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Enquanto servia como voluntário em Pernambuco, parte de minha responsabilidade era fazer um relatório semanal de nosso trabalho. A fim de me aperfeiçoar no uso da língua inglesa, passei a fazer o seguinte:
 
1. Preparar o relatório em inglês.
2. Mostrá-lo a algum colega, para que o corrigisse.
3. Rescrevê-lo.
4. Enviá-lo ao nosso líder, que era fluente em inglês.
 
Esta exposição semanal extra – com o apoio dos amigos – acelerou meu processo de aprendizagem.
 
Assim, dezoito meses de estudo me deram a coragem para me aventurar numa carreira como professor de idiomas. Além disso, manter um diário em inglês me ajudou a identificar o vocabulário que me faltava. Até hoje mantenho este hábito, o qual iniciei em 1985. Eis alguns benefícios:
 
Reconhecer minha limitação em termos de vocabulário;
Familiarizar-me com as estruturas gramaticais até utilizá-las naturalmente;
Organizar os pensamentos de forma mais clara, facilitando a tomada de decisões.
 
Se você é um daqueles que estudam inglês por anos a fio e continuam pensando em Português, talvez gostaria de saber que nesta fase comecei finalmente a desenvolver o pensamento em inglês, sem precisar traduzir mentalmente o que desejava escrever.
 
Experimente!
 
“Não é na morte ou num acontecimento que damos nossa vida, mas dia após dia, como nos é pedido.” - Robert D. Hales
 
 
Cá Entre Nós...
 
Caso esteja considerando a possibilidade de iniciar seu diário pessoal, aqui vão algumas dicas para fazer dele um tesouro para muitas gerações – a começar pela sua.
 
Antes de começar, entretanto, pense nisto:
 
Lembra-se daquela tia ou avó que você amava tanto, e que já partiu desta para melhor? Gostaria de conhecer seus desafios da juventude, seus pensamentos mais profundos, ter um relato de seus desafios, sonhos e realizações?
 
Pois é, alguém também vai querer saber a seu respeito.
 
Minha mãe viveu até o ano 2000. Seu diário está com meu irmão mais velho – preciso tirar uma cópia! – mas guardo comigo as 64 cartas que me enviou quando morávamos distantes um do outro. Foram escritas com tal simplicidade e ternura, que se tornaram relíquias para mim e minha posteridade.
 
Em posse de tesouro tão precioso (o diário de sua mãe, por exemplo) você se preocuparia com seu estilo em escrever ou com erros gramaticais?
 
Claro que não!
 
Pois para alguém que também te ama, você será exatamente esta tia, avó, mãe – ou tio, avô, pai...
 
Com este pensamento em mente, fica mais fácil dar os primeiros passos (que poderão ser em Português mesmo). Pra começar, escolha um caderno fino – um livro ata de 50 páginas pode ser ideal, pois em breve sentirá a realização de concluir seu primeiro diário.
 
Coloque seus dados pessoais, as datas mais marcantes, alguns dados sobre seus pais, seus objetivos na vida. Escreva algo sobre a origem da sua família, a escolha do seu nome, suas peraltices da infância (se não tiver estes dados, pergunte aos seus parentes).
 
Poderá incluir uma carta a seus filhos, netos, ou quaisquer descendentes ainda por nascer. (Alguns de seus escritos serão lidos no próximo século! Caso queira, pode me questionar à vontade. Posso inclusive te enviar alguns trechos de meu próprio diário – via e-mail ou fax – a título de incentivo.
 
Para a continuidade da escrita, vale quase tudo: comentários sobre os acontecimentos do país – as eleições, por exemplo – da sua família, escola ou trabalho, sempre incluindo suas impressões pessoais. Registre seus pensamentos, sentimentos, temores e conquistas.
 
Se estiver num dia de raiva, ou perdidamente apaixonado (a), cuidado: é melhor escrever numa folha avulsa. São sentimentos muito passageiros e inconstantes. Pode ser que, ao escrever no diário, você futuramente se sinta tentado (a) a rasgar a página.
 
E uma página arrancada vai acabar provocando aquela eterna interrogação: “Por que você arrancou essa aqui?” Te fazendo lembrar algo que talvez prefira esquecer...
 
Quando, Onde, Como?
 
Durante a correria do dia, é melhor fazer anotações, deixando os detalhes para a noite ou manhã seguinte, quando temos mais controle sobre o tempo. Quanto for para uma fila ou sala de espera, se prepare: leve um livro, e vá anotando os pensamentos que te vierem à mente.
 
Caso queira praticar sua escrita e obter o retorno dos leitores, visite o site www.www.recantodasletras.com.br
 
Anime-se e crie sua própria página gratuitamente. Será um enorme prazer te encontrar por lá!
 
“O resultado de um dia de trabalho pode desaparecer, mas a família, os amigos e uma boa piada duram para sempre.” - Anônimo, ou Benjamin Franklin (Ele disse tanta coisa depois daquele raio, que pode muito bem ter dito isso também! ;0)
 
 
Pontos a Ponderar
 
“Não leve a vida muito a sério: nunca se sai vivo dela mesmo.” - Anônimo (ou Benjamin Franklin)
 
Esta é no vapt-vupt mesmo, que o recado é curto.
 
Você se lembra daquele amigo inesquecível do seu trabalho ou escola? Claro que lembra! Caso contrário, não seria inesquecível, certo?
 
Gostaria de frisar que quando temos a sorte de cruzar com uma criatura dessas em nosso caminho, nossa amizade vai se fortalecendo naturalmente a tal ponto que basta um fim de semana para sentirmos aquela pontinha de saudade.
 
E os amigos de fim de semana? Futebol, clube, igreja... Com estes nosso contato acaba ficando menos rico em detalhes, devido ao pouco tempo para ‘trocarmos figurinhas’.
 
Quando perco contato com algum grande companheiro por anos, o reencontro geralmente se resume num relatório sobre casamento-filhos-trabalho-estudo – esses marcos que inventamos para se medir o sucesso da vida adulta. Mas no dia a dia, a vida real se encarrega de nos mostrar muito mais do que isso...
 
Entonces...
 
Se as pessoas tendem a detalhar as informações de acordo com a freqüência dos encontros, o mesmo princípio se aplica à prática de um diário. Quanto mais vezes você escrever, maior capacidade de expressão desenvolverá.
 
Além disso, você reconhecerá seu progresso com muito mais clareza.
 
“O maior presente que podemos dar a alguém é uma porção de nós mesmos.” - Ralph Waldo Emerson (ou Benjamin Franklin?)
 
 
 
*Este texto é parte integrante do livro ‘O Pulo do Gato – Aquela Força no Seu Inglês’, que pode ser adquirido na seção Livros à Venda.
 
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Charlles Nunes
Enviado por Charlles Nunes em 13/11/2007
Código do texto: T735465
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Sobre o autor
Charlles Nunes
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
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