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OS VOLANTES ALCOOLIZADOS

Hoje a cidade de São Paulo amanheceu triste.
Mais um grave acidente, entre tantos que temos presenciado naquele que é considerado o tráfego mais violento do mundo, chocou a
todos nós,  pais, autoridades de trãnsito e as policais, ceifando a vida de quatro jovens, com idades entre dezesseis e vinte anos.
O evento nos traz a tona a questão dos jovens aos volantes, as tão badaladas "baladas noturnas", tão em moda ultimamente, aonde o álcool e as drogas fluem descontraídamente.
Outro questionamento é quanto ao livre trânsito do álcool, uma vez que considerado droga como qualquer outra, é encarado como vício lícito, com condescendência social, e o que é pior, conotando certo "status" entre os jovens.
Trabalhos científicos demonstram que assim como as drogas entorpecentes, o jovem se inicia muito cedo no álcool, por volta  dos doze a treze anos de idade, quando também se inicia a conflitante adolescência.
Iludidos pelo fato de que têm controle sobre si, raramente admitem excederem-se nas bebidas, quando também não consideram álcool as bebidas mais doces( cujos teores alcoólicos ás vezes são maiores), bem como a "inofensiva" cerveja.
O achado de jovens em "coma alcóolico" nos recintos dos pronto- socorros tem aumentado demais...
E o triste resultado está aí.A tão sabida combinação entre ácool e volante que tantas tragédias tem alimentado.
Pais que têm filhos na idade das "asas" sabem o quanto é difícil controlar aquilo que rola além dos nossos olhos, da nossa vontade e do nosso entendimento. A força do "grupo" é imensurável.
Tão logo se aproximam os dezoito anos, ao se habilitarem ao volante, julgo necessária uma decisão em uníssono familiar para se optar pelo automóvel, porque uma vez adquirido fica muito mais difícil o controle das referidas "asas". Julgam-se unipotentes e imunes a tudo!
Aonde estaria a solução? Não sei.Imaginar que uma política considere  o alcool e o cigarro como "drogas ilícitas" seria chover no molhado e expor uma ingenuidade sem tamanho.
Orientação acredito que não lhes falte.Gastamos o vocabulário todos os dias.Somos os chatos do pedaço.
Talvez a solução esteja em incentivar-lhes a auto estima, e fazer com que percebam que não há necessidade de "acessórios" que lhes prejudiquem a saúde ou os exponham à riscos trágicos para "curtirem" os anos dourados...
E para arrematar, rezar...rezar muito.
QUe Deus conceda aos familiares de hoje e de tantos outros eventos lamentáveis do trânsito o devido conforto de alma.
MAVI
Enviado por MAVI em 05/12/2007
Reeditado em 05/12/2007
Código do texto: T765977

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Sobre a autora
MAVI
São Paulo - São Paulo - Brasil, 57 anos
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