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             A adorável Nilva, na foto batendo uma boquinha comigo ! Claro !

  
         Esta é a minha companheira de muitas lutas e batalhas. Todas as lutas narradas  neste livro, desde 1972 contou com a participação da “baixinha” como é conhecida entre os professores e alunos de todo os cursinhos onde circulamos em Porto Alegre nestes tantos anos. 
           A Nilva é modelo de mulher, companheira,solidária e fundamentalmente mãe. Uma grande mulher num invólucro pequeno. Ela é puro cérebro. Todas as coisas faladas são oriundas de um raciocínio impecável. Tem uma sensibilidade incrível. Sabe se manifestar de forma a não agredir as pessoas. Nas piores situações a Nilva se controla. Poucas vezes a vi perdendo o controle emocional. E as que eu vi foram pra cima de mim, logicamente!       A Nilva é um cérebro que caminha. Se entrega totalmente quando se trata de resolver e ou ajudar a resolver problemas das pessoas. E em especial aos seus filhos e genros. E parentes. Chega a se enrolar, pois muitas vezes tenta fazer muitas coisas ao mesmo tempo. E sempre esquece alguma coisa. Normalmente uma chave da casa ou coisa do gênero.
        Quando eu conheci a Nilva, uma vez saímos e quando chegamos a sua casa ela tinha perdido a chave.     Uma irmã, a maninha,já estressada na época,  se atacou e disse: - Como podes casar se não consegues controlar uma chave! Uma santa profecia ! Nem Nostradamus acertaria tanto.   Depois de 35 anos a Nilva já deve ter perdido umas 145 chaves. E mais outras cositas!   Todos os chaveiros do bairro dos bairros que moramos nos conheciam !
      Como mãe, é fora do normal ! Educou os seus filhos como uma especialistas na matéria.    Quando as nossas filhas namoraram ela providenciou para que isto acontecesse em casa.  Isto há dez anos aproximadamente atrás.   E lá pelas tantas quando sentia que já era a hora, providenciava para que cada uma tivesse no seu quarto cama de casal !     E elas se casaram com os primeiros namorados que habitaram aquelas camas ! Não é um cerebro ? Outra mães preferem que as filhas conheçam as coisas na rua. Nos motéis. Nos carros. Isto sim era um  perigo. Já era naquela época !
        Como sogra a Nilva é perfeita. Eu sempre disse : Ela trata todo mundo bem, em especial os genros. Depois cuida muito bem os carros dos genros. Uma vez chegou a me pedir para colocar o meu carro na casa do Nelo, um cunhado querido e que mora a umas dez quadras de casa , para que um genro que ia dormir na nossa casa, ficasse com o carro bem seguro! Bem seguro e na minha garagem! É lógico que não fui !
      Adora os nossos animais e da mesma forma os animais dos filhos. Atualmente temos , em casa cinco cachorros, um da Vaneska, a pretinha e duas gatas da Janaina que não foram com ela para a Itália. Os nossos outros animais são uma Hottweiller e uma Fila Brasileira: A primeira é a Grace Kelly e a segunda a Elizabeth Taylor. Temos tambem uma puddle, na cama. É a Lady Sara. Agora adotamos a Audrey Hepburn que é um nenem. Parece que tem umparentesco com pastor alemão. Uma gracinha. Quase me arrancou a unha  do pé ,brincando ontem, mas tudo sem maldade. è nenem.
        A Vaneska tem uma cadelinha puddle que é um anjo! É a Meg . Muitas vezes, quando a Vaneska, médica, está de plantão, a Nilva vai na casa da Vaneska para dar uma voltinha na rua com a Meg pois ela só faz necessidades na rua! Não é lindo ?
         Ela recebe diariamente telefonemas dos três filhos. Uma, a Vaneska que está em Porto Alegre , liga todo o dia e diversas vezes. O Gugú de São Paulo fala com a mãe todos os dias. E a Janaina, em Trevignano, na Itália, está sempre na linha pelo Skype e se não for possível, se falam pelo telefone convencional. A Nilva fala com a sua mãe pelo telefone diariamente. Fala mansa e calma. Sem stress. Fala baixo e sempre mantendo a serenidade. Não faz escândalos. Tranqüiliza a todos. É zen!       Quando ela perde a calma, deixa de falar manso, deixa de ser zen, adivinha com quem ela está falando ? Adivinhou ? É comigo mesmo !
      No Natal de 2005, faltando 15 minutos para a ceia, estávamos nós dois chamando uma ambulância da Eccosalva pois eu não suportava a dor nas pernas por um problema de tiróide surgido em dezembro de 2005.  Aliás anos antes, em 1995, também passamos a noite de natal, nós dois, no Hospital Mãe de Deus, pois a Nilva tinha sido operada de apendicite numa emergência. Na véspera do Natal uma irmã, a maninha, foi ao hospital falar comigo para saber se havia problema fazerem a festa de Natal na casa da minha sogra.      A festa contava com a presença de todos inclusive com a irmã de Brasília que estava em Porto Alegre.           Eu respondi o que a Nilva responderia . Disse : - Acho a coisa mais normal a festa se realizar como se nada houvesse acontecido !
    A irmã só estava em dúvida porque o seu João, meu sogro e patriarca da família, não queria festa com filho doente e até tinha escondido alguma coisa, parece que um perú assado !!!! É evidente que eu respondi pela Nilva pois EU não deixaria acontecer nenhuma festa se a Janaina ou a Vaneska , minhas filhas estivessem num hospital recém operadas !
        Uma vez nossa cozinha pegou fogo e a família ficou sabendo 2 dias depois. A Nilva procura não incomodar ninguém dando noticias tristes. Ela tem a convicção que não adianta. E se vai incomodar dando noticia triste jamais o fará por telefone ! O que é, vamos combinar, no mínimo um habito infeliz !
      Esta é uma síntese da Nilva que eu conheço há 35 anos. É única. É insubstituível. É a melhor mãe do mundo junto com a falecida minha mãe e com a mãe dela que está com 85 anos. 
     Grande companheira ! A Nilva , quando a coisa é seria, é a conselheira da família, dos filhos , dos alunos e do marido. Completamos recentemente , 35 anos de casamento. Eu passaria por todas as dificuldades de novo, se a Nilva estivesse junto. E parafraseando o gaúcho que disse que para ser feliz bastava ser Gaúcho, eu diria que: para ser feliz, me basta ter a Nilva ao lado.

Geraldo Fulgencio

OBS: Este texto é do livro Ascensão e queda de um vagal que está neste ilustre e querido recanto.
Fulgencio
Enviado por Fulgencio em 23/11/2007
Reeditado em 23/11/2007
Código do texto: T748536

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Sobre o autor
Fulgencio
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 78 anos
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