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Texto

Família Salera: um breve histórico (1ª parte)

1. Apresentação

Este texto reúne um pouco da história da família SALERA de origem italiana que imigrou para o Brasil, no final do século 19 e início do século passado.
Aqui, eu agrupei diversas informações que me foram repassadas por parentes próximos, que as reuniram para a abertura do processo de cidadania junto ao "Consulado da Itália em Belo Horizonte", Minas Gerais (http://www.consbelohorizonte.esteri.it/Consolato_BeloHorizonte). Também utilizei informações coletadas pessoalmente em entrevistas com familiares e de dados que me foram repassados por e-mail e/ou estavam disponíveis na rede mundial de computadores, especialmente na “Comunidade Família SALERA” no site do Orkut (http://www.orkut.com).

Vale ressaltar que referente à família SALERA no Brasil esse é um dos primeiros registros, e que conforme acredito pode ser um passo inicial para a realização de um trabalho mais completo, como por exemplo, um livro ou um estudo genealógico, como já tem sido feito sobre a história de outras famílias. Para que isso aconteça realmente é preciso aumentar e atualizar as informações aqui presentes, tais como: datas de nascimento, falecimento, casamento, divórcio, batismos, festas etc., além também de informações sobre a formação acadêmica e atuação profissional, assim como dados sobre o recebimento de prêmios, títulos, condecorações e homenagens. E com toda certeza um item que não pode faltar num trabalho assim são as fotos de todos os membros da família.

Aproveito também esse momento para solicitar auxílio de todos os membros e amigos da família SALERA no intuito de melhorar ainda mais esse breve histórico.

Mas, deve estar claro para todos que nenhuma pessoa interessada em contribuir precisa sair correndo desesperada para coletar mais dados, pois sei que todos aí devem ter suas ocupações diárias e não quero que o levantamento de mais informações seja algo cansativo nem chato para ninguém, mas muito pelo contrario, pois quero que esse trabalho sirva para fazer com que cada um de nós possa parar alguns poucos momentos por dia/semana para conhecer mais de si mesmo e da história de nossa familia SALERA.

Quando você (membro ou amigo da família SALERA) tiver um tempo de sobra, vá juntando informações aos poucos, contactando as pessoas próximas, fazendo telefonemas, anotando coisas, e me mandando. Logo que eu tiver em mãos esses dados, vou colocando nesse breve histórico de nossa familia.

Sei que a realização de uma proposta como essa é, sem dúvida alguma, um grande desafio, pois para a sua realização é imprescindível muito mais do que o simples desejo de uma única pessoa. É por isso mesmo que quero contar com a colaboração de todos vocês. Desejo que cada um que possui laços sanguíneos e/ou afetivos com o sobrenome SALERA seja um participante desse trabalho.

Verdadeiramente aspiro que todos os SALERAs do Brasil sejam co-autores desse trabalho !!!


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2. Origem do nome “SALERA”


Todos os registros que existem desta dinastia apontam para as regiões montanhosas do litoral sul da Itália onde se têm notícias de um pequeno povoado de cultivadores da pesca de salgados, provindo daí o sobrenome “SALERAS”. Em Portugal e Espanha têm-se os registros dos “SALEMAS”, mas não se sabe a ligação dinástica com os SALERA italianos. A família SALERA usa por brasão um escudo em azul com três montes verdes acimados por uma estrela de seis pontas em ouro, passado de uma fita de prata e com o chfe em ouro carregado de mais uma sereia em sua cor natural guardada por dois golfinhos em sua cor natural (Pesquisa extraída do Armorial de Espanha - ARALDIS. Heráldica Italiana. Edição de 1961).

As figuras e traços do Brasão da Família SALERA remetem ao modo de vida das comunidades italianas que viviam nas regiões montanhosas do sul da Itália, e que tinham forte relação com o mar mediterrâneo. Boa parte da costa rochosa do litoral italiano não se presta a agricultura extensiva, pois o relevo acidentado e pedregoso limita a produção em grande escala típica do agronegócio moderno. Nesse ambiente íngreme, predominam pomares de oliveiras e parreiras das mais saborosas uvas verdes e rubis, pequenas plantações de tomate, batatas e ervas aromáticas.

A Itália, como sede do Império Romano, sempre teve papel preponderante no comércio mundial desde o início da era cristã. Os moradores dessa rica nação recebiam mercadorias e navegantes vindos de diversas partes da Europa, da costa norte do continente africano e de todos os povos judeus e árabes da palestina, que intermediavam o comércio do Império com as mais distantes províncias romanas e de outras nações longínquas. Os SALERA, assim como outras famílias litorâneas, desenvolveram-se na arte da pesca, o que pode ser visto na presença de dois belíssimos golfinhos adornando seu brasão. Mas, bem mais do que simplesmente considerar os aspectos técnicos da vida de pescador, a presença da sereia remete ao lado simbólico e mítico do modo de vida daqueles que colecionavam belas e intrigantes narrativas de aventuras em alto mar. A sereia é a figura que melhor caracteriza os percalços e desafios daqueles que escolhem viver extraindo riquezas e correndo riscos nas vastidões infinitas das águas salgadas do mediterrâneo.

A Itália sempre é lembrada como o berço de grandes talentos artísticos. Ela é considerada um dos países que mais influência teve e tem na cultura europeia e mundial, em todas as áreas da arte e cultura. Os italianos podem-se vangloriar de uma longa tradição cultural das artes às ciências e tecnologia, e uma forte tradição de excelência em todas as artes, culturas, literatura e ciências, corroborado no facto do país possuir o maior número de patrimônios da UNESCO, totalizando 44. São consagrados em todo mundo nomes italianos, grandes polímatas, artistas e gênios, como Dante, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael Sânzio, Enrico Fermi, entre tantos outros (WIKIPÉDIA, 2014). Diversas cidades italianas, como Veneza, Genova, Milão, Turim, Bolonha, Florença foram protagonistas no desenvolvimento de invenções, valores e traços culturais que influenciaram e continuam influenciando gerações por todo globo.

