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Gosto de fazer aqui os meus comentários. Hoje ouvi uns meninos na rua discutindo, num dado momento um falou: seu filho da puta. O outro responde: sou mesmo, mas ela cuida de mim, e a sua que te abandonou.
Quantas mulheres se iludem achando que conquistaram muitas coisas nesses anos como o direito de competir com os homens. O que conseguiram foi uma carga de trabalho dobrada, uma geração de crianças educadas por instituições escolares ou por babás. Li no jornal que muitas mulheres estão deixando os trabalhos para cuidar de seus filhos, isso nos EUA. Como gostamos de copiar as coisas, espero que copiem isso também por aqui.
Os problemas dos seres humanos tem sempre uma relação com abandono. Achamos que fomos abandonados por Deus, que merecíamos muito mais do que recebemos fosse o que fosse de qualquer pessoa, mas principalmente de nossa mãe. Somos um bando de injustiçados. Aí perseguimos a felicidade com compras. Compramos para nos enchermos de coisas que não vamos usar, compramos a companhia das pessoas quando oferecemos algo em troca, compramos o prazer nos vícios. Tudo tem um preço e as vezes são coisas superfaturadas que nos destroem.
Agora o que tem a mãe a ver com isso? Pois é,  quanto ela é omissa em relação aos cuidados com seus filhos gera neles uma frustração que perpetuará para sempre, não há terapeuta que resolva. A mulher quando gerar um filho tem que ter a consciência de que sua vida mudou. Então se não quiser ser responsável por frustrações alheias, não seja mãe.  Mas as transas tão fáceis e irresponsáveis não permitem pensar que delas podem vir um filho. Ser mãe exige vocação. Tem executivas que nunca deveriam ter tido filhos, tem putas que deveriam ter uma dúzia deles. Amor de mãe não resume em parir e dizer: é lindo! Amor de mãe é aquele que faz o seu filho se sentir um ser importante. É doação, é entrega, é sacrifício. Se não está a fim de ver no outro a extensão de si mesma, deixe a maternidade para outras. Somos capazes de fazer grandes homens como grandes monstros.
O que você é? Uma filha da... MÃE? 
Heloisa Prado
Enviado por Heloisa Prado em 19/11/2007
Código do texto: T743217
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Heloisa Prado
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 64 anos
270 textos (33249 leituras)
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Heloisa Prado