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A hipocrisia americana


Eu, diga-se preliminarmente, não gosto de americano.

Acho um povo metido a besta, colonialista, violento, explorador e despido de maiores valores éticos e morais. São paladinos da ética, moral e paz, mas não professam essas virtudes.

Há uns anos atrás passou um filme, o “Beleza Americana”, um filmezinho bem chinfrim, mas que ganhou um Oscar, talvez por retratar, como nunca havia acontecido, a hipocrisia da sociedade americana. Eu nem vou falar nos genocidas Trumann (bomba atômica no Japão), Johnson (fez um massacre no Vietnã e perdeu a guerra) nem no carniceiro Bush (Guerra do Golfo, Iraque e outras).

Um país que preconiza a paz, tem uma águia (rapina) como símbolo. Não vou falar deles; a história vai julgá-los. A hipocrisia começa com a corrupção. Roosevelt disse que a corrupção latino-americana era endêmica. E a deles, o que é?

Corrupção não tem justificativa, mas se explica, em alguns casos, por causa da pobreza. E eles, que são ricos, porque roubam? Rouba a polícia, o empresário, o judiciário, as estatais, as forças armadas. Lá roubam mais que aqui. E nós é que somos corruptos.

Os americanos falam em moral, mas é lá a grande fábrica de pornografia, pedofilia e outras taras. Os EUA são exportadores mundiais de pornografia, nas formas mais bizarras. Já viram no cinema um casal fazendo sexo? Ora, quem é que faz sexo debaixo dos lençóis? Só americano, para dizer que é mas não é. E viram como os lençóis deles são em “L”. Depois do amor, o homem cobre-se até a cintura, e a mulher cobre o busto, passando o lençol por debaixo dos braços. Ora, quem faz assim depois do amor?

Outra coisa: depois do sexo o cara veste a calça de brim (parece que eles não usam cueca) e sai, sem fazer a mínima higiene.

Mais uma: nos filmes/séries policiais, o vilão, aquele
“bandidão” execrado, nunca vai preso, mas morre. Aí há duas linhas de raciocínio, ambas apontando para a hipocrisia ianque: eles não crêem no sistema judicial, ou acha a pena de morte (pelas próprias mãos) o castigo mais justo.

A teoria america (hipócrita, sem dúvida), condena a violência e a tortura. Não é esta a idéia que nos passam? Mas as câmeras mostraram, no Iraque, soldados americanos, torturando gratuitamente, civis iraquianos. Em Guantánamo há “presos políticos” sem processo. Imaginem se isto fosse em Cuba ou na Venezuela?

E quanto aos direitos humanos? Ah! eles defendem os pobres da Chechênia (mas não dão dinheiro), acusam a discriminação racial dos zulus, condenam a violência contra as minorias curdas, acusam quem trata de forma díspar os imigrantes... que beleza! Mas eles mesmos, os canalhas do Pentágono, da Pennsylvania Avenue, da Wall Street e outros becos, discriminam odiosamente os negros, os hispânicos e de uns tempos para cá os brasileiros em tentam imigrar para lá.

A mídia mostrou que havia guetos de negros, cidadãos americanos, escravos, cobaias de testes “científicos”, no Alabama, até 1965.

O famoso “american way of life” é uma farsa, que é disponibilizada a ricos, cultos e famosos. O resto, a escumalha que fica por trás das luzes e das câmeras, vive numa miséria revoltante. É só caminhar por New York para ver a pobreza e a mendicância que há por lá.

E não pensem os “americanófilos” que existem por aqui, que eles são nossos amigos. A instalação de uma base americana no Paraguai, é para vigir o Brasil, a Venezuela e a Bolívia (os três maiores produtores de petróleo da América). A Argentina não, porque é servil. Não se duvida que em alguns 4 ou 5 anos, sejamos outro Iraque, alvos disponíveis, atacados sem pretexto pela hipócrita política americana. Quem viver talvez veja.


Antônio Mesquita Galvão
Enviado por Antônio Mesquita Galvão em 22/12/2005
Código do texto: T89356
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Sobre o autor
Antônio Mesquita Galvão
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 74 anos
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Antônio Mesquita Galvão