De modo geral, são visíveis as diferenças regionais do norte e sul da Itália. O norte italiano é considerado mais industrializado e mais rico economicamente.  O sul da Itália possui características próprias, podendo ser considerado uma região mais relacionada à produção rural e costeira, com menor expressão nas artes e maior relevância por meio de seu papel comercial e de intercambio marítimo. Enquanto que seus moradores nortistas tinham maior proximidade com povos de nações Europeias (Áustria, Suíça, Alemanha etc.), os moradores do sul italiano tinham, em geral, maior proximidade com povos não europeus (Sírios, Fenícios, Egípcios, Árabes etc.). Não é de estranhar que a característica mais marcante entre os SALERA seja a sua aptidão para o comércio e os negócios. É considerável o número de pessoas que desenvolveram a aptidão para empreendedorismo, na compra e venda de mercadorias e na prestação de serviços.

Outra questão que chama a atenção para quem estuda a história da família SALERA trata-se da sua afinidade com o judaísmo. Especula-se ainda que os SALERA italianos sejam descendentes de uma tribo judaica (tribo de SALÉM) oriunda em região da atual Palestina. O que justifica a presença no brasão dos SALERA da estrela de seis pontas, recorrentemente utilizada entre os judeus.

 
Em destaque a região da Calábria, local da gênese dos SALERA italianos que deram origem ao ramo dessa família no Brasil.

Essa região sul da Itália, incluindo a Sicília, sempre esteve associada às famílias de mafiosos. A ilha Siciliana está marcada em diversos enredos Hollywoodianos, especialmente pela série do Poderoso Chefão. Destaca-se que boa parte dessa imagem se deve ao papel central dessa região sulista da Itália desde os tempos da Idade Média na sua relação de intercâmbio com as demais partes do mediterrâneo e do mundo.

Foi carregando traços dessa nação rica e culturalmente diversa que alguns italianos de sobrenome SALERA iniciaram uma ousada jornada cruzando o Oceano Atlântico rumo ao Brasil para dar início a uma nova história e contribuir com a construção de nossa nação.


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3. A Família SALERA no Brasil


Para entendermos melhor como a história da família SALERA começou no Brasil é preciso voltar um pouco ao passado e relembrarmos alguns momentos da história de nosso país. A partir de meados do século 19, o Império Brasileiro que estava sob a regência de Dom Pedro II passou a receber uma leva de imigrantes vindos de diversas partes do mundo, para suprir a demanda de mão-de-obra, pois naquela época a escravidão estava sendo bastante criticada, dentro e fora do país, e diversas medidas estavam sendo tomadas no sentido de extinguir a escravidão aqui. Foi nesse contexto que integrantes da família SALERA italiana imigraram para o Brasil no final do século 19 e início do século passado.

Quando os imigrantes chegavam aqui em nossa nação era comum se deslocarem para cidades e povoados acompanhados de outros conterrâneos, e ali se estabeleciam sempre mantendo vínculo com pessoas de mesma nacionalidade.

Dessa forma, um imigrante da família SALERA (CAETANO SALERA) veio da Itália no final do século 19 e ficou no interior do Estado de São Paulo, dando origem a um ramo da família ali (especialmente em São Bernardo do Campo e Vargem Grande do Sul).

Posteriormente, outro italiano, sobrinho do primeiro, UMBERTO SALERA, chegou ao Brasil em 29 de dezembro de 1910, e se dirigiu para Minas Gerais, dando origem a uma segunda parte da família, que se estabeleceu principalmente no Centro-Oeste mineiro, em Itaúna, cidade que se situa a 76 km da capital, Belo Horizonte (BH).

Nessa mesma época, PASCHOAL SALERA veio da Itália para ampliar o rol de imigrantes italianos no Estado de Minas Gerais.

É importante destacar também que existem várias pessoas que possuem o sobrenome SALERA, que são descendentes de outro imigrante italiano, ROQUE SALERA, que veio por volta de 1920 para o Estado de São Paulo.

Por volta da década de 1930, outro italiano da pequena cidade Tramútula, província da Calábria, sul da Itália, veio para o Estado de Minas Gerais, a saber: FRANSCISCO SALERA, que deu origem a um terceiro ramo dessa família entre os mineiros.


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3.1 Os SALERA de São Paulo

Parte da história da família SALERA no Estado de São Paulo está registrada no livro “Origem das Famílias de São Bernardo do Campo”, de autoria do escritor FÁBIO SILVA GOMES.

Veja abaixo as informações que já reuni sobre a família SALERA de São Paulo:

Tudo começou com CAETANO SALERA que era tio de meu bisavô, UMBERTO SALERA. Além de CAETANO SALERA, outro italiano, chamado ROQUE SALERA, também veio alguns anos após para o Estado de São Paulo, constituindo assim parte da família SALERA em terras tupiniquins.

Logo abaixo estão relacionadas diversas informações sobre as famílias de CAETANO SALERA e ROQUE SALERA em São Paulo, e mais ao final desse histórico apresento informações da família de UMBERTO SALERA, que está presente, principalmente, no Estado de Minas Gerais.

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3.1.1 A Família de CAETANO SALERA

CAETANO SALERA era casado com VICENZA MARÇOLA e juntos iniciaram um braço da família SALERA no Estado de São Paulo, no final do século 19. Esse casal de imigrantes italianos teve vários filhos, entre os quais: (1) MODESTO SALERA, (2) AURÉLIO SALERA, (3) ALFREDO SALERA, (4) ERCULINO SALERA e (5) EDUARDO SALERA.

Para facilitar a organização e compreensão das informações já obtidas, os dados foram agrupados de acordo com os 05 nomes confirmados dos descendentes do casal italiano, CAETANO SALERA e VICENZA MARÇOLA. Vale mencionar que à medida que  as informações forem chegando elas serão atualizadas.

Ainda existem várias lacunas que precisam ser preenchidas. Só para citar algumas dados que precisam ser melhor detalhados, logo abaixo apresento algumas informações que recebi e que pretendo (com a ajuda de outros integrantes da família SALERA) completá-las.

“É preciso saber ao certo quantos filhos o casal, CAETANO SALERA e VICENZA MARÇOLA, tiveram”.

