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Vacina contra o HPV - Tirando dúvidas
Dr Jorge Luis Rios responde

1) A vacina contra o HPV é feita com vírus atenuado, parcialmente vivo?

A vacina não é fabricada com o próprio vírus vivo (como a de sarampo, rubéola ou catapora), mas, através de um processo de manipulação genética. Por isso, não há o risco de qualquer virulência e agressão do organismo pela vacina. Portanto:

- Quem usa corticóide pode tomar a vacina

- Quem tem câncer ou AIDS não estão impedidos de tomar a vacina, mas a vacina só terá eficácia se eles não estiverem IMUNODEPRIMIDOS, na ocasião da vacinação. Quer dizer, o HIV positivo deve estar com uma taxa boa de CD4 (linfócito de memória que irá atuar na imunização contra o HPV). Quanto ao paciente com câncer, este não deve estar fazendo quimioterapia, o que o deixa imunodeprimido.

- Teoricamente a vacina pode ser feita junto com outras, mas até agora só foi estudada uma aplicação junto com a Hepatite B. Não há informações sobre o uso concomitante com outras vacinas além da Hepatite B.

2) Pode-se vacinar contra o HPV uma pessoa com gripe?

A gripe, febre e outras viroses podem diminuir o "aproveitamento imunológico" da vacina. Por isso, é melhor esperar passar esses episódios para se vacinar.

3) O homem deve se vacinar contra o HPV?

O homem pode se vacinar e em alguns países como a Austrália já recomendam explicitamente a vacinação dos homens, baseado nas pesquisas com a vacina. No entanto, no Brasil a recomendação explícita é para mulheres de 9 a 26 anos. Portanto, os homens interessados e as mulheres de outras faixas etárias talvez encontrem dificuldade de se vacinar nas clínicas especializadas. Os responsáveis médicos pelos serviços de vacinação e os médicos particulares podem prescrever e autorizar a vacina para seus pacientes.

4) Existem efeitos colaterais com a vacina?

Os efeitos colaterais descritos são pequenos. A maior parte são locais: dor, em 80% dos casos, inchaço local em 24%, vermelhidão local em 23%, coceira local em 3%, hemorragia local em 3%. Nos sintomas gerais, apenas febre foi relatada em 10% dos vacinados.

5) Existe interação medicamentosa?

Não se observou nenhuma redução da eficácia ou potencialização da ação de medicamentos que, porventura, os pacientes em vacinação façam uso. Isto inclui contraceptivos, analgésicos, antiinflamatórios, antibióticos e vitaminas. A bula não cita anti-hipertensivos, mas, pelos conhecimentos sobre o perfil de fabricação e ação da vacina, não deve haver problema algum.

6) Esta vacina (contra o HPV do grupo 16 e 18) pode causar condições de os outros grupos de HPV se tornarem tão agressivos quanto?

Não tem a menor possibilidade de "criar resistência" nos outros HPV e os tornar mais agressivos ou resistentes. Não se trata de um antibiótico contra o HPV, mas uma substância que provocará uma resposta imune contra o HPV. Pelo contrário, talvez até crie uma imunidade cruzada contra outros sorotipos de HPV, tornando seu efeito mais amplo e eficaz do que o planejado.

7) A vacina protege por quanto tempo?

Supostamente a proteção é pela vida toda, mas os estudos só acompanharam os vacinados por 5 anos (a vacina foi criada neste tempo). As pesquisas continuam acompanhando os vacinados e a resposta virá com o tempo.

8) Como é o esquema de vacinação?

São 3 doses, que devem ser aplicadas com 0, 2 e 6 meses (a segunda dois meses depois da primeira e a terceira 6 meses depois da primeira). No serviço ao qual pertenço, faremos o agendamento e implantaremos o programa de "lembrar a data da próxima dose por telefone.

9) Pode-se, mesmo com a vacina, pegar HPV?

Sim. Existem 100 tipos de HPV, no entanto, quem se vacinar estará protegido contra os tipos que podem evoluir para câncer (grupo 16 e 18) e os que podem provocar as verrugas genitais (geralmente os grupos 6 e 11).

Texto especialmente escrito para o Clube da Dona Menô
http://www.clubedadonameno.com
Autor: DrJosé Luiz Rios
Alergia e Imunologia
CRM 52 38326-9

Todos os textos sobre HPV:

Leila Marinho Lage
Enviado por Leila Marinho Lage em 08/12/2007
Reeditado em 23/05/2008
Código do texto: T769378

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Sobre a autora
Leila Marinho Lage
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
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Leila Marinho Lage

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