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Eu não acho Gisele bonita!


Este assunto é um dos pontos de discussão, salutar é claro, que tenho com minha mulher: eu não acho a übermodel (como dizem os pernósticos) Gisele Bunchen, bonita. Feia ela não é, mas para bonita não serve.

Em primeiro lugar, vamos combinar o seguinte: julgamento de beleza é algo particular, personalista, cada um interpreta à sua maneira. Conheci um cara que achava a Cássia Eller “um tesão de mulher”. Gosto não se discu-te! Depois, vamos à questão lingüística. Vocês notaram que eu grafei Bunchen, ao invés de “Bündchen”, com um tremado, fazendo beicinho para pronunciar bintchen.

Isto esbarra em nosso servilismo tupiniquim ao poder internacional. Os estrangeiros não têm a mínima preocupação de pronunciar corretamente o nosso português. Até o nome Brasil eles assassinam: escrevem com “z” e dizem “brziiil”.

Mesmo os descendentes de imigrantes, maculam a pronúncia de nossa língua. O colono alemão diz “chimarão”, o italiano
“garafon” e o japonês, “ranche” (lanche), etc. Por que só nós temos que nos esmerar em dizer “Bündchen” (com o biquinho), ou “iunait steits” (United States), ou “champenoase” (champenoise)?

Tive uma aluna, de origem teuto-brasileira, que queria que os professores e colegas chamassem-na de Helga, com o “h” aspirado, ao invés do bom e fácil élga. Ficou só no querendo...

Eu falo meia-dúzia de línguas, o que não me obriga a, no Brasil, ser perfeccionista com pronúncias estrangeiras, quando eles “estão nem aí” para a nossa. Mas isto não tem nada a ver o tema.

Eu disse, e é o título da crônica, que não acho a Gisele bonita. Respeito discordâncias, mas tenho o direito de expor meu ponto de vista. Ela é charmosa, veste-se bem (nem podia ser diferente), tem personalidade, teve sorte (outras mais bonitas podem ter ficado anônimas e obscuras por esses interiores da vida), etc. Embora abuse de “caras bocas”, forçando um ar sensual, e poses afetadas, seu rosto é comum, prejudicado pelo nariz grande, característico das teuto-gaúchas do nosso interior. Se não fosse famosa, e estivesse esperando o ônibus da rodoviária de Ijui, talvez passasse despercebida. Em termos de plástica, ela é alta, esvoaçante, mas perna fina, sem bunda e de quadris estreitos.

Ah! Diz a minha mulher, mas esse é o perfil de modelo! Pode ser, mas não faz o talhe que eu aprecio. Mulher magra para mim é feia. Aprecio o tipo “mulherão”. No aspecto da visão feminina, estou mais para Fafá do que para Gisele.

Alguém pode-rá objetar: mas Gisele tem seios grandes! Tem sim, e isto numa magra é fatal. Como vêem, gosto não se discute: cada um tem o seu. É mais um debate para movimentar nosso seco tempo de férias...
Antônio Mesquita Galvão
Enviado por Antônio Mesquita Galvão em 25/12/2005
Código do texto: T90386
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Sobre o autor
Antônio Mesquita Galvão
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 74 anos
981 textos (321485 leituras)
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Antônio Mesquita Galvão