Segundo informações do sr. NELSON SALERA SORDILLE, neto de CAETANO SALERA, seu avô italiano possuía 02 tias, ROCCA SALERA e ANGELINA SALERA, ambas nascidas na Calábria, Itália. Algumas questões importantes: quando elas vieram para o Brasil? Onde essas tias moravam? Tiveram filhos? etc. ???

Abaixo apresento as informações que obtive referentes aos 05 filhos do casal italiano, CAETANO SALERA e VICENZA MARÇOLA.


3.1.1.1 A Família de MODESTO SALERA

MODESTO SALERA e TEREZA SORDILLE SALERA tiveram 06 filhos: (1) JOSÉ SALERA, (2) JÚLIO SALERA, (3) APARECIDO SALERA, (4) NELSON SALERA SORDILLE, (5) ANTÔNIO SALERA SORDILLE e (6) CLAUDIONOR SALERA SORDILLE. Todos os cinco primeiros filhos do casal nasceram em Vargem Grande do Sul, e só o filho caçula, CLAUDIONOR SALERA SORDILLE, nasceu em São João da Boa Vista. Todos os seis filhos passaram parte da infância em São João da Boa Vista até que toda a família se mudou para São Bernardo do Campo.
Há em São Bernado do Campo um rua chamada de "Rua MODESTO SALERA", que se localiza no Jardim Thelma. Além dessa rua, há outra rua em homenagem à Família SALERA de São Paulo, que se trata da "Rua GUILHERME SALERA", que fica no Guarujá - São Paulo, SP.

Logo abaixo há algumas informações sobre os 06 filhos de MODESTO SALERA e TEREZA SORDILLE SALERA.

JOSÉ SALERA casou-se com ANTONIETA GAVINELLI SALERA (casal in memorian) e tiveram 02 filhos: (1) MIRIAN TEREZA SALERA e (2) MAURO SALERA.

JÚLIO SALERA casou-se com JOSEPHINA ARONQUI SALERA (casal in memorian) e tiveram 05 filhos: (1) TERESINHA SALERA, (2) HUMBERTO SALERA, (3) NEUZA SALERA, (4) RITA SALERA e (5) CLÁUDIA SALERA.

NELSON SALERA SORDILLE casou-se com MARIA DE LOURDES TERRON SALERA e tiveram 04 filhos: (1) MARILENE SALERA, (2) ALMIR SALERA, (3) MÁRCIA APARECIDA SALERA e (4) AIRTON SALERA. Os três filhos mais velhos moram em São Bernardo do Campo e AIRTON SALERA reside atualmente em Lavras, Minas Gerais. ALMIR SALERA é casado e tem como filha JULIANA TERTO DA SILVA SALERA.

ANTÔNIO SALERA casou-se com ANTÔNIA CAMPANHARO SALERA e tiveram 03 filhos: (1) MARCO ANTONIO SALERA, (2) MILTON SALERA e (3) MARCELO SALERA.

CLAUDIONOR SALERA casou-se com NEUZA FERNANDES SALERA e tiveram 03 filhos: (1) ELIETE SALERA, (2) CLAUDINHO SALERA e (3) FERNANDO SALERA.

APARECIDO SALERA (in memorian) casou-se com DIRCE MORALES SALERA e tiveram um casal de filhos: (1) LILIAN SALERA e (2) LOURIVAL SALERA.


3.1.1.2 A Família de AURÉLIO SALERA

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3.1.1.3 A Família de ERCULINO SALERA

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3.1.1.4 A Família de ALFREDO SALERA

ALFREDO SALERA casou-se com ANA DENJULO (ou DENJULIO) SALERA, também descendente de italianos, mas nascida no Brasil, e tiveram 10 filhos: (1) DELVINO SALERA, (2) ANÍSIO SALERA, (3) VICENTE SALERA, (4) HÉLIO SALERA (falecido ainda bebê), (5) JOSÉ SALERA, (6) OLÍVIO SALERA, (7) IDÉSIO SALERA, (8) OTÁVIO SALERA, (9) LEONOR SALERA GARCIA e (10) LAURO SALERA – todos  filhos nascidos em uma fazenda conhecida como "Pinheiro”, município de Vargem Grande do Sul, interior de São Paulo. Os filhos, JOSÉ SALERA e DELVINO SALERA (in memoriam), foram morar em Mogi Guaçu, SP, assim que se casaram. Todos os outros foram, uns solteiros e outros já casados, foram morar em São Bernardo do Campo, SP. Isso foi há  cerca de 50 anos. Em Vargem Grande do Sul ficaram VICENTE SALERA e LEONOR SALERA GARCIA. Atualmente, só estão vivos LEONOR SALERA GARCIA que reside em Vargem Grande do Sul e IDÉSIO SALERA e LAURO SALERA que residem em São Bernardo do Campo.

Saiba um pouco mais sobre os 09 (nove) filhos adultos do casal, ALFREDO SALERA e ANA DENJULO:

DELVINO SALERA (in memorian) casou-se com HELENA MASCARO (in memorian) e tiveram 03 filhos: MILTON SALERA, MÁRIO SALERA e HELENA SALERA. Eles residem em Mogi-Guaçu, São Paulo.

ANÍSIO SALERA (in memorian) casou-se com OZINA MILAN (in memorian) e tiveram 02 filhos: ANA MARIA SALERA (falecida) e DENÍLSON SALERA. Eles residem em São Bernardo do Campo.

VICENTE SALERA (in memorian) casou-se con ERNESTA OIANO e tiveram 02 filhas: Ana MARIA SALERA RIBEIRO e SÔNIA SALERA. Eles vivem em Vargem Grande do Sul.

JOSÉ SALERA (in memorian) casou-se com IOLANDA CACHOLA SALERA (in memorian) e tiveram 02 filhos: JOSÉ ARMANDO SALERA e RITA SALERA. Eles residem em Mogi-Guaçu, São Paulo.

OLÍVIO SALERA (in memorian) casou-se com ALZIRA BERNARDELI SALERA e tiveram 02 filhos: EDVALDO SALERA e VALDEMIR SALERA. Eles vivem em São Bernardo do Campo.

