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Nos idos de 80, um verdadeiro amigo me incentivou a me inscrever na Biblioteca Municipal de minha cidade.
 
Nos cinco anos seguintes futriquei aquelas prateleiras ao menos duas vezes por mês. A cada visita, pegava três novos livros: um para mim, um para a mãe e outro para minha irmã – na época com 6 anos.
 
Isto me possibilitou ler ao menos 25 livros por ano. Contos, biografias, faroeste, gibis – aventuras que não acabavam mais. E assim crescemos viajando, mesmo com a grana curta.
 
Quando comecei a leitura em inglês, busquei aplicar o mesmo princípio: escolhia os assuntos que mais me despertassem a atenção. Desse modo, a conclusão da leitura era garantida.
 
Logo percebi que certas palavras se repetiam com uma maior freqüência. Bastava compreender o significado delas em um contexto e ir fazendo experimentos toda vez que aparecessem.
 
Como na época não havia Internet no Brasil em que eu vivia, apelei para a banca de jornais. Quatro apostilas com as respectivas fitas K7 e um canto sossegado era tudo o que eu precisava para começar...
 
No autêntico estilo ‘papagaiês’, procurava ouvir cada frase e repeti-la o melhor possível. (Ao estudar espanhol, utilizei a mesma estratégia.)
 
Deu resultado. O difícil foi levar na esportiva a gozação dos colegas de trabalho. Em sua maioria americanos, achavam graça no inglês britânico das fitas.
 
Mas não foi lá grande empecilho. À esta altura, já havia me acostumado a rir sem entender a piada mesmo...
 
 
Cá Entre Nós...
 
Você se lembra daquelas aulas em que respondeu ‘Presente!’, mas só seu corpo estava na sala? Seus pensamentos circulavam lá fora, seja na paquera, nos planos para o fim de semana, ou no esporte praticado com os amigos...
 
Enquanto o resistente professor salivava lá na frente: “Blá-blá-blá...”
 
E tome ‘matéria dada’ no diário!
 
Por que tal grau de alienação?
 
Simples: devido à diversidade dos interesses pessoais. Enquanto o mestre insiste em ‘expor’ a matéria, discorrendo sobre casos fictícios, o aluno está mais interessado nos dramas de sua vida particular.
 
Quer fazer um teste?
 
Vá para o portão de uma escola na hora da entrada em uma segunda-feira qualquer, e observe o ritmo dos passos, as cabeças baixas, o desânimo estampado no rosto dos alunos...
 
Retorne na sexta-feira – desta vez na hora da saída! Compare o ritmo dos passos, o ânimo das conversas, as expressões faciais... Todos de volta à vida real! É um grande desperdício de tempo e talentos a didática praticada ser tão desconexa da vida real.
 
Assim sendo, quem precisa definir o tema de seus estudos é VOCÊ! Os horários? VOCÊ! Os objetivos? Você já sabe...
 
Meu lema como professor se resume no pensamento abaixo. Quisera poder afixá-lo em cada sala de aula deste planeta:
 
 “É infinitamente mais importante ensinar um conceito – uma idéia – e efetuar alguma mudança... do que ensinar mil lições... e deixar a todos do mesmíssimo jeito que os encontramos.” - Mary Ellen Edmunds
 
 
Pontos a Ponderar
 
“Explorar faz parte da vida. Mas é preciso haver uma cerca para limitar a exploração. O gado não prosperará se passar todo o seu tempo andando e desfalecendo sobre um terreno árido e sem vegetação. Será tão infeliz quanto uma criança que não sabe onde estão as fronteiras de sua existência.” - Revista do Escotismo, 1964.
 
Já reparou como as leis da natureza são imutáveis?
 
Cada animal reproduz-se segundo sua espécie, cada árvore frutifica de acordo com sua semente... Ao menos, quando não há a interferência do homem.
 
Alguns princípios envolvidos são fáceis de se observar:
 
Embora cada árvore frutifique segundo sua própria semente, todas se beneficiam desses mesmos recursos: do ar, da chuva, do sol, da seiva proveniente do solo
 
“E o que é que isso tem a ver com a aprendizagem de idiomas?” – você pode estar se perguntando. É o seguinte:
 
Se uma árvore frutífera pode produzir um fruto diversificado, ao ser enxertada, do mesmo modo nascemos com a capacidade pra aprender qualquer língua, desde que tenhamos o necessário contato com os falantes da mesma.
 
Como no Brasil crescemos ouvindo apenas o Português, é o idioma que falamos.
 
Felizmente, pode-se fazer um ‘enxerto’ em qualquer fase da vida, colocando ali novas sementes. Já participei do aprendizado de pessoas dos 3 aos 70 anos, e embora a velocidade de assimilação seja diferente, a alegria pelas novas descobertas costuma ser bem semelhante.
 
Definidos os objetivos, o próximo passo é escolher os meios. No mais, é cuidar da plantação e aguardar a colheita.
 
Hoje em dia podemos criar um ambiente propício à nossa volta com o auxílio de CDs, livros, telefone, Internet – a lista é infinita. Mas lembre-se que tais recursos nunca serão mais importantes do que o uso que você fizer deles. Afinal...
 
De que vale um equipamento de halterofilismo bem guardado lá no fundo da garagem?
 
 
*Este texto é parte integrante do livro ‘O Pulo do Gato – Aquela Força no Seu Inglês’, que pode ser adquirido na seção Livros à Venda.
 
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Charlles Nunes
Enviado por Charlles Nunes em 13/11/2007
Código do texto: T735453
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Sobre o autor
Charlles Nunes
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
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