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CRIANÇA

Quanta musicalidade encerra esta palavra linda, que é sinônimo de felicidade.
Um berço é um poema que vive, une, estimula e gera amôr, tolerancia, ternura...O pedacinho de côr de rosa que ele encerra, é um idolo que escravisa na mais doce, na mais amorosa das escravidões.
A criança é alvorada radiósa que ilumina, é flôr trescalante de aromas sutís, que se entreabre para a vida. É afago morno de raio de sol, gota de orvalho caida do céu, é benção de Deus. Em cada criança palpita uma promessa. Nela repousa um mundo de sonhos e de esperanças.
O futuro é da criança e portanto devemos cuida-la, para que esse futuro seja promissor, sem lutas e sem dôres.
Vamos prestar assistência às crianças desamparadas.
Uma ave sem ninho perde-se em vôos sem rumo até cair exausta, com o caração vazio...
Não há nada que dôa tanto como vêr uma criança faminta de carinho, sem pai e sem mãe.
A criança encerra tudo o que há de mais belo. A inocencia pura, a espontaneidade que emociona e quebra o gelo renitente dos corações mais empedernidos e céticos.
Mas é preciso compreender a alma singela das crianças.
Elas são verdadeiros pontos de interrogação e é necessário muita sutileza para entende-las." A criança é um pouco como essas incrições meio apagadas, nas quais é possivel ler quase tudo o que se quizer." Estas são palavras de ilustre pedagogo, cujo nome não me recordo, mas que são dignas de meditação.
Podemos lêr o intimo da criança se quizermos.
Todos os seus atos são reflexos dos seus multiplos anseios. Ela vê o mundo através da sua imaginação fantasista e tem uma concepção mágica de tudo. É um ser em constante movimento e está cheia de curiosidade, acerca dêste mundo complicado em que vive.
Há nela uma grande ânsia de adquirir experiência. De acôrdo com as várias fazes dos seus interêsses, precisamos atender suas necessidades de conhecimento, preparando-a assim para a vida adulta.
A infância é decisiva na vida do indivíduo. Nos primeiros anos tudo que arranha fundo a sensibilidade, pode se traumatizar e constituir no futuro, o motivo de um proceder inexplicavel.
É, pois, a infância, o periodo aureo da vida do homem.
Rousseau acreditava na bondade ingenita da criança e achava que ela nasce boa, a sociedade que a modifica e perverte. Não podemos, entretanto, chegar a esse extremo, pois sabemos que a criança não nasce boa nem má, ela está sob a influência dos fatores hereditários e nesológicos. Entretanto, Rousseau foi o primeiro a sentir que para educar a criança é preciso conhece-la intimamente.
Sim, vamos tratar a criança com todo o nosso carinho e compreensão, para que seu psíquico seja harmonioso, para que ela seja inteiramente feliz. A criança representa um amanhã que poderá ser de paz que é o unico anseio deste mundo tão atormentado.
                     São Paulo, 12 de outubro de 1952
Celisa Diniz Corrêa
Enviado por Celisa Diniz Corrêa em 02/12/2007
Reeditado em 12/10/2010
Código do texto: T761380

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Sobre a autora
Celisa Diniz Corrêa
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Celisa Diniz Corrêa