IDÉSIO SALERA casou-se com NEUSA e tiveram 01 filho: DÉCIO SALERA. Atualmente vivem em São Bernardo do Campo, São Paulo

OTÁVIO SALERA (in memorian) casou-se com HELENA SALERA e teve 02 filhas: SANDRA SALERA e CRISTIANE SALERA. Eles vivem em São Bernardo do Campo, São Paulo.

LEONOR SALERA GARCIA casou-se com FRANCISCO GARCIA GARRIDO (in memorian) e teve 05 filhos: (1) JOSÉ ROBERTO SALERA GARCIA (in memorian), (2) SÍLVIA DE LOURDES SALERA GARCIA JOÃO, (3) ANA MÁRCIA SALERA GARCIA FAGAN, (4) CARLOS CÉSAR SALERA GARCIA e (5) CLÁUDIA MARIA SALERA GARCIA DO AMARAL. Eles vivem em Vargem Grande do Sul, São Paulo.

LAURO SALERA casou-se com MARILENE SALERA e tiveram 01 filha: SIMONE SALERA. Atualmente vivem em São Bernardo do Campo, São Paulo.


3.1.1.5 A Família de EDUARDO SALERA

EDUARDO SALERA nasceu em 1900 em Vargem Grande do Sul, interior de São Paulo, onde viveu até falecer em 1983. Sua família estabeleceu-se, principalmente, em Vargem Grande do Sul e na capital do Estado.

EDUARDO SALERA durante toda sua vida trabalhou negociando animais, pois ele era tropeiro. Sua esposa, ODILLA CARMINETTI SALERA faleceu com 36 anos de idade com leucemia. Os dois tiveram 08 filhos: (1) VERGÍLIA SALERA, (2) APARECIDA SALERA, (3) LUIZA SALERA, (4) GERALDO SALERA, (5) AGENOR SALERA, (6) LEONOR SALERA, (7) CLÁUDIA SALERA e (8) ANTONIO SALERA. Todos os filhos, ao crescerem, foram para capital São Paulo, exceto LUIZA SALERA que foi para Campinas-SP e AGENOR SALERA que foi para Praia Grande-SP. Atualmente somente estão vivos LEONOR SALERA e CLÁUDIA SALERA, que continuam morando em São Paulo.

Sabia mais sobre os 08 filhos do casal, EDUARDO SALERA e ODILLA CARMINETTI SALERA.

VERGÍLIA SALERA (in memorian) foi para a capital São Paulo ...

APARECIDA SALERA (in memorian) foi para a capital São Paulo...

LUIZA SALERA (in memorian) foi para Campinas, interior de São Paulo ...

GERALDO SALERA (in memorian) foi para a capital São Paulo, casou-se com ORLANDA DE SOUZA SALERA (hoje com 78 anos) e tiveram 02
filhos: WILSON SALERA (com 47 anos, Advogado, Diretor no Complexo
 Hospitalar Padre Bento de Guarulhos) e ROSANGELA SALERA (com 45 anos). WILSON SALERA casou-se com ILKA CRISTINA DE MELLO SALERA e tiveram 02 filhos: WILSON DE MELLO SALERA e ÁGATHA DE MELLO SALERA. ROSANGELA SALERA casou-se com SÉRGIO AMBRÓSIO e teve dois filhos: IGOR AMBRÓSIO e ISADORA AMBRÓSIO. Toda a família reside me São Paulo capital.

AGENOR SALERA (in memorian) foi para a cidade de Praia Grande, São Paulo, ...

LEONOR SALERA foi para a capital São Paulo ... A Srª SILVANA CARNEIRO KIELING é filha de LEONOR SALERA.

CLÁUDIA SALERA foi para a capital São Paulo ...

O filho caçula, ANTÔNIO SALERA casou-se, em Vargem Grande do Sul-SP, com MARIA APARECIDA DA SILVA e tiveram 02 filhos: REINALDO GUSTAVO SALERA (10/04/1964) e ANTONIO SÉRGIO SALERA. REINALDO GUSTAVO SALERA está casado e vive em Vargem Grande do Sul. ANTÔNIO SÉRGIO SALERA está ...


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3.1.2 A Família de ROQUE SALERA

No Estado de São Paulo, além dos SALERA descendentes de CAETANO SALERA e VICENZA MARÇOLA, há também um grupo de pessoas de sobrenome SALERA que são descendentes de ROQUE SALERA, que veio da Itália por volta de 1920.

Gostaria que mais pessoas da família SALERA de São Paulo me ajudassem a completar essas informações.

Segundo informações da srª MÁRCIA que reside em São Paulo, seu avô, ROQUE SALERA de Nápoles, era casado com CATHARINA CHIARI SALERA da Calábria, e no início do século passado deixaram a Itália e vieram para o Brasil ...  muitas interrogações ???

Segundo informações de LAERTE FRANSCICO SALERA, ROQUE SALERA veio da Itália, constituindo família provavelmente em Piracicaba – SP, e teve 06 filhos de dois casamentos. Do primeiro casamento, ROQUE SALERA teve 03 filhos: FRANCISCO SALERA (avô de LAERTE FRANCISCO SALERA), AMÉLIA SALERA e NENELA SALERA. No segundo casamento, ROQUE SALERA teve outros 03 filhos: ANGELINA SALERA CARMO, ALFREDO SALERA CARMO e MÁRIO SALERA.

Saiba um pouco mais sobre os 06 filhos do italiano ROQUE SALERA.

FRANSCICO SALERA casou-se duas vezes. Do primeiro casamento, FRANCISCO SALERA teve 02 filhos: FORTUNATO SALERA e ANTÔNIO SALERA. Do segundo casamento, teve 07 filhos: OSCAR SALERA, NELSON SALERA, LOURDES SALERA, ROSA SALERA, RUTE SALERA, ELSA SALERA e ALZIRA SALERA. Desse total de 09 filhos, somente 04 deles (NELSON SALERA, RUTE SALERA, ELSA SALERA e ALZIRA SALERA) habitam entre nós; os demais já se foram. Toda a família reside no Estado de São Paulo.

