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Pulando a Cerca: O Que Há do Lado de Lá?


A
 
crescente descrença na instituição familiar, o aumento do número de divórcios e o casamento por interesse me levaram a escrever este artigo, em especial aos maridos.

Por mais simplório que possa parecer, continuo a acreditar na família como base da sociedade, ainda que os ventos soprem em contrário...

Quem jamais pensou em viver uma ‘aventura’, dar uma ‘fugidinha’ ou ‘pegar um pessoal’, que atire a primeira pedra.

Enquanto alguns ficam só no pensamento, outros preferem se arriscar, pagando pra ver. Há ainda os que aproveitam pra explorar o ‘mercado do amor’. Que de romântico mesmo não tem nada.

Nas telas, torcemos pelo padre que desonra a batina, pelo galã que dilacera a família, pelo adolescente que encara sua ‘primeira vez’.

Longe dos holofotes, nos bastidores da vida real, a cena não é muito diferente. Continuamos a acreditar no antigo dito popular: ‘A grama do vizinho é sempre a mais verde’.

Mas basta alguém virar o pescoço para apreciar o nosso gramado, logo torcemos o bico. “Amarra as cabrita que o meu bode tá solto!”, diz o caipira. Até que o bode do vizinho começa a rondar seu terreiro, e lá vai o jagunço pegar a cartucheira...

Seja em rodas de amigos ou no trabalho, o tema chega a ser indício cultural de masculinidade. Abordado em piadas divertidíssimas, com seus famosos e bem-sucedidos personagens. Mesmo quem nunca ouviu falar do Padre Zezinho, por exemplo, de longa data já conhece o Ricardão.

Quem se aventura a pular a cerca, contudo, às vezes dá de cara com um pitbull. Noutras, volta com espinhos no pé. Em alguns casos, no coração.

Caminho longo é o de retorno… Mais difícil ainda ao olhar nos olhos da patroa, sorrir com as crianças, tentar viver uma vida dupla. Assoviar e chupar cana.

Como partilhar da doce harmonia prometida no altar, ‘na alegria e na tristeza, na riqueza ou na pobreza’, quando o coração já não está mais em casa?

Apesar da feiúra crônica, também já levei minhas cantadas, comprovando que neste mundo há gosto pra tudo.

Dos amigos que fizeram a experiência (e me contaram), cada qual se viu em plena moita de espinhos. Confiança abalada, sentimentos feridos, vigilância eterna. No recibo do motel, este preço nunca é incluído no orçamento da noitada!

É por essas e outras que lanço a pergunta: A infidelidade compensa? Ou existe solução a partir de um bate-papo bem franco? Como será que o processo se inicia?

Bem, isso é tema pra nossa próxima conversa. Até lá, aí vai uma sugestão: Fique longe da cerca do vizinho. Entre logo pelo SEU portão, e dê AQUELE ABRAÇO na SUA DONA!

(Mesmo que ela esteja ‘suadona’, de tanto correr atrás da molecada, e tentar tornar a casa de vocês num LAR.)

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Charlles Nunes
Enviado por Charlles Nunes em 30/11/2005
Reeditado em 14/02/2009
Código do texto: T79046
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Sobre o autor
Charlles Nunes
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 47 anos
99 textos (235673 leituras)
17 áudios (3431 audições)
5 e-livros (57845 leituras)
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