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Cidadania.

A busca do desconhecido tem feito o homem desconhecer seus próprios limites de tolerância, e suas andanças em busca de progresso têm feito com que ele ultrapasse sua própria segurança, quer seja ela no campo moral, quer seja ela no campo espiritual. Os valores morais têm sido esquecidos de forma brutal e traumática, a ponto de assistir a violência em sua volta atingir níveis incompreensíveis pela razão e nada ou quase nada fazer para estabelecer a volta aos níveis mínimos desejados. Os Valores espirituais são cada vez mais relegados a um segundo plano, ensejando seus sentimentos a violarem princípios estabelecidos, não pelos dogmas, mas pela compreensão do que possa ser seu direto e  dever de cidadão.
Questionamos então o que seria desejável em forma e essência para que se estabeleça regras de conduta que nos norteie e nos determine civilizadamente nossa postura junto à sociedade. A princípio o rigor de auto censura no tocante aos profissionais da mídia, que atuam de forma incisiva na formação de opinião, fazendo-os compreender de forma auto-analítica o que deveria servir aos seus próprios, e estender esta censura ao seu desempenho profissional. E a própria sociedade rejeitando toda e qualquer agressão que lhe for imposta por esses canais de informação, sem que esqueçamos, que somos nos os consumidores de bens materiais e morais, os verdadeiros promotores do estabelecimento dos parâmetros limitantes da conduta humana. E a forma de agir para estabelecer esses critérios,  tem que partir daqueles que pelo poder da cultura e informação formam opinião em seus redutos setoriais, fazendo-o de forma natural e espontânea, sem que pareça um trabalho doutrinário, pois à medida que o fazemos das formas citadas acima, a compreensão se torna mais legítima e assimilável.
O respeito pela individualidade se mantido, faz com que cada cidadão sinta-se autêntico, porem, se respeitamos sua individualidade pelo seu poder, quer econômico, quer por sua importância, o faremos com alta dose de descriminação e romperemos assim a eqüidistância do que seja a individualidade. Como também devemos resgatar de nosso passado  regras as quais discriminamos considerando-as ultrapassadas, sem que as tenhamos adaptadas em sua contemporaneidade, pois foram elas, hoje relegadas a um segundo plano, que mantiveram os parâmetros morais,  num tempo em que as comunicações em sua precariedade pouco ou nada influenciavam na conduta
social globalizada.
Os bens materiais foram alçados nos conceitos sociais à cotas altamente expressivas,  em detrimento de bens morais os quais não são externados de forma tão veemente quanto aos primeiros. E assim feito os valores moraise culturais foram se restringindo a pequenos feudos , em número e forma, dessocializando-se de uma grande parcela da Sociedade cada vez mais uniformizada e generalizada, fazendo com que esses valores sejam distintos por esse ou aquele grupo, determinado contradições tão acentuadas, que em breve estaremos estabelecendo dois ou mais parâmetros de conduta, sem que um tenha similaridade com o outro e qual  deles teria o verdadeiro aval da Sociedade.
Sidnei Levy
Enviado por Sidnei Levy em 28/03/2005
Código do texto: T8249
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Sobre o autor
Sidnei Levy
Campinas - São Paulo - Brasil, 71 anos
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Sidnei Levy