AMÉLIA SALERA ...

NENELA SALERA ...

ANGELINA SALERA CARMO ...

ALFREDO SALERA CARMO ...

MÁRIO SALERA ...


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3.2 Os SALERA de Minas Gerais

Da mesma forma que a família SALERA em São Paulo já foi contemplada parcialmente no livro “Origem das Famílias de São Bernardo do Campo”, de autoria do escritor FÁBIO SILVA GOMES, para a família SALERA há um pequeno registro num livro que trata das famílias italianas presentes em Minas Gerais de autoria de um membro do Judiciário da região de BH. Tal obra pode servir para incrementar as informações aqui presentes.

Conforme dito anteriormente, a história da família SALERA em Minas Gerais começou com "UMBERTO SALERA". Vale ressaltar que é assim mesmo que se escreve o nome italiano UMBERTO (sem a letra “H”).

O maior conjunto de dados sobre esse imigrante italiano está no artigo “UMBERTO SALERA” de GUARACY DE CASTRO NOGUEIRA (1992), que está aqui na integra:

“UMBERTO SALERA nasceu a 19 de abril de 1882, em Tramutola, Província de Potenza, na região de Salicicata dos Apeninos Lucanos, a Sudeste de Nápoles e Salermo, na quase bota da Itália, filho de ANTÔNIO SALERA e MARIA ANTONIA VIGGIANI.
Embarcou em Nápoles no navio francês “Formoza”, com destino ao Brasil, com o passaporte n.o 3101, para aqui exercer a profissão de “calzolaio” (sapateiro), em 4 de dezembro de 1910. Fez escala em Gênova, depois em Marselha, na França, em Barcelona, na Espanha, e em Dacar no Senegal, África. Ancorou na Baía de Guanabara, extasiado defronte da beleza do Rio de Janeiro, em 29 do mesmo mês e ano. Confessou, em depoimento gravado em 1977, aos 85 anos, que nessa noite na chegada não dormiu um segundo sequer, tamanho a emoção, quando decidiu não mais voltar à Itália. Em companhia de UMBERTO, na época com 18 anos, viajaram três pessoas, duas primas com a mãe, esposa do tio, que as esperava no porto.
Na estação D. Pedro II, no Rio, cuja ferrovia tinha também o nome do Imperador, embarcou com destino a Minas Gerais e estabeleceu-se em Honório Bicalho, lugarejo sem as mínimas condições de vida, nem água encanada, nem esgoto, nem luz elétrica, e lá viveu três anos, solteiro e sapateiro.
Para matar saudades da família, começou a construir os bonecos, que utilizou para armar um presépio, segundo velho costume em sua cidade. Honório Bicalho com sua pobreza viu em 1913, a primeira versão da arte de UMBERTO, o presépio estático, como na Itália, pois as figuras não se movimentavam.
Numa terra onde quase todo mundo andava descalço, era difícil a sobrevivência de um sapateiro. Espírito irrequieto, o jovem SALERA tentou a sorte em Rio Acima, onde permaneceu apenas dois meses. Depois, em Vila Nova de Lima (hoje, Nova Lima), lá ficando mais nove meses, quando foi convidado a trabalhar numa casa que vendia couros, em Belo Horizonte.
Em 1916, aconteceu o fato que o trouxe para a jovem Itaúna, ele com 24 anos e a cidade com 15! Outro sapateiro da terra de Sant’Ana, o saudoso JOAQUIM DOS SANTOS, casado com D. ALZIRA (moravam na, hoje, rua Antônio de Matos, defronte aos BEGHINI) fazendo compras na loja de couros, perguntou onde encontraria um bom oficial em Belo Horizonte. O dono da casa apresentou-lhe UMBERTO. Em poucas palavras se entenderam, combinaram o salário de 60 mil réis por mês. Itaúna ganhou um bom rapaz e bom profissional.
Veio de trem-de-ferro, quando a Maria-fumaça descarrilou, o que era comum no Morro Grande, lá ficando retido durante horas. Enquanto esperava, descobriu e conheceu WASHINGTON ALVES DA CUNHA (Quitão), curtidor de couros, amizade que cultivou, enquanto viveram.
Numa quarta-feira, 10 de março, entrou na cidade debaixo de chuva. Jamais se esqueceu daquela tempestade. Caiu tanta água que passou 30 dias sem sair de casa! Foi trabalhar na Rua Silva Jardim, em companhia de outros sapateiros ligados a Joaquim dos Santos.
Falando diferente, boa pinta, simpático, julgava-se um galã. Arranjou logo algumas namoradas. Uma delas, a jovem MARIA BEGHINI, ornamento da sociedade da época. Aconselhado por D. HONORINA, irmã de Nhô Chico (Prof. FRANCISCO DE ARAÚJO SANTIAGO), casada com o Joaninho (GEOVANI BALDISSARA), patrício que aqui morava, procurou uma moca recém-chegada da Itália que morava num sobrado da esquina, no Largo da Matriz. Ela estava à janela e uma “buona sera” (boa tarde) provocou a troca de olhares. Pediu-lhe um copo d’água. Nasceu uma paixão entre os dois, pela quintessência daquela bebida milagrosa.
Casou-se em 29 de junho de 1918, na casa do italiano ALEXANDRINO BURRINI, com a irmã deste, ANA BURRINI, ambos filhos do casal ANTÔNIO BURRINI/DORALICE MARTINI, residentes em Mosciano Sant’Angelo, da Província de Terano, região nobre da Itália, perto de Giulianova na costa do Mar Adriático.
ANA BURRINI, nascida em 2 de janeiro de 1894, dois anos mais nova que UMBERTO, estava com 24 anos. O juiz de Paz ACÁCIO BAETA COELHO e o escrivão SERJOBES AUGUSTO DE FARIA celebraram a cerimônia na presença das testemunhas JOÃO BALDISSARA (o italiano Joaninho), a esposa HONORINA BALDISSARA (a que provocou o casamento), e ainda URQUIZA NOGUEIRA e PALMIRA DORNAS.
Foram residir e trabalhar por conta própria na Rua 15 de novembro, esquina com Mardoqueu Gonçalves, de propriedade de GABINO CAETANO MOREIRA.
