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Entre Mônica Veloso e Seu Zé, prefiro Seu Zé!

Interessante artigo do conceituado jornalista Zarcílio Barbosa, publicado no Jornal da Cidade de Bauru, no dia 25/11/2007, traz graves reflexões sobre o que é a beleza e o que é ser belo.
O que é ser belo? Será que é  estar de acordo com os padrões que estabelece a moda e a sociedade? Será que beleza se resume a corpos malhados, esguios, olhos verdes ou azuis, cabelos lisos ou encaracolados? Será que a beleza está apenas na aparência, ou ela é transcendental? O que nos leva a achar alguém belo ou bela?
A realidade é que a busca pela beleza sempre acompanhou a criatura humana e esteve invariavelmente associada ao poder. No Renascimento, comer era considerado um luxo, portanto, quanto mais comiam as mulheres, mais gordas ficavam, quanto mais gordas, mais poderosas e, conseqüentemente, mais belas. Era a regra que pregava a sociedade da época. Hoje, mais esclarecidos, sabemos que a obesidade traz graves complicações à saúde. Já no Brasil de 1960, as mulheres belas deveriam ser altas, magras e com seios pequenos. Era o que ditava a moda àquela época. Nos tempos atuais  muitas garotas e garotos se perdem buscando a beleza e admiração. São reféns da moda e de padrões artificiais que mudam com o tempo. Querem ser belos a qualquer custo. Anorexia, bulimia, depressão e infelicidade são algumas das conseqüências dessa busca pelo perfeito padrão de beleza. Perceba, caro leitor, não tenho nada contra a busca pela beleza, acho justo que nos preocupemos com o visual. Quero apenas levantar a questão para refletirmos no que é de fato ser belo ou bela. A intenção é mostrar que há também beleza longe das academias, da televisão e das revistas.Concordo com Zarcílio Barbosa  quando diz que não consegue achar, por exemplo, Mônica Veloso bela após saber de sua participação no triste escândalo envolvendo o senador Renan Calheiros. Mônica virou celebridade. Posou nua, vai desfilar em escolas de samba, concede constantes entrevistas e agora escreveu um livro sobre os bastidores de Brasília. Não quero desmerecer a figura de Mônica Veloso, porém, sem hipocrisia, entre a beleza dela e a do Seu Zé, meu vizinho, fico com o Seu Zé. Amigo, companheiro, honesto e exímio contador de histórias, é enorme satisfação estar ao lado dele. Tem também meu amigo Mauricio, bom de conversa, inteligente e com bom senso, acho Mauricio uma beleza de criatura. Sem falar na figura de Orson Peter Carrara, a beleza personificada no entusiasmo pela vida. Não posso deixar de falar no Wagner, uma beleza de trabalhador. E minha grande esposa Aline, a mais bela das mulheres que já conheci, mulata, amiga, companheira, uma beleza de esposa. Não posso reclamar, caro leitor, a minha vida está cheia de beldades, tantas, mas tantas, que precisaria de um livro para citar  todas. Imagino quando a sociedade estabelecer como padrões de beleza a honestidade, o companheirismo, a caridade, a benevolência a tolerância. Imagino a revolução social  que ocorrerá quando as televisões mostrarem desfiles de beldades que se destacam pelo amor ao próximo. Pense, caro leitor, o mundo todo buscando o padrão de beleza da fraternidade. As acadêmicas ensinando a malhar a alma, as revistas convidando à reflexão sobre a educação, cultura e leitura. Quando isso ocorrer o mundo será de fato mais belo, uma beleza perene, admirável sem maquiagem e sem os recursos do Protoshop. Quando a sociedade ampliar seu conceito sobre beleza, estendo-a também a busca pelos atributos da alma, teremos de fato o consenso sobre o que é beleza e o que é ser belo.
Pensemos nisso!
Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 01/12/2007
Código do texto: T760601
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 42 anos
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Wellington Balbo