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Não vos conformeis com este mundo

NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE MUNDO!

A sociedade moderna vem passando por momentos de profundas mudanças do pensamento e do agir que impactam e produzem resultados preocupantes no seio da mesma. Numa análise superficial e simples constata-se uma supremacia do individualismo e do imediatismo sobre o senso comunitário, a partir da desorganização e desestruturação da família que vem perdendo, dia a dia, seu espaço insubstituível, de sustentáculo e referência na sociedade, para os meios de comunicação de massa que, vorazmente, substituem sua missão de trazer a informação responsável e de  auxiliar na formação do pensamento e do agir, pela exploração do lucro fácil, do desfazer e
do desarraigar através da exposição fácil e irresponsável do hedonismo e da vulgaridade.
Ao tempo em que ditam padrões de comportamento e de consumo, sob a falsa bandeira do direito à felicidade pessoal, rápida e a qualquer
custo quebram, maliciosa e progressivamente, o senso maior que deve
orientar e manter forte e estruturada a família e a sociedade: a
responsabilidade coletiva.
Esse individualismo exacerbado enfraquece e debilita a sociedade como
um todo e produz  a desigualdade gritante que, praticamente, estabelece e determina uma minoria elitizada, favorecida em tudo, inclusive e o que é pior, no manejo da Lei a seu favor, contra uma maioria de miseráveis e excluídos do direito e da justiça. A conseqüência se manifesta no enfraquecimento da capacidade de criação e de reação dos próprios indivíduos perante uma sociedade pervertida pela corrupção generalizada dos costumes, resultando no enfraquecimento e na eliminação dos meios de realização de cada pessoa, grupo ou família.

Toda vez que alguns subtraem para si tudo ou quase tudo que deveria ser destinado a todos, só se pode esperar aquilo que assistimos,
atualmente, em todos os lugares: meninos, meninas e jovens totalmente desintegrados das famílias e criando para si e para a sociedade uma situação de espanto, desespero e medo.

É necessário que cada indivíduo, organização ou grupo de pessoas
reflita e comece a agir, imediatamente, desde a postura pessoal de
preocupação, até a ação comunitária de cobrança e exigência de
cumprimento da Lei, em todas as suas instâncias, visando a que a
injusta distribuição de renda seja corrigida e que o atendimento das necessidades individuais e coletivas não seja estuprado pelo descaso e irresponsabilidade daqueles que usam do que deveria ser destinado ao público, quase que exclusivamente, para o benefício pessoal e de seus apaniguados. Cada indivíduo e grupo organizado de pessoas precisa indignar-se e fazer valer essa indignação perante quem os governa e legisla, para que os benefícios da educação verdadeira,que começa e acaba na família, não sejam obscurecidos e suplantados, literalmente, pelos corruptos através, inclusive, dos meios de comunicação de massa.
Cada família necessita e tem direito às condições de moradia digna, de trabalho, de educação, saúde e lazer para seus membros e, principalmente, da consciência e certeza de poder sonhar com um futuro digno e não, como hoje, quando se persegue, quase sempre e apenas, os "15 minutos de fama".
Cada cidadão precisa, urgentemente, rever seus conceitos de
individualismo irresponsável e comprometer-se, seriamente, em resgatar o direito e a justiça para aqueles que a sociedade marginalizou.
Cabe a cada um cuidar disto, até pela própria sobrevivência!
Todo indivíduo normal tem condições de recuperação e reintegração
social. Menos o corrupto, por ser ladrão do Direito e da Lei.
A criança e o jovem acolhido com a dignidade e a atenção que carece e merece, tem muita chance de transformar-se num cidadão valioso para a sociedade e em alguém com o direito de sonhar e ser feliz. Não será a dureza da Lei, nem o aparato policial através de presídios,
viaturas, armas e casas de detenção quem resolverá tal situação.
É, muito mais e com certeza, a ação concreta, responsável e urgente
de compromisso de cada cidadão com a justiça e com o respeito à
dignidade de cada um.
Comece a fazer acontecer isto na sua casa, na sua empresa, no seu
círculo de relacionamento. Comece a demonstrar, ativamente, sua
inquietação.
Comece a refletir que o "de menor" que assalta e mata o faz por ver na mídia, acessível em todos os recantos mais distantes do País, "just in time" a exemplificação de políticos e líderes corruptos de todas as instâncias, a quem a justiça nunca alcança, porque a Lei é redigida e, também executada, muitas vezes, pelos mesmos que a transmudam, vergonhosamente.
Não venha ninguém com a desfaçatez de querer negar que o adolescente e o jovem formam sua personalidade a partir da família, da escola e da exemplificação da sociedade com a qual tem contato, contato este que, infelizmente, traz de forma imediata e coercitiva, o uso e abuso do tão irresponsável jargão: é assim mesmo!
Hoje não se admite disciplina porque tudo "é assim mesmo";
Não se respeita os idosos, porque "é assim mesmo";
Não se respeita os Pais, porque "é assim mesmo";
Posso tomar o lugar de alguém num concurso público porque "é assim
mesmo".
Só não vale, é claro, quando o favorecido não sou eu ou alguém do
meu relacionamento!

Por tudo isto e, por muito mais não dito aqui, COMO CRISTÃO, recomendo a leitura e reflexão da Carta de São Paulo aos Romanos Cap.12,2: "não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito".
COMO CIDADAO, recomendo a cada um:
Tomemos vergonha na cara e reajamos à calhordice e a falta de respeito próprio de acatarmos e abraçarmos tanta "gente boa" que rouba, sobrepuja, humilha e tira de tantos o direito à dignidade e à vida, seja através da contravenção, do crime organizado ou da
"esperteza" no desvio dos recursos públicos.
Digamos um NÃO bem autêntico ao  popular jargão "é assim mesmo!"
Para mim e para você, "NÃO É ASSIM, MESMO!"


João Batista Gomes Maia
Enviado por João Batista Gomes Maia em 30/12/2007
Reeditado em 31/01/2011
Código do texto: T797228
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
João Batista Gomes Maia
Montes Claros - Minas Gerais - Brasil, 63 anos
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