De seu casamento nasceram: ANTÔNIO SALERA (11-04-19), JOSÉ SALERA (23-01-21), MÁRIO SALERA (28-01-23), HÉLIO SALERA (03-07-27) e HELI SALERA (30-01-29). A esposa ANA BURRINI faleceu jovem, aos 46 anos, em 8 de dezembro de 1940.
Casou-se novamente com a senhora JOSEFINA LARA RESENDE, não tendo deixado filhos do segundo casamento.
Umberto realizava-se com a montagem de seu próprio presépio, movido a água e que entrou para a história da cidade com o nome de Presépio do Sô UMBERTO. Dava-lhe muito trabalho, gastava muita água, levando a passar até três anos consecutivos sem montá-lo. Gostava de dizer orgulhosa e textualmente (depoimento pinçado da gravação feita em 1977):
_ O presépio é minha criação, tudo feito por mim, sem ajuda de ninguém, desde Honório Bicalho, graças a Deus! Em Itaúna, a mesma coisa, nunca recebi ajuda monetária, nunca, nunca! Cresça e apareça alguém para me desmentir! Muitos companheiros me ajudaram, mas dinheiro, nunca... Nunca... Mão de obra era fácil aqui, não tinha nada pra fazer, um cinema mal-mal, de vez em quando... Fui assim melhorando o presépio até que parei de fazê-lo, há uns 10 ou 11 anos, por volta de 1967. Parei, também, por causa de desentendimento na família, o que tem me aborrecido muito. Vou fazer 85 anos, em abril, se viver até lá. Espero, antes de morrer, deixar a família novamente unida, o que será uma grande vitória para mim... Uma vitória para eu ir sossegado para a eternidade... Se Deus me conseguir, é bom!
UMBERTO tinha um acentuado espírito comunitário. Promoveu duas festas em homenagem à Senhora do Rosário angariando fundos para a Igreja e fazia questão da prestação de contas:
- Tenho todos os papéis que foram apresentados no balanço, aprovados pelo Padre JOSÉ FERREIRA NETO. Ainda sobrou um saldo, depositado na Caixa Econômica Federal.
E repetia:
- Nunca pedi nada a ninguém. Mas como o Dr. AFFONSO DE CERQUEIRA LIMA sempre demonstrou muita amizade pra gente, foi o único que me deu, por duas vezes, dinheiro: a primeira, cem mil réis; no ano seguinte, duzentos mil réis, para a festa de Santo Antônio e para o presépio.
E contava:
_ Há poucos dias, nas bodas de prata do meu filho LILI SALERA, no adro da igreja, o Dr. AFFONSO me viu e gritou: Ô SALERA, como vai? Gosto muito dele. Pois merece o meu gostar, homem prestativo, que Deus o ajude e à família toda. Colocou-se a minha disposição para qualquer coisa, então lhe pedi para o presépio uns sarrafos e uma camioneta de grama, no que fui atendido imediatamente. Foi o único que me ajudou. Ninguém mais!...
E num esforço de memória, acrescentou:
_ Depois, pedi na CEMIG para melhorar a iluminação do presépio, e veio o Quita, que me ajudou, imediatamente, com a maior boa vontade e alegria. E foi só, não pedi ajuda a ninguém... Até agora...
E rindo:
_Tive mais uma ajuda importante, problema de água. A torneira da minha casa sempre aberta atrapalhava a lida doméstica. Meu vizinho, o ZÉ MESQUITA, mesmo que neto meu, casado com minha neta BETE, cedeu água de sua casa, o que atrapalhou a vida dele, da mesma forma. Agora, neste ano, depois de muitos anos, a idéia minha foi pedir água ao SAAE, para o presépio, pois com quase 85 anos, procurei uma solução definitiva: estive com sua Excelência o Senhor Digníssimo Prefeito, HIDELBRANDO CANABRAVA RODRIGUES, e ele se prontificou com o maior boa vontade possível, e mandou imediatamente num bilhete a ordem para ligar uma pena d’água só para o presépio; por isso ele está funcionando muito bem. E não tem outra ajuda de ninguém... De ninguém... Ajuda financeira... Graças a Deus!... O presépio agora não é mais meu, é do meu filho JOSÉ SALERA, que conta com a ajuda de minha neta ANA MÁRCIA SALERA. Eles é que estão gastando com o presépio...
Este depoimento retrata bem o homem UMBERTO SALERA: um italiano de apenas 1,60 m de altura, mas independente, altivo e de personalidade marcante. Faleceu aos 15 de julho de 1979, com seus 87 anos de idade.
Sua maior criação, além dos filhos, netos e demais descendentes não foram os milhares de sapatos fabricados e consertados, mas o presépio, tocado a água, que encantou Itaúna em muitos natais e agora revivido para alegria dos itaunenses amantes da Cultura e das legítimas tradições, por obra da administração HIDELBRANDO CANABRAVA RODRIGUES, com o apoio do Banco do Brasil.”

Vale destacar que apesar da descendência de ANA BURRINI, minha família não adotou o sobrenome BURRINI, pois naquela época não se adotava o sobrenome da mulher.  Atualmente todos nós só temos o sobrenome SALERA.

É bom lembrar ainda que outros filhos do casal ANTÔNIO BURRINI e DORALICE MARTINI eram ALEXANDRINO BURRINI e CAETANO BURRINI. ALEXANDRINO BURRINI não teve filhos. CAETANO BURRINI teve filhos e hoje possui descendentes espalhados em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Vale destacar que os descendentes de CAETANO BURRINI do Rio de Janeiro não adotaram o sobrenome BURRINI. Para saber mais informações sobre essa família basta acessar a “Comunidade Família BURRINI” no site do Orkut, ou ler o artigo "Família BURRINI: um breve histórico", que está disponível nesse mesmo site: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/840088

A segunda esposa de UMBERTO SALERA, a D. JOSEFINA LARA REZENDE (apelidada carinhosamente de “madrinha Zefina”) faleceu no início dos anos 80.

