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4 - Quando a vida está doente

Quando a vida está doente,
A missão do poeta é auscultá-la
E - com fala clara e quente -
Dar a quem sofre o que sente
A ilusão de curá-la.


{*CARGA DE ÁGUA
Se não for lida a poesia que eu gosto, como?..., ou porque *... haviam de ler o que escrevo?
Hoje, deu-me para aqui...
É bem verdade..., gosto de poesia; aprecio... toda a Poesia! Mas, conhecer a poesia dum poeta não se realiza num poema, nem sequer num conjunto aleatório de poemas. Por isso é bom conhecer livros, um livro do poeta.
[Há poetas que nunca escreveram um livro, geralmente alguém escreveu por eles o livro que deles nos ficou; um livro é uma compilação que requer amor, paixão, gosto, razão?...]
Por isso... só posso desafiar os meus recantuais colegas a pensarem escrever - um livro.
Quem aqui continuar a vir ler os "artigos poéticos", lerão um livro; estarão a seguir a experiência de conhecer um autor e ler um livro...
Claro, há poetas de quem ficou memória dum poema e vale por uma literatura inteira!
...
Quem é ? É uma mera questão de conhecimento literário, irrelevante para o prazer de ler. Já saber que nome tem o livro que andamos a ler, faz parte da intriga desta leitura... Entregamo-nos a curiosidades várias, variadas, múltiplas e esplêndidas ou medíocres e pequenas! Cada um valoriza aquilo a que dá valor, eu pensei hoje antes de escrever... "Nem sequer direi o nome do livro se..., quando perguntar - Que nome dariam ao livro?, não obtiver (um)a resposta", pensei eu.
Pensando com os meus botões..., "artigos poéticos"?, até que não vai mal...
Falta ler o que acabei de transcrever, rever, reler, re...
tendo:

Quando a vida está doente,
A missão do poeta é auscultá-la
E - com fala clara e quente -
Dar a quem sofre o que sente
A ilusão de curá-la.

Os versos parecem falar, como se as palavras estivessem aqui para dizer o seu significado sem acrobacias, simples e directos!
O poeta ausculta e desoculta, diz o que sente, o que ouviu?... E tem uma ilusão, abençoado seja por ela!!
A ilusão de curar a vida «com fala clara e quente», em si, nos outros, ele outro, nós todos...
Recantuais abraços!!}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 13/12/2005
Reeditado em 13/12/2005
Código do texto: T85410
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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