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Se você também é fã do Beto Guedes, vai se lembrar do '1 + 1 é sempre mais que dois. Sempre concordei com ele, mas após trabalhar com Brett Mattew Cowdell – um verdadeiro amigo e professor – pude presenciar o que isto significa.
 
Antes do nascer do sol, lá estávamos nós lendo em voz alta as escrituras – cada qual na sua cama! (:0)
 
Enquanto ele lia em Inglês, eu procurava acompanhá-lo, tirando as dúvidas numa versão em Português.
 
Quando chegava minha vez, ‘chutava’ as palavras, tentando pronunciá-las de maneira parecida à que tinha ouvido.
 
Ao seguir este padrão (ouvir a pronúncia correta e procurar reproduzi-la), tive a oportunidade de errar, identificar o erro e ser corrigido diversas vezes.
 
Com o passar do tempo, a fluência veio como uma conseqüência natural. Em lingüística aplicada ao ensino de idiomas, este fenômeno é chamado de ‘Language Acquisition’ – ou ‘Aquisição do Idioma’.
 
Significa simplesmente ‘o aprendizado funcional, pelo contexto, sem maiores preocupações com a estrutura do idioma.’
 
Outra linha se intitula ‘Language Learning’ – Aprendizagem do Idioma. A diferença básica é que esta última ocorre de maneira planejada, sistematizada, enquanto a primeira acontece de maneira natural.
 
Na maioria dos casos, ‘adquirimos’ nossa língua materna pelo convívio com nossos pais, e ‘aprendemos’ os demais idiomas de modo mais consciente, seja em cursos, viagens ou estudos específicos.
 
Por isso, ser autodidata não implica em aprender sozinho, mas sim em identificar e organizar seus recursos disponíveis – sejam eles o tempo, talentos, reservas financeiras ou até mesmo nosso círculo de amigos.
 
E por falar em círculo de amigos...
 
 
Cá Entre Nós...
 
Me diga se isto não é companheirismo:
 
“Quando um grupo de gaivotas voa em formação ‘V’, cada ave cria uma sustentação para a companheira seguinte. Tal formação possibilita ao grupo voar no mínimo 70% a mais do que se cada uma delas voasse isoladamente.
 
Se alguma sair da formação, sentirá logo a resistência do vento, e retornará ao grupo para tirar vantagem do poder coletivo de sustentação.
 
Quando a gaivota líder se cansa, vai para a traseira da formação, permitindo que uma ave mais descansada assuma a liderança.
 
As que vão na retaguarda emitem grunhidos contínuos, a fim de encorajar as líderes, ajudando-as a manter o ritmo e a velocidade.
 
Se uma delas se fere e deixa o grupo, duas outras seguem-na, para ajudá-la e protegê-la. Após a recuperação, reiniciam sua jornada ou juntam-se a outra formação, até encontrarem seu grupo original.”
 
Neste ponto, reconheço que fui um privilegiado: não é sempre que se tem um estrangeiro com tamanha boa vontade como companheiro de trabalho!
 
Entretanto, brasileiros dispostos a ajudar estão aos montes por aí. Com um pouco de dedicação, você pode encontrar um alguém disposto a seguir contigo nesta jornada.
 
Ainda que não o encontre, selecione as músicas de sua preferência, coloque a letra diante dos olhos – no banheiro, cama, computador – e bote a boca no trombone! Quem não tem cão, caça com gato...
 
(Se ninguém chamar o Corpo de Bombeiros antes, sua pronúncia vai se aperfeiçoar rapidinho!:0)
 
Conforme diz a letra da música “Cabimento’...
 
“Todo mundo tem que não ter cabimento para crescer.” - Arnaldo Antunes
 
Pontos a Ponderar
 
Em minha estante repousa um livro intitulado ‘Taquigrafia Sem Mestre’ (um sistema de escrita rápida que utiliza linhas e símbolos simples para representar palavras e frases) Ao seu lado, ‘Gaita Sem Mestre’.
 
Por essas e outras, pude observar que a probabilidade de um curso ‘sem mestre’ acabar como coletor de pó num canto da casa é enorme.
 
Sabe por quê?
 
Porque sem alguém que nos providencie um ‘feedback’ adequado e constante, quem é que vai viver falando com as paredes? E naqueles dias de baixo astral, quem estará lá para nos encorajar?
 
Outro benefício do estudo em dupla é que firmamos um compromisso em relação ao horário e às etapas do estudo. Se for pelo bem-estar da coletividade, vale até mesmo parar de cantar no banheiro!
 
Recordo-me de uma ocasião, na adolescência, quando decidi fazer uma longa corrida, em companhia de um amigo. Sem qualquer aquecimento, partimos em disparada, com os hormônios em efervescência. Minutos depois, aquela dor do lado. Continuamos.
 
Bufando feito dois cavalos - ou ‘burros’ – chegamos à metade do caminho. Fizemos meia-volta. Pensava comigo: “Não posso estragar a corrida dele...”
 
Ao término do percurso, compartilhei a dor que havia suportado. Ele me disse que havia passado pela mesma situação. Sua justificativa, até hoje, me faz pensar:
 
Eu não podia estragar a sua corrida!
 
Quer descobrir uma maneira de compartilhar as lições da sua vida com as próximas gerações? Tome um fôlego, e descubra no próximo artigo.
 
“Quando o desempenho é avaliado, ele melhora. Quando se avalia o desempenho e se presta contas dele, ele melhora ainda mais rapidamente.” - Thomas S. Monson
 
 
*Este texto é parte integrante do livro ‘O Pulo do Gato – Aquela Força no Seu Inglês’, que pode ser adquirido na seção Livros à Venda.
 
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Charlles Nunes
Enviado por Charlles Nunes em 13/11/2007
Código do texto: T735458
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Sobre o autor
Charlles Nunes
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
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