Além desse texto do Dr. GUARACY, transcrevi na integra dois outros textos que foram publicados em Jornais que circulam em Itaúna, e que trazem um pouco da história do presépio do italiano UMBERTO SALERA. O primeiro texto é de autoria do Dr. AFFONSO DE CERQUEIRA LIMA, que foi publicado em 1981 no Jornal Tribuna Itaunense, e o segundo foi publicado em 2006 no Jornal Folha do Povo. Vale mencionar que nos dois textos o nome do meu bisavô foi publicado erroneamente com a letra “H”, mas isso, de forma alguma tira a beleza e importância das informações neles contidas.

Logo a seguir estão os dois textos citados.

 “O maravilhoso presépio do Sr. HUMBERTO SALERA”, de autoria do Dr. AFFONSO DE CERQUEIRA LIMA

Certos acontecimentos ficam, para sempre, gravados em nossa memória. São inesquecíveis. De todos, o que mais me impressionou, talvez pela simplicidade dos sentimentos infantis, foi o presépio em casa do Sr. HUMBERTO SALÉRA.
Eu, embebecido, admirava todos os personagens ... Deitado, na pequena manjedoura, estava o pequenino Jesus, cercado por Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, pastores e também alguns animais: jumento, vaca, cachorro, cabra, quase todos com movimentos! Pareciam verdadeiros. Havia, ainda, um monjolo e um moinho, todos dois funcionando com divina perfeição.
E ali ficava, horas e horas, encantado com a genial criação do Sr. SALÉRA.
Imaginava a dificuldade em trazer da Itália aquele presépio, tão grande, num navio superlotado de imigrantes! Talvez ele fosse uma velha relíquia familiar.
Sua apresentação era, sem dúvida, uma promessa – maravilhosa promessa – feita pelo Sr. SALÉRA, para alegria das crianças itaunenses, durante cerca de 4 décadas.
E sempre, quando se aproximava o Natal, lá ia eu correndo, pela velha rua da Alegria, para perguntar ao Sr, HUMBERTO SALÉRA quando poderia ver o presépio.
- E respondia-me, com sotaque fortemente italiano:
- Pode passar aqui em casa, domingo próximo.
E, no dia marcado, ia à missa das 7 com minha mãe. Custava esperar a benção final do padre CORNENO ... Já saía da igreja correndo pela rua da Várzea, virava à direita, tomando a rua da Alegria e só parava diante da casa do Sr. SALÉRA para ver a coisa mais linda da minha infância: o maravilhoso presépio!
Devido às minhas visitas anuais à casa do Sr. HUMBERTO, fiquei, para sempre, um amigo e admirador do velho italiano.
Mas, com o correr do tempo, os papéis se inverteram: eu é que passei a ser visitado por ele, uma ver por ano. E sabem por quê? Para pedir-me, todo mês de junho, uma esmola para Santo Antônio. Como verdadeiro devoto do santo milagroso, o atendia, sempre, com a maior atenção.
Um dia, porém, percebi o engano: a esmola dada, por mim, era para Santo Antônio de Pádua, o velho santo dos italianos!... O meu padroeiro era o simpático Santo Antônio de Lisboa. Mas, vá lá ... continuei dando minha contribuição, pois com santo Antônio não quero brincadeira: nem com o de Pádua, nem com o de Lisboa...
Mas, a grande surpresa, a razão desta pequena crônica, aconteceu outro dia, à entrada da Igreja Matriz de Itaúna. Estava conversando com o Dr. GUARACY, quando aproximou-se o JOSÉ HIGINO CAMARGOS. Conversa puxa conversa e ele nos contou que, na década de 20, fora ele procurado pelo Sr. HUMBERTO SALÉRA. O assunto foi sobre a construção do presépio... O HIGINO poderia contribuir, perfeitamente, pois, apesar de ter apenas 15 anos, já não era ele um excelente carpinteiro?
O jovem procurou, então, o Tuhô (pai do Dr. LAURO ANTUNES DE MORAIS) e o velho ZACARIAS (bisavô do Dr. GUARACY), que possuíam monjolos e moinhos, movidos pela força de uma pequena queda d’água. E assim, conseguiu construir miniaturas do monjolo e moinho, encomendadas pelo italiano. O movimento foi conseguido pela água de uma torneira ...
Aqui ficam, portanto, nossas homenagens a vocês dois: um o idealizador; o outro, o arquiteto.
Vocês proporcionaram imensas alegrias a várias gerações infantis, sem a menor distinção.
Ao bondoso italiano HUMBERTO SALÉRA, nossa mais sentida saudade.
A você, HIGINO, pelo seu trabalho e muito mais ainda, pelo maravilhoso anonimato, nosso sincero muito obrigado.
Essa despretensiosa crônica, assinada por mim, por procuração de todos os itaunenses que, num dia, quando crianças, tiveram a sublime ventura de se extasiarem diante do pequeno, mas maravilhoso presépio do – hoje itaunense – HUMBERTO SALÉRA.

Publicado no Jornal Tribuna Itaunense, edição Especial de Natal, dezembro de 1981. Itaúna – Minas Gerais.

O segundo texto sobre o presépio de UMBERTO SALERA encontra-se logo abaixo.

