivessem ali desde antes de seu nascimento!
 
Por que perdemos tamanha capacidade de observação? Pela acomodação? Pela falta de desafios? Por nos acostumarmos à mesmice?
 
José Predebon, em seu livro ‘Criatividade’, nos sugere diversas alternativas para resgatarmos este jeito criativo de olhar. Entre elas, a abertura das seguintes ‘janelas’:
 
A janela da mente – pelo exercício da leitura;
 
A janela dos sentidos – pela observação atenta do que se passa ao nosso redor;
 
A janela da emoção – pela tolerância para com a diversidade ao nosso redor.
 
Se você abrir alguma delas, e a brisa da inspiração lhe refrescar as idéias, venha correndo me contar! Será num lampejo desses que o Windows[2] foi criado?
 
Com as janelas escancaradas, na rua, na chuva ou na fazenda, chegou a hora de colocar de vez a mão na massa – ou o pé na estrada.
 
Vamos viajar pelos caminhos da leitura...
 
*Este texto é parte integrante do livro ‘O Pulo do Gato – Aquela Força no Seu Inglês’, que pode ser adquirido na seção Livros à Venda.
 
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[1] Não desejo desqualificar qualquer curso de idiomas. Já trabalhei em diversos deles e conheci pessoas formidáveis, além de participar de excelentes treinamentos.
[2] Windows = Janelas
Charlles Nunes
Enviado por Charlles Nunes em 13/11/2007
Código do texto: T735452
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Sobre o autor
Charlles Nunes
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
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