“Presépio do museu também é atração em dezembro”

Apesar de ficar montado o ano todo e aberto a visitações, o “Presépio HUMBERTO SALERA” recebe um maior número de visitantes justamente nessa época do ano, devido às férias e ao Natal, além de ser diversão garantida para a criançada, o local anda conta com outras peças interessantes. O nome do presépio é uma homenagem a seu idealizador e construtor, o próprio HUMBERTO SALERA, nascido na Itália em 1892 e que veio para Itaúna em 1916. Humberto era barbeiro e aqui no Brasil se tornou sapateiro. A idéia de fazer o presépio partiu dessa época, mas demorou um pouco a ser concebida.
Todas as peças na época foram feitas pelo sapateiro, assim como toda a obra. São cerca de 20 bonecos e alguns deles tem movimento próprio. Esse movimento é realizado graças a um mecanismo complexo que fica no interior, provocado pela água que passa por suas engrenagens. A obra sempre ficou montada na casa de seu dono, por muitos anos. O local sempre ficou aberto para visitação do público, e principalmente para as crianças. O professor MIRANDA, presente no museu no momento em que a reportagem da FOLHA o visitava contou um caso engraçado. “Nós ficávamos doidos com os bonecos. Aí, o HUMBERTO, com a promessa de nos dar um, pedia para que fôssemos até uma fazenda cortar grama para ele. Com isso, juntávamos aquela turma, fazíamos o serviço, mas nunca ganhávamos a recompensa. O engraçado é que todo ano era a mesma coisa”, comentou entre risos.
HUMBERTO faleceu no dia 15 de julho de 1979, com 87 anos, mas ficou eternizado em sua obra. Já em 1993, todo o presépio foi transferido para o museu, local em que se encontra desde então. Porém, conforme as explicações das funcionárias, JANETE RODRIGUES e TALITA ALVES DE MORAIS, a obra vem passando por dificuldades. “O presépio sempre ficou montado o ano interior, e sempre que alguém pedia ligávamos o mecanismo para que os visitantes pudessem apreciar. Só que a partir de junho desse ano, os problemas começaram a aparecer. Como muitas pessoas se encarregaram dos reparos após o falecimento de HUMBERTO, muitas partes não receberam a devida manutenção. Já no mês de julho conseguimos consertá-lo, mas o serviço funcionou apenas por dois meses”, contou JANETE. E ela continuou, “hoje em dia, quando o presépio está ligado, após alguns minutos a sala fica toda alagada. Está vazando muita água”, conclui. Depois disso foi feito um projeto para restauração, que ficou sob responsabilidade de SAMUEL HERCULANO.  Orçamento total do conserto para deixar o projeto como novo ficou em cerca de R$ 6 mil. Mas conforme explicou TALITA, o museu já não tinha essa verba para realizar o projeto esse ano. Pedimos auxílio da Prefeitura, que não teve como nos atender e também da iniciativa privada, que deu a mesma resposta, por se tratar de final de ano.

Publicado no Jornal Folha do Povo, edição nº 564, pág. 04, de 16/12/2006. Itaúna – Minas Gerais.


Outra recordação marcante da passagem desse italiano pela cidade de Itaúna trata-se do nome dado à Viela onde ele morava, que passou a ser chamada pela presença de sua família como “Vila UMBERTO SALERA”. Há também na mesma cidade uma rua chamada “ANA BURRINI SALERA" em homenagem à sua primeira esposa, e outra rua chamada "CAETANO BURRINI”, em homenagem ao seu cunhado. É importante recordar que, conforme citado anteriormente, há também em São Paulo ruas em homenagem à Família SALERA, que são a saber: "Rua MODESTO SALERA" no Jardim Thelma, São Bernando do Campo e "Rua GUILHERME SALERA", no Guarujá, São Paulo - SP.

Logo abaixo apresento informações sobre cada uma das famílias dos "05 filhos adultos" do casal, ANA BURRINI e UMBERTO SALERA, por ordem de idade: ANTÔNIO SALERA (11-04-1919), JOSÉ SALERA (23-01-1921), MÁRIO SALERA (28-01-1923), HÉLIO SALERA (03-07-1927) e HELI SALERA (30-01-1929).

Mas antes de ir diretamente apresentado a história dessas famílias, vale à pena mencionar um fato curioso que pouca gente sabe: "ANA BURRINI e UMBERTO SALERA não tiveram apenas esses 05 filhos, pois, na verdade, esse casal italiano teve 10 (dez) filhos. Mas, infelizmente, por diversos motivos, só a metade deles chegou à vida adulta". A alta mortalidade durante a gestação ou logo nos primeiros anos de vida era fato comum naquela época em Itaúna, assim como é, ainda hoje, em diversas partes do Brasil. Dessa forma, depois do nascimento do “tio Mário”, nasceu (06-06-1924), a primeira filha do casal, que se chamava DIVA SALERA, que viveu aproximadamente 1 ano de idade. Logo em seguida, nasceu também GERALDA ou GERALDO SALERA (15-11-1925) natimorto. Depois do nascimento do "tio Hélio" e do “tio Lili”, nasceram natimortos, CARLO SALERA (01-07-1931), outro filho (12-08-1932) e, por fim, o décimo filho do casal, uma segunda garotinha (06-08-1933). Estes dados foram registrados a próprio punho numa Bíblia Sagrada italiana de UMBERTO SALERA que hoje está sob posse de SILVANA RAIMUNDA SALERA MALTA, filha do “tio Zezé”.

Vale lembrar que a família do “tio Zezé” por residir também na “Vila UMBERTO SALERA” sempre esteve mais próxima do “vô UMBERTO SALERA” e da sua segunda esposa “madrinha Zefina”, especialmente nos seus últimos anos de vida, o que justifica a posse dessas informações importantes contidas nesse exemplar da Bíblia Sagrada, além de estarem sob a guarda de inúmeras fotos e alguns documentos originais antiqüíssimos.

Após esclarecer esses interessantes detalhes, finalmente apresentamos a seguir o registro das informações sobre cada uma das famílias dos "05 filhos adultos" do casal italiano, UMBERTO SALERA e ANA BURRINI, por ordem cronológica: ANTÔNIO SALERA ("vô Toninho"), JOSÉ SALERA ("tio Zezé"), MÁRIO SALERA ("tio Mário"), HÉLIO SALERA ("tio Hélio") e HELI SALERA ("tio Lili").

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3.2.1 A Família de ANTÔNIO SALERA (“vô Toninho”)




Continua ...


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Gurupi – TO, Dezembro de 2007.

Giovanni Salera Júnior
E-mail: salerajunior@yahoo.com.br

Curriculum Vitae: http://lattes.cnpq.br/9410800331827187

Maiores informações em: http://recantodasletras.com.br/autores/salerajunior
Giovanni Salera Júnior
Enviado por Giovanni Salera Júnior em 30/12/2007
Reeditado em 23/03/2014
Código do texto: T796691
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Giovanni Salera Júnior
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